Publieditorial

Bolsonaro é o mais antipetista; Haddad é o mais anti-Bolsonaro

As pesquisas vão consolidando um embate entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad no segundo turno das eleições presidenciais.

Mais até do que isso, essa disputa vai sendo antecipada para o primeiro turno, embora as evidências apontem que ele se estenderá para após o dia 7 de outubro.

Inegavelmente, Bolsonaro está caracterizado como o mais antipetista – papel que já foi do PSDB – entre todos os postulantes à presidência da República, representando uma fatia considerável do eleitorado.

Entretanto, ressalto, Haddad incorpora, mais do que qualquer outro candidato, o perfil do anti-Bolsonaro.

Será – e já está sendo – o enfrentamento de dois caminhos civilizatórios distintos, conflitantes para o Brasil, por tudo que ambos já manifestaram e defenderam publicamente.

Haddad foi prefeito de São Paulo e nesta condição contrariou o senso comum: tentou – e até conseguiu – desacelerar a maior cidade brasileira e investiu na ocupação, pela população, dos espaços públicos. Continue lendo

O golpe de faca na democracia

Já surgiram – e vão surgir mais – discursos variados e antagônicos sobre o atentado contra Jair Bolsonaro.

Mas é preciso deixar claro o fato: o atentado houve e outras ações violentas podem ocorrer na campanha, independentemente de motivações políticas.

A violência está no ar que respiramos.

O que eu chamo a atenção de quem acompanha este espaço é para o momento vivido pelo Brasil, em que esta violência atinge o paroxismo (?), com o país superando os seus (nossos) próprios recordes de homicídios: foram mais de 62 mil no ano passado.

Um genocídio de brasileiros cometido por brasileiros.

É uma estatística que só faz crescer: o Brasil é responsável por mais de 10% dos assassinatos que acontecem no planeta – trata-se do país que mais mata em números absolutos.

O que o atentado em Juiz de Fora tem a ver com isso?

Seja qual for a sua motivação, se tenha sido ou não cometido por um “lobo solitário”, o mais importante é buscarmos a explicação e vá além do episódio, para que atuemos na origem da “doença”.

Há explicações sociológicas, históricas e psicológicas para a forma – já naturalizada – que encontramos de resolver os conflitos cotidianos: eliminando o outro, de quem discordamos. Continue lendo

A história do Brasil virou fumaça

Incêndio no Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro – 02/09/2018 (Marcello Dias/Futura Press/Folhapress)

É fogo de indignação. O Museu Nacional está ardendo. Ardendo de raiva. Não precisa mais chamar os bombeiros. Não precisa mais que as autoridades procurem a causa do horror. Conhecemos a causa. É visível em seu início e trágica em seu fim. É uma cadeia.

Não precisa chamar os Ministros da Cultura para lamentar. Chamem logo os Ministros da Fazenda, os Ministros do Planejamento, o Congresso, os responsáveis pelos orçamentos destes anos todos.

Não se contabiliza, não se corrige, não se ajusta por índice algum os tesouros da cultura brasileira. Nosso patrimônio cultural inexiste para a política econômica e financeira. Não entra em seus cálculos. É um nada.

Basta uma simples análise contábil. Vejam quanto foi destinado aos museus nacionais nestes anos todos. Retirem as despesas com pessoal, verifiquem as despesas de manutenção. Deduzam tudo e a verdade aparecerá. Continue lendo

O voto para deputado é tão importante quando ao governo e à presidência

Vai ficando cada vez mais claro que a eleição “não pegou”, este ano.

Esse distanciamento, por óbvio, só interessa aos candidatos que não precisam do voto espontâneo, do eleitor que não mira um ganho pessoal.

Se não houver uma reação da sociedade, mesmo que pareça difícil encontrar um “candidato que preste” – e não é -, o que está ruim hoje pode piorar amanhã.

É lembrar que escolher um bom presidente ou um bom governador – considerando o que está posto – não basta: parlamentares decentes e comprometidos, e eles existem, podem melhorar muito um governo. Continue lendo

CARTA À JUVENTUDE CRISTÃ POR MARCOLINO

Eu nunca saberei o que significa a dor de parto literalmente. no entanto, eu sinto nascer algo que está sendo gerado dentro de mim a meses. Me chamo Marcos Vinicius Vieira Reis, mas me popularizei pelo nome de Marcolino, nome que ainda tento identificar a origem.

Pois bem, eu quero falar com você que lê essa carta sobre um tema caro, complexo, no entanto fácil de ser entendido. Política e Religião. Espiritualidade e Cidadania.

É necessário abordar alguns conceitos antes d’eu continuar esta carta.

Primeiro. A anos deixei de ser militante em movimento social, sindical, estudantil e negro. Por motivos de saúde e posteriormente por escolha particular.

Segundo. A mentalidade reducionista: “política é escândalos de corrupção”, ou “apenas eleições periódicas” e/ou “confusões” é fruto da pouca participação cidadã e fomento do analfabetismo político. Política é o equilíbrio do bem viver e bem comum.

Terceiro. Religião é diferente de espiritualidade. Ao menos ao meu ponto de ver e viver. Religião cria dogmas e regras, a espiritualidade liberta e traz um estilo de bem viver.

Dito isso, prossigo com esta carta à juventude cristã, parcela etária que componho. Agora em um ambiente menos hostil.

Minha adolescência e início da vida adulta foi marcada pela política, como participante ou co-realizador de conferências, seminários, congressos, calouradas, eventos, passeatas, manifestações, protestos, caminhadas, audiências públicas, palestras e outras atividades que me forjaram uma mentalidade: Perceber, analisar, conjecturar, definir conjunturas e contextualizar as nossas vidas social, econômica e política.

Meus últimos anos de mocidade tive e estou me saboreando com a mentalidade da fé cristã. Me fizeram conhecer o jovem da periferia semi-rural Jesus de Nazaré, o advogado de prostituta, filho do Deus ágape.

Por consequência ao conhecimento de Jesus de Nazaré, também conheci as vivências do Jovem Daniel e seu protagonismo em defesa do que acreditava enfrentando as imposições do império genocida de sua época; da jovem Ester, a rainha novinha que diante a uma guerra quebrou protocolos e se posicionou em favor de seu povo.

Diante essas referências é notório perceber a incompatibilidade de uma vida baseada na bíblia com uma vida passiva e alheia às circunstância equivocadas do cotidiano humano. Passividade cidadã é portanto, ação desconexa ao evangelho genuíno.
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Eleição de deputado federal fica mais cara que a de governador na Bahia

Eleições 2016

Será muito difícil provar, se não houver uma denúncia concreta dos eleitores ou dos próprios concorrentes (nesse caso, bem documentada).

Mas já é voz corrente nos bastidores da disputa eleitoral – até pelo acirramento da briga pelos votos – que a campanha para deputado federal já supera, na totalidade de gastos dos candidatos, os valores que já foram (ou serão gastos) pelos comitês dos candidatos mais afortunados ao governo do Estado.

A questão é que a briga pelas vagas à Câmara Federal acontece, principalmente, dentro das próprias coligações. E dos prováveis futuros deputados – eleitos ou reeleitos -, pelo menos vários deles se abastecem em redutos eleitores, onde “não há almoço de graça”.

Em tempo: o limite de gastos previsto pela Lei Eleitoral para a campanha ao governo da Bahia é de R$ 14 milhões (o oficial). Continue lendo

Mistérios do STF: se Zé Dirceu está solto, por que Lula continua preso?

Com a decisão de ontem da 2ª Turma do STF, que manteve o ex-ministro José Dirceu livre – confirmando o HC “de ofício” concedido em junho -, é ainda mais atual a pergunta: por que Lula não recebe o mesmo benefício?

Zé Dirceu foi condenado em 2ª instância a mais de 30 anos de prisão, e ainda não teve a sentença transitada em julgado.

Lula foi condenado a pouco mais de 12 anos de cadeia, sem sentença trânsito em julgado.

Se ele não pode ser candidato, tudo bem, para quem acredita na lei da Ficha Limpa. Continue lendo

As 18 promessas mentirosas do Prefeito Marão (PSD) e Nazal (REDE)

“A saúde é uma das prioridades, e o trabalho será técnico”, as afirmavas são utilizadas com frequência nos discursos feitos pelo prefeito Mário Alexandre (PSD), no comando da Prefeitura de Ilhéus. O atual gestor durante toda a campanha disse que iria implantar o modelo de gestão, inclusive, pregou que iria mudar a cara da cidade. Mas, pouco mais de um ano e oito meses depois, os moradores do município afirmam que ainda não sentem a presença do poder público na saúde, educação, transporte, entre outras áreas.

O excesso de expectativa na gestão de Marão desencadeou um processo de ansiedade para a mudança do município e posteriormente uma decepção. Na política, essa expectativa, está um pouco distante de realizar-se.

Ao todo, Marão fez várias promessas específicas em um programa de governo registrado no TSE.

O ILHÉUS.NET levantou tudo e separou 18 promessas que podem ser claramente cobradas.

Confira 18 promessas importantes de Marão que podem mudar a história da cidade caso sejam executadas: Continue lendo

Eleitorado ilheense tem má fama no meio político

Desde 2004, quando eu era ainda “criança” na política, que ouvia a assertiva: Em Ilhéus, o eleitorado em sua maioria só vota se for no dinheiro.

O cenário na época era totalmente diferente do atual, na qual a maioria das pessoas não querem ir votar, ou pretendem anular os votos.

Infelizmente, os grandes deputados na política baiana, já estão com os malotes preparados para derramar dinheiro em dias próximos da eleição.

E nesse cenário, só há as seguintes opções, votar nas mesmas desgraças, votar no novo ou anular-branco-ou nem ir lá.

Anular ou votar em branco não resolve, você deixa a responsabilidade para os outros resolverem os “problemas” do país/estado/cidade.

Vale lembrar que não existe essa “historiazinha” criada por marqueteiros de grandes políticos que estão no poder, que voto nulo anula eleição, voto nulo atrapalha a eleição, pois se você anula, os cabos eleitorais dos poderosos vão lá votar, e o que vale no Brasil são os votos válidos. Se você anula, você diminui o coeficiente eleitoral, e sabe o que acontece, os que estão no poder precisarão de menos votos para se reeleger. A mesma situação é nem ir lá, todavia temos uma saída, votar no novo.  Continue lendo

Coligação partidária pode esconder uma armadilha para você

Que o sistema partidário brasileiro se encontra em estado de decomposição, qualquer cidadão comum há de saber.

Mas é importante lembrar que as coligações partidárias, nas eleições proporcionais – para deputados estadual e federal –, ainda podem acontecer nas eleições deste ano.

Um perigo!

Um partido se coliga a outro, eles somam os votos como se fossem um só – e não são – para disputar os votos do eleitorado.

Em 2022, adeus, coligações proporcionais, o que vai deixar muita gente desempregada.

Do que deve cuidar com atenção o eleitor?

Se você escolher um candidato por convicção, procure saber com que partidos e outros candidatos ele está coligado.

Ou seja: com quem ele vai concorrer, internamente, ao cargo que disputa.

Por que isso é importante?

Muitas vezes, nós votamos com absoluta convicção em um nome escolhido, mas o nosso voto vai ajudar a eleger outro personagem, que pode ser alguém desprezível em que nunca depositaríamos um real de confiança (e, em regra, estes têm milhões de reais). Continue lendo

Técnico em informática em Ilhéus
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