Publieditorial

Eleitorado ilheense tem má fama no meio político

Desde 2004, quando eu era ainda “criança” na política, que ouvia a assertiva: Em Ilhéus, o eleitorado em sua maioria só vota se for no dinheiro.

O cenário na época era totalmente diferente do atual, na qual a maioria das pessoas não querem ir votar, ou pretendem anular os votos.

Infelizmente, os grandes deputados na política baiana, já estão com os malotes preparados para derramar dinheiro em dias próximos da eleição.

E nesse cenário, só há as seguintes opções, votar nas mesmas desgraças, votar no novo ou anular-branco-ou nem ir lá.

Anular ou votar em branco não resolve, você deixa a responsabilidade para os outros resolverem os “problemas” do país/estado/cidade.

Vale lembrar que não existe essa “historiazinha” criada por marqueteiros de grandes políticos que estão no poder, que voto nulo anula eleição, voto nulo atrapalha a eleição, pois se você anula, os cabos eleitorais dos poderosos vão lá votar, e o que vale no Brasil são os votos válidos. Se você anula, você diminui o coeficiente eleitoral, e sabe o que acontece, os que estão no poder precisarão de menos votos para se reeleger. A mesma situação é nem ir lá, todavia temos uma saída, votar no novo.  Continue lendo

Coligação partidária pode esconder uma armadilha para você

Que o sistema partidário brasileiro se encontra em estado de decomposição, qualquer cidadão comum há de saber.

Mas é importante lembrar que as coligações partidárias, nas eleições proporcionais – para deputados estadual e federal –, ainda podem acontecer nas eleições deste ano.

Um perigo!

Um partido se coliga a outro, eles somam os votos como se fossem um só – e não são – para disputar os votos do eleitorado.

Em 2022, adeus, coligações proporcionais, o que vai deixar muita gente desempregada.

Do que deve cuidar com atenção o eleitor?

Se você escolher um candidato por convicção, procure saber com que partidos e outros candidatos ele está coligado.

Ou seja: com quem ele vai concorrer, internamente, ao cargo que disputa.

Por que isso é importante?

Muitas vezes, nós votamos com absoluta convicção em um nome escolhido, mas o nosso voto vai ajudar a eleger outro personagem, que pode ser alguém desprezível em que nunca depositaríamos um real de confiança (e, em regra, estes têm milhões de reais). Continue lendo

É fato: “As faculdades de Direito viraram cursinhos para concurso”

É dolorosa a constatação do advogado Fernando Falcão, um dedicado professor universitário que se depara, todos os dias, com jovens que fazem o curso de Direito exclusivamente para participar de concursos públicos.

“Formam uma minoria os que querem se tornar advogados”.

Com vinte anos de experiência na profissão, Fernando Falcão acredita que a própria precarização da atividade de advogado leva ao quadro atual.

Convidado do Ricardo Mota Entrevista desta semana, ele faz críticas duríssimas à OAB – nacional e local -, mas deixa claro que não é “candidato a nada”:

– O que se faz necessário com urgência é que a Ordem defenda as prerrogativas dos advogados militantes. Cada vez mais aumenta a dificuldade para um advogado ser recebido por um juiz, como determina a lei. Agora, até assessor de magistrado quer marcar dia e hora para receber o profissional da advocacia. Esta é uma questão fundamental para a classe. Continue lendo

Qual político ilheense com mandato é capaz de transferir votos?

Charge de Machado da Folha de São Paulo

Não acredito que nenhum dos atuais quadros da política local sejam capazes de transferir votos para outros candidatos, num determinado cargo, na disputa eleitoral.

É bastante provável, entretanto, que vários deles sejam capazes, sim, de transferir reduto eleitoral, “as bases” – o que é outra história.

O reduto é uma região normalmente controlada, política e eleitoralmente, por algum cacique com força e poder reconhecidos pela população local.

Assim, o mais provável é que essa transferência aconteça sem maiores traumas, mesmo que o eleitor que vai à urna em outubro nem saiba nem conheça em quem está votando.

Esta é uma realidade perversa, ainda que imaginemos que ela será superada pela indignação provocada pelo noticiário cotidiano.

Não é o caso, pelo menos por enquanto. Continue lendo

As decisões sobre Lula revelam a loteria do Judiciário brasileiro

O estranhamento sobre as decisões em torno da prisão de Lula é fruto da alienação do brasileiro – todos nós – sobre o que é o Judiciário brasileiro.

Objetivamente: é uma bagunça sem controle, imprevisível, seguindo o caminho do improvável e da magia.

Nada mais parecido com uma roleta, ainda que seja mais previsível o jogo que faz a fortuna e a miséria em jogatinas pelo mundo afora. É uma barafunda geral, que não tem data para acabar.

Não há de se dizer que o desembargador que mandou soltar Lula estava errado. Tampouco, o que determinou a prisão dele. Há de se ressaltar, sim, a convicção do juiz Bridoye, insuperável personagem de Rabelais, pouco conhecido entre os colegas dele, embora tão replicado – o que vale é a sorte ou a falta dela. Continue lendo

Eleitores ausentes, picaretas contentes

O chamado “efeito Tocantins” parece ser bastante convidativo para boa parte do eleitorado.

Há de se entender: há uma desilusão muito grande com a política e, principalmente, com os políticos de maior expressão no país.

Mas eis uma reação tola e que só beneficia, se confirmada, os mesmos picaretas de quem reclamamos tanto e tratamos pelos adjetivos que conhecemos.

Mesmo quando eu olho para o cenário local, com tantos nomes famosos em Brasília, consigo enxergar, sim, nome e personagens que merecem o nosso respeito e o nosso voto – o meu, pelo menos.

A ausência do eleitor e a pré-disposição para votar nulo, principalmente quando há opções para não fazê-lo, são iniciativas que agradam demais a estes personagens que acanalham ao fazer política, num país em que esta atividade ainda é tão restrita. Continue lendo

Ilheense lança Nota de Repúdio contra o Viva Ilhéus

O Professor Ilheense Jorge Oliveira lançou uma Nota de Repúdio contra os festejos que se dizia comemorar os 484 anos de Ilhéus. Veja na íntegra a Nota de Repúdio.

Nota de Repúdio

Esse final de semana ocorram as festividades de aniversário da cidade de Ilhéus, mas com pouco a comemorar e diversas falhas de todos os aspectos.

1 – Um investimento milionário (sem entrar em acusações por não poder fazê-las sem provas) para um grande evento quando a cidade está entregue literalmente às baratas.

2 – Segurança falha e pouco policiamento, mais uma falta de planejamento que levou a algumas ocorrências que todos da cidade já estão sabendo.

3 – Para maquiar a situação a avenida teve buracos tapados com asfalto sonrizal e uma pintura de sinalização horizontal que sumiu em parte com a primeira chuva.

4 – Após os episódios de violência se aumentou o policiamento do local, e não do entorno, onde foi possível ver cenas de barbárie, falo por ter visto e ouvido pois sou morador da área.

5 – Parecia não existir limpeza da área de um dia para o outro, pois ao passar pela avenida a quantidade de lixo de um dia para o outro visivelmente só acumulava.

6 – Preciso falar da vergonha que foi o edital?

7 – A cidade que já tem uma malha viária ridícula teve algumas de suas principais ruas interditadas durante o horário de pico para que se mostrasse serviço da gestão, como já mostrado em vídeo por meu amigo Tercio Magrão Bjj Arruda em sua total indignação.

8 – Leiam a carta aberta do vice-prefeito José Nazal Pacheco Soub e vejam que a indignação não é só da população em geral, mas também de quem chegou a acreditar no governo, dando seu estimado nome para preencher a chapa.

9 – Vão no perfil do amigo e empresário Gedi Figueiredo e vejam a situação do comércio, abandonado pela gestão municipal onde até serviços básicos de limpeza passaram a ser feitos pelos empresários da cidade, que tem menos ainda a festejar do que a população em geral.

Entre diversos outros problemas encontrados na cidade que não justificam a lambança feita com dinheiro público nesse final de semana e que com certeza serão citados nos comentários.

O Brasil é um país em que o magistério virou humilhação

Piso salarial dos professores

Mais um estudo publicado pela organização sem fins lucrativos Todos Pela Educação – que faz um trabalho belíssimo – mostra o quanto andamos para trás em relação ao respeito devido aos professores.

Em tudo, lamentável!

O que diz o estudo?

Que 49% dos que exercem a mais bela e importante profissão, em qualquer lugar do mundo e em qualquer tempo, não recomendam aos jovens que trilhem o caminho do magistério.

As razões são muitas, creio eu, mas bastante plausíveis.

Com exceção dos professores das universidades públicas, a baixa remuneração para quem se dispõe a levar conhecimentos a crianças e adolescentes no Brasil é humilhante – a metade do que ganham outros profissionais de nível superior.

Esta é apenas uma parte da explicação. Continue lendo

Retóricas sobre a Ciência

Maria Lúcia de Arruda Aranha é Formada em Filosofia pela PUC-SP, Lecionou no Ensino Médio até a aposentadoria. Em parceria com Maria Helena Pires Martins, é autora de “Filosofando – introdução à filosofia” e “Temas de filosofia”. Maria escreveu também as obras “Filosofia da Educação” e “História da Educação e da Pedagogia – Geral e Brasil”.

Maria Helena Pires Martins nasceu na cidade de São Paulo em 1943. Filha de professora, foi educada na escola pública até o final da oitava série. Terminou o antigo colegial nos Estados Unidos e, voltando, formou-se em Filosofia em 1969. Nesse meio tempo, casou-se e teve dois filhos, morou em Belém do Pará e em Recife. Começou a lecionar na PUC-SP em 1972, indo, em1975, para o Mackenzie.

A partir de 1976, deu aula para o colegial, tanto de História da Arte e Estética, quanto de Filosofia e Inglês, em várias escolas de São Paulo: Palmares, Sagarana, Galileu Galilei. Ao mesmo tempo, dava aulas na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), onde fez mestrado em Artes (1976), doutorado em Artes (1988) e defendeu o título de livre-docente em 1997.

O presente texto aborda explicitamente como a ciência buscar compreender o que é real de modo em que se é dotado de razão, passando a ver as relações que o universo nos mostra e que são indispensáveis entre os fenômenos, assim permitindo antever a ocorrência e, principalmente, a forma de agirmos sobre a natureza. No entanto, a ciência usa procedimentos intransigentes e chega um arquétipo de conhecimento metódico, imprescindível e decisivo.

TEXTO COMPLETO ABAIXO: Continue lendo

Fluxos Lógicos: O Nascimento e as Trocas de Experiências

Marilena de Souza Chaui (Pindorama, 4 de setembro de 1941) é uma filósofa e ex-professora universitária brasileira. Filha do jornalista Nicolau Alberto Chaui e da professora Laura de Souza Chaui. Foi casada com o jornalista José Augusto de Mattos Berlinck, com quem teve dois filhos – José Guilherme e Luciana. Atualmente é casada com Michael Hall, historiador e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O presente texto aborda explicitamente como a lógica se apresenta de forma clara perante a conclusão de uma causa ou motivo repassado aos indivíduos da discussão. As palavras denotam a expressão de que seria a conclusão de alguma coisa que, por exemplo, o João e a Maria sabem como se estivesse relatando: sabendo que a Maria é o que pensa, o que deseja, o que te faz feliz, o que te deixa entristecida, o que costuma dizer, ouvir, fazer, assim podemos perceber o que está agora, dessa forma passando a dá uma entonação de que é evidente que a Maria e o João disseram isso, entretanto, era de se esperar que eles falassem.

É sabido que aparentemente exista uma conclusão que, portanto, deveria ser algo óbvio. Não é lógico, contudo, indica o contrário. Entende-se que não podemos afirmar conhecer totalmente para saber exato se é lógico ou não. Ao dizermos o termo (lógica) se refere à retomada a tradição do pensamento que se origina na Grécia.

Se pararmos para realizar uma análise do discurso entre os enunciados das ocasiões, percebemos que ao conversamos, interagimos, falamos algo e logo em seguida a reação é afirmar que, não. As coisas não tendem a ser dessa maneira. Portanto, aquilo não tem lógica, ou seja, não tem lógica.

TEXTO COMPLETO ABAIXO:

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