
Quando criança e adolescente, João Pedro de Oliveira, 19, viu o sofrimento de sua avó com o diabetes e as feridas causadas pela doença em seu corpo. Ela morreu há cinco anos, mas inspirou o jovem a criar um produto que ajuda a cicatrizar feridas de pessoas que passam por problemas idênticos. A pesquisa não só avançou, como vai entrar na fase 2, com análise em camundongos para poder chegar até os humanos.
O “Cicatribio” tem como composto bioativo o látex da mangabeira, uma árvore tradicional do cerrado, mas muito comum também no Nordeste. O produto deve ter um baixo custo e pode ajudar pessoas a terem melhora em um problema que ainda é um desafio à medicina.
Natural de Crisópolis (BA), João Pedro é aluno do ensino médio técnico no IFBA (Instituto Federal da Bahia), de Catu, região metropolitana de Salvador. Graças ao projeto, ele conta que pretende seguir uma carreira na área de saúde, provavelmente em biomedicina.
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A Ecoa, ele conta como a experiência que teve com sua avó o ajudou. “Ela era diabética, e em decorrência disso teve úlceras cutâneas —que são extremamente difíceis de cicatrizar. Vi que ela foi perdendo a qualidade de vida pelos ferimentos que não cicatrizavam. Eles ficaram expostos por mais de dez anos, e ela teve de amputar parte do pé. Isso causou problemas para locomoção e na autoestima”, diz João Pedro.
Para chegar ao produto, ele afirma que também contou com sua percepção da medicina popular. “As pessoas ingerem [o látex] diluído em água. Mas para que se possa extrair o látex da planta, é preciso realizar cortes nela. A partir daí fiz uma observação: com pouquíssimo tempo, ela cicatrizava. Foi quando deduzi que ele poderia ser utilizado nesse processo de cicatrização em tecidos humanos”, afirma.
João Pedro conta ainda que, ao longo de 2019, o projeto foi sendo concebido e, no passado, acabou com o desenvolvimento da “Cicatribio” em três formulações: um biocurativo, um creme e um gel. Todos têm a mesma função, de auxiliar na cicatrização.
“No segundo semestre do ano passado, fizemos as análises de estabilidade preliminar, que deram perspectiva positiva. Elas são essenciais para que o produto venha a ser usado no ser humano”, diz.
Informações do UOL

Franklin Deluzio é graduado em Filosofia (UESC), possui graduação incompleta em Física pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), como também graduação incompleta em Licenciatura Interdisciplinar pela (UFSB), é Especialista em Gestão Pública Municipal (UESC), Conselheiro de Saúde, Fiscal do Sistema E-TCM, Design Digital Júnior, Design Editorial Júnior, Servidor Municipal de Ilhéus/BA e estrategista em Geomarketing Eleitoral. DRT n. 0007376/BA.
Áreas de interesse: Ufologia, Gestão e Desenvolvimento Urbano, Políticas Públicas, Plano Diretor, Administração de Recursos, Gestão Logística, Filosofia da Educação, Existencialismo, Ética e Discurso, Filosofia da Ciência, Meteorologia, Poder, Verdade e Sociedade em Foucault, Filosofia Jurídica e autores como Heidegger, Bauman, Habermas, Foucault, Derrida, Deleuze, Sofistas, Nietzsche, Sartre, Hannah Arendt, Freud, Carlos Roberto Gonçalves e Giovanni Reale.