Publieditorial

O que é uma pesquisa quantitativa e pesquisa qualitativa? Entenda essas duas expressões a partir do olhar afroativista de Elder Ribeiro

As pesquisas qualitativas têm caráter exploratório: estimulam os entrevistados a pensar e falar livremente sobre algum tema, objeto ou conceito. Elas fazem emergir aspectos subjetivos, atingem motivações não explicitas, ou mesmo não conscientes de forma espontânea.

As pesquisas quantitativas são mais adequadas para apurar opiniões e atitudes explicitas e conscientes do entrevistado, pois utilizam instrumentos padronizados (questionários). São utilizados quando se sabe exatamente o que deve ser perguntado para atingir os objetivos da pesquisa.

No questionário das pesquisas qualitativas geralmente as informações são coletadas através de um roteiro. As opiniões dos participantes são gravadas e posteriormente analisadas.

Na quantitativa as informações são colhidas através de um questionário estruturado com perguntas claras e objetivas. Isto garante a uniformidade de entendimento dos entrevistados. Continue lendo

MEMÓRIAS E NARRATIVAS: INFLEXÕES DA LITERATURA COMPARADA

BRAIT, Beth. Os textos chamam, a memória responde. DOSSIÊ. Todas as letras, V.14, n.2, p.125 – 137, 2012.

Elder Ribeiro

Maxsuel Fernandes

Márcio Sena

Liverson Oreste

Luan Jesus

Acadêmicos do Bacharelado Interdisciplinar em Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas – CECULT/UFRB 

Como será vista na história da literatura comparada as reflexões de Beth Brait, a única vertente epistemológica e teórica? A linguagem artística do dia-a-dia? Bom ou mau, as relações dialógicas, discursivas e ideológicas? Sobre um ponto não há dúvida: é uma construção da memória de presença do outro como fonte de motivação do texto. Os textos chamam, a memória responde, da autoria de Beth Brait – Livre Docente da Universidade de São Paulo – USP, na área de Literatura Comparada – Publicado no Brasil pela Revista Todas as Letras da Mackenzie, 2012.

Segundo, Beth Brait “as relações dialógicas, discursivas, dialógicas, formas de presença, do discurso no discurso, da enunciação na enunciação, do discurso sobre discurso, da enunciação sobre enunciação”. (Brait, 2012, p.125).

O Dossiê da Pesquisa de “Beth Brait” retrata a importância da memória figurativa, pelo processo de ensino aprendizado aos enunciados das diversas formas de comunicações ideológicas, das identidades e diversidades, que são elaboradas a partir do estudo investigativo de campo, e como as culturas e os fatores sociais corroboram para a difusão do conhecimento.

A autora viaja no mundo das mediações dialógicas, com ela carrega uma grande bagagem, sendo profissional e pela competência de rescrever os seus estudos sobre as literaturas comparadas, e assim, o principal papel de corroborar os estudos interdisciplinares e os espaços de interconhecimento na literatura. O Dossiê bastante atual de recortes pertinentes na campanha da carreira (não propriamente a vida) do protagonismo até o ano em que foi publicado. É um dossiê que corresponde nacionalmente como um viés da literatura e cultura nacional. É literalmente refinada aos seus estudos, usa com frequência o “discurso critico” e as frases de feito que adornam o seu trabalho acadêmico e atinge o alvo. Continue lendo

De onde vem nossa energia? por Nailton Costa

Matriz energética é o conjunto de todas as formas de energia que um país produz e consome. Nos dias contemporâneos, o Brasil apresenta uma complexa e diversificada matriz energética. Posto que, o setor energético brasileiro é composto por fontes não renováveis e fontes renováveis. As fontes energéticas não renováveis, ou fósseis, são: petróleo e seus derivados, gás natural, carvão mineral e derivados, urânio e derivados. Porém, esta fonte é mais poluente, haja vista que, emitem gases que causam efeito estufa à camada de ozônio, e consequentemente influenciam nas mudanças climáticas.

À vista disso, matriz energética é um assunto estratégico, pois envolve um tripé do desenvolvimento sustentável, a saber, economia, meio ambiente e a propriamente a sociedade que demanda muita energia. Entretanto, os países necessitam se desenvolver, crescer seu PIB, para que não entre em problemas sociais como desemprego, inflação, entre outros, prontamente percebemos que a matriz energética é estratégica e deve ter um nível de consumo moderado, bem como, o uso de novas tecnologias para essa questão em foco (TOLMASQUIM, 2003).

As fontes renováveis são: hidráulica e eletricidade, lenha e carvão vegetal, biomassa, eólica e solar. Atualmente, 43,5% da demanda total de energia do Brasil vêm de fontes renováveis.Entretanto, parcela expressiva do setor energético brasileiro vem da hidrelétrica. Mas, contudo, apesar de ser uma fonte de energia limpa, a produção de usinas hidrelétricas, causam vários impactos sócio-ambientais como: supressão de matas e florestas nativas, desequilíbrio ecológico, alagamentos e deslocamento de povos e etnias do seu habitat natural como índios, quilombolas e ribeirinhos.

Todavia, faz-se necessário, o Estado brasileiro em parceria com os investidores externos, consolidar e ampliar a oferta de energia limpa como energia eólica e energia solar. Visto que, o Brasil tem vasto potencial para produção em grande escala e contribuir para mitigar a emissão dos (GEE), gases do efeito estufa. Continue lendo

Documentário sobre Alain Ducasse é destaque de festival de cinema, Ilhéus está presente na produção

Longa de Maistre gravou Ducasse no Brasil

Reconhecido como um dos maiores chefs da gastronomia mundial, Alain Ducasse ganhou um documentário inédito sobre sua vida e carreira. Intitulado “A Busca do Chef Ducasse”, o filme é destaque da programação do Festival Varilux de Cinema Francês de 2018. O evento, que ocorre simultaneamente em 62 cidades brasileiras, será realizado de 7 a 20 de junho.

Dirigido por Gilles Maistre, o longa não tem uma pegada jornalística, como explica o cineasta francês. “Queria algo sentimental e não investigativo. Não é totalmente ele, mas a visão que tenho dele”, explica.

O Brasil está presente na produção. Em Ilhéus (BA), na Bahia, Ducasse acompanhou o processo de colhimento de cacau até o produto final. Já no Rio de Janeiro, cozinhou no Refettorio Gastronomotiva, restaurante comunitário que reaproveita alimentos que seriam descartados dos supermercados.

Além do Brasil, a equipe do filme acompanhou o premiado chef em viagens aos Estados Unidos, China, Mongólia, Reino Unido, Filipinas e Japão. Em paralelo, faz um recorte da trajetória de Ducasse, que possui 23 restaurantes em todo o mundo e detém 18 estrelas do Guia Michellin. Continue lendo

E daí? Greve dos caminhoneiros é a primeira mobilização nacional pelo WhatsApp

A mobilização dos caminhoneiros, cujas consequências objetivas estão à mostra, é a primeira greve nacional sob a regência das redes sociais. As manifestações de junho de 2013 foram um prenúncio, é verdade, do que poderia acontecer. Agora aconteceu (o ensaio foi no governo Dilma, seis meses antes do impeachment).

A comunicação entre os participantes do movimento se deu – e se dá -, basicamente, via WhatsApp. Até mesmo os desencontros aconteceram por causa dessa gigantesca e incontrolável rede de comunicação.

É verdade: ela, por falha nossa, que fique claro, não ‘permite’ que os que recebem as mensagens – na média – pensem sobre o seu conteúdo. É pegar ou largar.

Fato concreto é que pela própria disseminação das informações, de origens diversas, ficou ainda mais difícil saber com quem negociar, por parte do governo. Algumas lideranças comandavam pequenos grupos e se comportavam como seus representantes legítimos, porque assim se sentiram (há também uma evidente tentativa de pura criminalização do movimento).

Eis mais um evento para que aprendamos um pouco sobre o muito que ainda precisamos saber sobre esse instrumento e o nosso comportamento quando da sua utilização.

Até mesmo do outro lado – dos consumidores, dos demais cidadãos -, o contágio via redes sociais teve um efeito devastador. Muitas vezes, a informação virou desinformação e causou pânico.

Agimos como agem todos os da nossa espécie quando bate o medo: acionamos os mecanismos de autoproteção (e da família), expondo o nosso tribalismo mais primitivo. Assim, outros saíram prejudicados pelas nossas ações puramente emocionais. Parte do desabastecimento se deve à corrida aos centros de compra.

É claro que os oportunistas se beneficiaram – e se beneficiarão sempre – da realidade dura e do medo real. Mas assim caminha a humanidade desde que ela surgiu (basta fazer uma breve pesquisa sobre o “gueto de Varsóvia” e seu mercado negro). Continue lendo

Marcelo Rezende disse: “Se o caminhoneiro parar, o Brasil para!”, não é profecia, é lógica. Assista

O Brasil abandonou de anos em anos a política de transporte ferroviário, e deixou o transporte de alimentos, produtos químicos, serviços financeiros, agronegócios, entre outros, nas mãos dos caminhoneiros. 

Em 2012, apresentando o Repórter Record, o já falecido Marcelo Rezende iniciou seu programa afirmando uma questão lógica, e não profética, “se o caminhoneiro parar, o Brasil para”, o programa descrevia o uso de drogas por caminhoneiros para obedecer o prazo de entrega de mercadorias pelas empresas. O que é repassado pela redes sociais é falso, ele apenas fez uma tautologia.

Assista: Continue lendo

O que é um candidato ficha-limpa pra você?

As leis no Brasil são de um relativismo espantoso, assim considerado unanimemente por juristas dos países mais avançados.

Talvez por deficiência de formação – e não apenas dos operadores do direito. Culturalmente, o jeitinho que – terrivelmente – nos caracteriza como povo, também se reflete nas decisões do poder Judiciário.

Quando entramos no território político, invadido por uma judicialização que não o enriquece e só cria uma falsa expectativa, a definição do ficha-limpa invade ainda mais o território da relatividade.

Do ponto de vista da lei que ganhou – ilusoriamente – esse nome, ficha-limpa é quem não tem condenação em segundo grau: pode ter matado, roubado, cometido atrocidades, mas se não teve sentença condenatória confirmada por um colegiado, é tão inocente quanto uma criança recém-nascida.

Será apenas isso que vale? Continue lendo

Inspirada na lancheira da filha, empresária ilheense cria negócio que faturou R$ 1 milhão

Larissa já vendeu caixa de presentes, óculos, cosméticos, trufas, mas somente anos depois, impulsionada pela vontade de passar mais tempo com as filhas, decidiu fundar a Snack Saudável com apenas R$ 3 mil; conheça

Divulgação – Antes da Snack Saudável, Larissa conta que ficava apenas durante a noite com as filhas pequenas.

Como costumavam ser os lanches em seus recreios durante o período escolar? Entre as inúmeras lembranças que podem vir à mente, dizer que “ comidas naturais ” estavam na lancheira é bastante improvável, certo? Embora isso ainda seja difícil de encontrar, a empreendedora Larissa Souza, de 37 anos, faz parte do ‘time’ que luta para mudar esse padrão nada saudável no País, promovendo a transformação para ao menos 20 mil estudantes brasileiros. E essa história começou com um investimento de apenas R$ 3 mil.

Em 2016, Souza oficializou, com a ajuda de uma amiga nutricionista, a Snack Saudável , uma empresa do município de Ji-Paraná, em Rondônia, que tem a proposta de vender “kits de lanches saudáveis” para estudantes de dois a 17 anos. E apesar de um investimento inicial tão baixo, o negócio deu certo e faturou R$ 1 milhão no final do ano passado.

Lição de casa

A história teve início há pouco tempo. Larissa Souza conta que preparava a lancheira de sua filha mais velha, de seis anos, todos os dias e, diferente da maioria dos colegas da mesma turma, a garota levava uma fruta, um suco natural e alimentos caseiros para o recreio.

Até que, em novembro de 2015, a então assistente social teve o insight de transformar a ‘intervenção’ diária na alimentação da filha em uma oportunidade de oferecer às outras crianças a mesma refeição saudável e, de quebra, fazer negócio.

Como parte da análise de mercado, Souza foi até a escola para saber o que as crianças costumavam lanchar. E o resultado das visitas não surpreendeu a empresária: achocolatado, suco de caixinha, nuggets e bolachas recheadas eram alguns dos lanches comuns nos recreios.

Além da pesquisa para o futuro empreendimento, Larissa vivia um momento complicado. Como trabalhava de manhã em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e à tarde em um abrigo para menores, a empresária praticamente não via as filhas durante o dia, e enxergava, na futura empresa, a chance de poder ficar mais tempo com elas. Continue lendo

Eunápolis: 30 anos de Emancipação

Eunápolis comemora neste 12 de maio, 30 anos da sua emancipação. Independência que resultou de uma longa mobilização iniciada em data não precisa, mas que tem como ponto de referência o ano de 1962, quando – em data desconhecida – as câmaras de vereadores de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália teriam realizado reuniões no próprio povoado, vindo discutir a separação do então povoado dos dois municípios. E teve como ato final, a sanção da Lei nº 4.770, pelo governador Waldir Pires, no dia 12 de maio de 1988.

Nessa data, teve início o processo de criação da nova unidade federativa do Estado, que só foi concluído no dia 1º de janeiro de 1989, quando o juiz de Direito, Edvaldo Oliveira Jatobá empossou o primeiro prefeito municipal, Gediel Sepúlvida Pereira, o vice-prefeito, José de Oliveira Melo, e os 13 vereadores, instalando após, o novo município.

Esse foi o ápice de uma história que teve início na primeira metade da década de 1940, quando Joaquim Quatro, um lavrador que fugia da Justiça de Minas Gerais, aqui chegou e construiu, nas imediações de onde hoje é a esquina das ruas: Marcílio Dias e 13 de Maio, no bairro Gusmão, uma morada tosca, de madeira e palhas, onde residiu por cerca de uns 10 anos. Pouco depois de Joaquim, segundo o escritor Alcides Lacerda, teria chegado outro lavrador, de prenome Dioclécio, que aqui teria vivido “algum tempo” – não há registro da sua estada aqui.

Esses são os primeiros registros de uma ocupação que somente se efetivou, realmente, alguns anos depois, através de um acampamento dos trabalhadores que construíram o “ramal” – parte da rodovia hoje denominada de BR 367, que liga Eunápolis a Porto Seguro -, entre os anos de 1946 e 1948. Segundo os originais de um livro inacabado deixado por Wanderley Nascimento, um morador antigo do povoado, “como o pagamento dos operários era feito na sede da EMENGE, as famílias de alguns tarefeiros e operários, começavam a instalar pequenos botecos nas proximidades da empresa, margeando a BA-02 e a rodovia de Porto Seguro. Januário Neres, morador antigo, juntamente com o ex-proprietário das terras, Joaquim Quatro, instalara um casebre que servia de pensão e depósito a pessoas e mercadorias em trânsito para Porto seguro (…) Foi assim que, de barraco em barraco, de família em família, o acampamento foi tomando forma de povoado”, relata Wanderley. Continue lendo

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