Economia

Real é a terceira moeda que mais perdeu valor em Abril

dinheiro

O real é a terceira moeda que mais se desvalorizou em relação ao dólar em abril, em uma lista de 47 moedas com cotações à vista ranqueadas pelo ‘Estadão/Broadcast’. A expectativa de um novo aperto nos juros nos EUA também tem pressionado outras moedas, mas no Brasil, esse movimento é acentuado diante das incertezas eleitorais. A moeda americana fechou nessa terça-feira (24) em alta de 0,61%, a R$ 3,4706.

Grandes bancos, como Bank of America Merrill Lynch e o Itaú Unibanco, reconhecem que há aumento das incertezas eleitorais. O desempenho do real só não foi pior que o bolívar venezuelano, que derrete com a crise humanitária, e o rublo russo, que sofre com a incerteza geopolítica.

Abril tem sido ruim para a maior parte das moedas do mundo. A expectativa de que os juros americanos subam mais rapidamente que o esperado é o motor comum para a desvalorização de 33 moedas em todo o mundo neste mês.

Isso reforça a perspectiva de migração de dinheiro de todo o planeta rumo aos EUA para se aproveitar dos juros, o que enfraquece as demais moedas.

“Ao longo do ano passado, também foi caindo a diferença entre os juros americanos e a Selic, a taxa básica de juros do Brasil”, diz Julia Gottlieb, do Itaú Unibanco. “Essa diferença está na mínima histórica, o que pode impactar no real.”

O cenário externo, porém, é apenas uma parte da explicação. Problemas domésticos castigam algumas divisas mais fortemente e o Brasil está nessa onda. Em abril, o dólar ficou 5,2% mais caro na comparação com o real brasileiro. Essa perda de valor levou a moeda norte-americana a um patamar não visto desde o fim de 2016. Continue lendo

Nova regra do cheque especial pode criar superendividados

Na semana passada, os bancos anunciaram mudanças no cheque especial, uma das linhas mais caras do mercado financeiro. A partir de 1º de julho, as instituições entrarão em contato com os clientes que usarem mais de 15% do limite da conta por 30 dias consecutivos. Elas oferecerão um financiamento pessoal mais barato como alternativa. Ninguém será obrigado a aceitar a proposta e também não haverá penalidade para quem permanecer no vermelho.

Em entrevista durante o anúncio do programa, o presidente da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Murilo Portugal, disse que a medida era um avanço para o setor. “O uso mais adequado vai reduzir inadimplência do cheque e a menor inadimplência vai permitir a redução do juro”, defendeu. Já para especialistas, planejadores financeiros e representantes de associações de direito do consumidor, as mudanças devem ter pouco impacto na vida das pessoas. Pior, alguns temem que a alteração empurre o consumidor para uma situação de superendividamento, que é o nome que se dá para quem tem acima de 50% da renda comprometida com débitos e, não raramente, acaba assumindo mais de uma linha de financiamento, dando início a uma espécie de ‘ciranda do calote’.

“O receio é que o cliente que entrou no cheque especial adquira um financiamento pessoal e, no mês seguinte, ele retorne para o cheque especial. Em 30 dias ele transformou uma dívida em duas e depois pode virar três ou quatro”, afirma a economista Paula Sauer, especialista pela Planejar, entidade que certifica planejadores financeiros.

Em fevereiro, a taxa média de juros cobrada pelos bancos era de 324,1% ao ano. Uma dívida de R$ 1.000 sobe para R$ 4.240 depois de um ano no cheque especial. No crédito pessoal, essa dívida, depois de um ano, seria de R$ 1.330. Continue lendo

Comissão aprova Medida Provisória que reduz idade mínima para saque do PIS/Pasep

Comissão mista do Congresso aprovou nesta quarta-feira (11), a medida provisória que reduz de 70 para 60 anos a idade mínima para saque do fundo PIS/Pasep. O texto foi aprovado com mudanças pelos parlamentares, que ampliaram a todos os titulares das contas o direito de saque dos valores. Agora, o projeto de lei decorrente da medida terá de ser analisado pela Câmara e pelo Senado.

Uma das mudanças é que o novo texto libera o saque a todas as pessoas que contribuíram para o PIS ou Pasep até 4 de outubro de 1988, independentemente de idade. Mas o saque só poderá ser realizado até 29 de junho de 2018.

A MP aprovada hoje foi editada após outra medida que liberava os saques (MP 797/2017) ter perdido a validade. A Caixa, responsável pelo PIS, e o Banco do Brasil, administrador do Pasep, fazem o pagamento desses benefícios de acordo com um calendário anual.

O relator acredita que “haverá mais dinheiro circulando em uma época que o comércio está em grandes dificuldades”. Continue lendo

Imposto de Renda: saque do FGTS precisa ser declarado

Os brasileiros que foram contemplados com o saque das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) no ano passado devem ficar atentos na hora de preencher a declaração de Imposto de Renda.

De acordo com a presidente do CRCSP (Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo), Marcia Ruz Alcazar, mencionar o ganho é necessário porque ele compõe o valor que os contribuintes receberam no ano passado.

“Os recursos do Fundo de Garantia devem ser declarados na aba de rendimentos isentos e não tributáveis e não pagam imposto, não importa o valor”, explica Marcia.

A questão sobre o saque das contas inativas do FGTS foi levantada pelo internauta do R7 Everton Rodrigues e é comum entre os milhões de brasileiros demitidos sem justa causa até 2015 que resgataram o valor.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, 25,9 milhões de trabalhadores receberam R$ 44 bilhões entre os dias 10 de março e 31 de julho do ano passado. Continue lendo

IR: veja como declarar previdência privada

O internauta do R7 Rafael Braga tem uma previdência privada e não sabe como declará-la no Imposto de Renda 2018. 

A presidente do CRCSP (Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo), Marcia Ruz Alcazar, explica que este tipo de pagamento deve ser registrado na ficha “pagamentos efetuados”. 

— Pagamentos relativos à previdência privada, regime PGBL, deverão ser informados apenas na ficha PAGAMENTOS EFETUADOS, código 36, conforme valores fornecidos pela instituição no informe de rendimentos.

Marcia complementa que os pagamentos no regime VGBL têm outra forma de declaração. 

— No caso de pagamentos de previdência privada, regime VGBL, deverão ser informados na ficha BENS E DIREITOS, CÓDIGO 97. No campo “Discriminação”, informar dados sobre o plano de previdência, tais como, nome da instituição, CNPJ e no campo “Situação em 31/12/2017”, informar saldo em 31/12/2017, sem correções de juros.

Quando o contribuinte resgatar o valor da previdência privada, é preciso declarar a quantia no Imposto de Renda. 

— No caso de resgate da previdência privada, informar CNPJ, nome da Instituição e valor resgatado na Ficha de “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”, ou, “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, conforme constar no informe de rendimentos fornecido pela entidade de previdência complementar. Continue lendo

Conta de luz vai seguir sem cobrança extra no mês de abril

Conta de Luz

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou nesta quinta-feira (29) que a bandeira tarifária de abril continuará na cor verde, o que significa que não haverá cobrança extra nas contas de luz. Com isso, desde janeiro não há cobrança adicional nas contas de energia.

Em fevereiro e março, a Aneel decidiu manter a tarifa nesse patamar. A manutenção da bandeira verde em abril significa que a situação nos reservatórios das hidrelétricas continua a melhorar, devido à volta das chuvas.

Nos últimos meses de 2017, por causa do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, houve cobrança extra nas contas de luz via bandeira tarifária. Isso ocorre para arrecadar recursos necessários para cobrir custos extras com a produção de energia mais cara, gerada por termelétricas.

Em outubro e novembro, vigorou a bandeira vermelha no patamar 2, a mais alta prevista pela agência. Em outubro, o acréscimo foi de R$ 3,50 a cada 100 quilowatt/hora (kWh) consumidos no mês. Em novembro, como a Aneel antecipou a revisão dos valores que seriam aplicados a partir de janeiro de 2018, o valor adicional passou para R$ 5 a cada 100 kWh. Continue lendo

IR 2018: é preciso declarar gastos com conserto do carro?

farol

Prazo para entregar declaração do IR 2018 termina no dia 30 de abril deste ano. Quem não acertar as contas com a Receita está sujeito à multa.

Há pouco mais de um mês para terminar o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda, a internauta Patrícia Lorca perguntou nas redes sociais do R7 se é preciso declarar consertos no carro na entrega da documentação. 

A presidente do CRCSP (Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo), Marcia Ruz Alcazar, diz que este tipo de gasto não precisa ser declarado. 

— Gastos como manutenção, revisão, combustível e outros não são dedutíveis e não precisam ser declarados. 

Marcia complementa que os gastos que precisam ser declarados são aqueles que valorize o valor do carro. 

—  Caso você realize algum gasto de valor significante onde o mesmo valorizará o carro, você deve declarar aumentando o valor do bem já declarado, destacando estas benfeitorias no campo “descrição”. Você precisa guardar estes documentos para que sejam comprovados, caso seja necessário no futuro. Continue lendo

Banco Central limita tarifa de uso do cartão de débito para reduzir custos no comércio

A partir de 1º de outubro de 2018, a tarifa de intercâmbio média de cartões de débito será de 0,50% do valor da transação e a tarifa máxima ficou limitada a 0,80%. A taxa de intercâmbio é paga pelo credenciador do estabelecimento comercial ao emissor do cartão de débito do portador, determinante para o preço cobrado do estabelecimento comercial (taxa de desconto). A regulação dessa tarifa específica é praticada internacionalmente, disse o Banco Central (BC).

Segundo o BC, nos últimos oito anos, a taxa de intercâmbio dos cartões de débito aumentou de 0,79% da transação para 0,82% , enquanto a taxa de desconto caiu de 1,60% da transação para 1,45%. Para garantir que haja reduções adicionais nessas tarifas, o BC decidiu limitar o nível da tarifa de intercâmbio.

“Com a medida, a expectativa é que essa redução seja repassada pelo credenciador ao estabelecimento comercial e deste para o consumidor, por meio da concorrência e, também, da possibilidade de diferenciação de preços”, diz o BC.

Para o BC, “com custos mais baixos, os cartões de débito devem tornar-se mais competitivos, frente aos outros meios de pagamento, como dinheiro em espécie, transferências eletrônicas e cartão de crédito, aumentando o seu uso”.

O BC também adotou medidas para simplificar e dar mais agilidade à entrada de novas empresas no mercado de cartão de crédito. Em uma circular, o BC estabelece que a entrada na liquidação centralizada para subcredenciadores, prevista para 28 de setembro, passa a ser obrigatória apenas para aqueles que têm giro anual maior que R$500 milhões, que representam cerca de 90% desse mercado. Os subcredenciadores são as empresas que fazem a intermediação entre os comerciantes e credenciadores de cartões (donas das maquininhas de cobrança).

Outra alteração prevista no texto retira do âmbito da regulação do BC os arranjos de pagamentos decorrentes de programas governamentais de benefícios, incluindo os voucher alimentação. “Como esses programas já são regulados por outros órgãos de governo, busca-se evitar maior custo regulatório imposto pela regulação duplicada”, diz o BC. Continue lendo

Dívida pública sobe 1,53% e chega a R$ 3,582 trilhões em fevereiro

Tesouro afirma que aumento da dívida aconteceu por causa da emissão líquida de títulos e à apropriação positiva de juros

A DFP (Dívida Pública Federal) — que inclui o endividamento interno e externo do Brasil — teve aumento de 1,53% e passou de R$ 3,528 trilhões em janeiro para R$ 3,582 trilhões em fevereiro, segundo informou hoje (26), em Brasília, a Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda.

Essa aumento da dívida, de acordo com o Tesouro, ocorreu por conta da emissão líquida de títulos, no valor de R$ 28,51 bilhões, e à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 25,55 bilhões.

A DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Federal interna) — que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais – teve o estoque ampliado em 1,50%, ao passar de R$ 3,405 trilhões para R$ 3,456 trilhões, devido à emissão líquida, no valor de R$ 28,91 bilhões, e pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 22,41 bilhões.

O estoque da DPFe (Dívida Pública Federal Externa), captada do mercado internacional, teve aumento de 2,23% sobre o estoque apurado em janeiro, encerrando o mês de fevereiro em R$ 125,59 bilhões (US$ 38,70 bilhões), sendo R$ 112,92 bilhões (US$ 34,80 bilhões) referentes à dívida mobiliária e R$ 12,66 bilhões (US$ 3,90 bilhões), à dívida contratual.

De acordo com o PAF (Plano Anual de Financiamento), a dívida pública poderá fechar este ano entre R$ 3,78 trilhões e R$ 3,98 trilhões. Continue lendo

IRPF: a partir de que valor é obrigado a declarar a poupança?

A Receita Federal recebeu até as 17h de quinta-feira (22) 4,754 milhões de declarações de Imposto de Renda. A expectativa é de que 28,8 milhões de contribuintes entreguem a declaração.

O prazo para enviar a declaração do Imposto de Renda de 2018 termina às 23h59 de 30 de abril. Quem atrasar, está sujeito ao pagamento de multa mínima de 165,74 reais e máxima, de até 20% do imposto devido.

Eu tenho uma conta poupança. Devo declarar no IR o valor depositado? A partir de qual valor deve ser declarado? (AM)

O saldo da caderneta de poupança deve ser informado na ficha “Bens e Direitos”, sob o código 41. Devem ser declarados os montantes superiores a R$ 140. Os rendimentos da caderneta de poupança devem ser informados na linha 12 da ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

Meu rendimento foi de R$ 45.549,13 + R$ 3.815,39. Preciso fazer a declaração? (LN)

Sim. Como seus rendimentos isentos ou não tributáveis foram superiores a R$ 40.000,00, você está obrigado a apresentar a declaração.

Tenho carteira assinada e também possuo MEI. Com carteira assinada, recebi no ano passado o total em torno de R$ 16.000, já como MEI não obtive nenhum lucro, registrado apenas algumas compra no CNPJ que não passaram de R$ 3.000. Preciso declarar o IR?? (PBC)

Não. Como o montante dos seus rendimentos tributáveis recebidos em 2017 foram inferiores a R$ 28.559,70, você está dispensado de apresentar a declaração. Porém, caso necessário, a declaração pode ser entregue espontaneamente. Continue lendo

Técnico em informática
Técnico em informatica em Itabuna e Ilhéus

Técnico em informática em Ilhéus

CacauWare

ADMINISTRAÇÃO DE SITES, BLOG E HOSPEDAGEM WEB
Administração técnica do seu site e blog, mantendo o funcionamento otimizado.

Solicite seu orçamento Aqui