Santa Irmã Dulce, como é importante teu exemplo de amor!

Neste mundo voltado para bens materiais e para os prazeres do corpo, onde o dinheiro parece ser um Deus com razões e ações próprias, cotidianamente cultuado com o nome de Mercado; e no qual somente importa para muitos a gula, o orgasmo ou a sensação de ilusória de felicidade, artificialmente obtida por meio do uso de uma infinidade de drogas cada vez mais potentes e destruidoras, parece não haver lugar para o amor ao próximo.

Santa Irmã Dulce, como é importante teu exemplo de amor! 1

Fechados em nosso egoísmo sem limites, dissimulado pela necessidade de obter os bens necessários à nossa sobrevivência, encontramos nesse mister a desculpa, o álibi perfeito para darmos as costas a tudo e a todos, baseados na máxima de que cada um deve cuidar de si, como se não vivêssemos em sociedade e não precisássemos, em todos os instantes, uns dos outros.

Irmã Dulce, desde o início, contrariou a lógica do egoísmo, do prazer, do lucro, da vaidade, vivendo e exemplificando os mais admiráveis valores pregados por Jesus Cristo.

Focada unicamente em sua Obra, reverteu esta obstinação em favor do próximo.

Buscando o prazer de servir, encontrou o antídoto para não sucumbir aos prazeres do mundo.

Sem superdimensionar o poder do dinheiro, deu-lhe aplicação justa, digna e santa, em favor dos que não tinham.

Humilde em sua conduta, tornou-se um exemplo vivo e eloquente de como se deve proceder na excelência do amor ao próximo.

Dulce, menos por ser católica, e mais por ser verdadeiramente cristã, junta-se ao grupo dos Santos do século XX, sejam eles reconhecidos como tal ou não. Lá, neste seleto grupo, encontramos os espíritas Chico Xavier e Divaldo Franco em sua obra de luz, caridade e consolação; encontramos o pastor Matin Luther King em sua luta incansável pelos direitos civis dos negros e excluídos; encontramos Madre Tereza de Calcutá na Índia distante, trabalhando em favor das vítimas de uma miséria que nos é tão próxima, tão familiar, tão brasileira.

De carne e ossos, frágil, ignorada pela imensa maioria dos poderosos de seu tempo e de hoje, Dulce nos ensina, entro outras valiosíssimas lições, que o caminho do amor de Cristo está no amor ao próximo, servindo-o, assistindo-o, orientando-o e simplesmente amparando-o, quando nada mais houver a ser feito.

Não há como segurar a emoção sincera e pura que toma conta de nós, diante da grandeza dessa Santa frágil e humana, mulher e mártir pela dedicação ao próximo, apartidária e profundamente engajada na luta contra as misérias existentes em nossa sociedade.

Dulce, Santa Dulce, Dulce mulher, Dulce baiana, Dulce pessoa humana, Dulce alma liberta do corpo: Ora e trabalha na espiritualidade, por todos nós, sem exceção.

É o que te peço, minha Santa, na condição de cristão espírita, porque minha admiração por tua vida e obra, assim como o teu amor por nós, ultrapassa os limites das religiões para se realizar como materialização do amor de Deus, em favor de todos nós, sobretudo dos que mais necessitam.

Ora por nós, espírito de luz soberana, e ilumina a Bahia e a todos, na grandeza de tua Santa obra, que continua tão viva quanto a tua presença entre nós. Que assim seja!

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz

Texto e Foto do Blog do Gusmão

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *