Alagoanos de Murici denunciam ao MPT situação de trabalho escravo em Porto Seguro

O que era para ser o sonho de um emprego se tornou em pesadelo para 36 trabalhadores alagoanos que foram na busca de uma vaga no mercado de trabalho na cidade de Porto Seguro.

Os trabalhadores, que são da cidade de Murici, em Alagoas, denunciaram na segunda-feira, dia 21, ao Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) que estariam sendo obrigados a trabalhar de forma escrava numa fazenda de café. Segundo eles, a proposta de trabalho ofertada dava direito a alojamento, material de trabalho, alimentação, remuneração diária de até R$100 e carteira assinada, o que não aconteceu.

Ao chegar no local de trabalho, os trabalhadores alagoanos se depararam com uma estrutura precária onde tinham que dormir no chão e com condições de higiene inexistentes. Além da falta de infraestrutura, os funcionários também não receberam as compras feitas anteriormente para seu consumo e uso pessoal.

Infringindo as leis trabalhistas, além de passar fome os trabalhadores também denunciaram que não utilizavam artigos de proteção a exemplo de luvas e botas.

Indignadas com a falta de respeito os trabalhadores levaram as insatisfações à gerência da fazenda que, segundo eles, os levou para a cidade de Itabela e os deixou lá sem dar nenhum tipo de explicação.

Equipes da Assistência Social do município deram suporte e em seguida os funcionários formalizaram a denúncia junto ao MPT da unidade de Eunápolis sendo a denúncia confirmada após visita dos especialistas ao local de trabalho.

Os alagoanos devem estar retornando para Murici nesta quarta-feira, dia 23, conforme diz o Cada Minuto.

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