Um novo e-book, intitulado “Baronesas em Ilhéus: Impactos Socioeconômicos e Ambientais na Terra de Gabriela”, lançado pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), joga luz sobre o complexo e anual transtorno causado pela proliferação da planta aquática Eichhornia Crassipes, popularmente conhecida como “baronesa” ou aguapé. O estudo, coordenado pela Profª. Drª. Luziléa Oliveira e com autoria de Ícaro dos Santos Laranjeira, Luca Marino dos Santos Tosto e Maria Tereza Lopes Marinho, revela uma percepção de alto impacto na comunidade local e uma profunda insatisfação com a gestão pública do problema.

A pesquisa, realizada pelo Centro de Formação em Políticas Públicas e Tecnologias Sociais (POPTECS) da UFSB, utilizou metodologias qualitativas e quantitativas, ouvindo as comunidades mais afetadas: os trabalhadores costeiros (cabaneiros) e os pescadores da cidade.
Alto Impacto e Sazonalidade
Os resultados apontam que 82,1% dos entrevistados consideram que as baronesas, um bioindicador de poluição nas águas, prejudicam o meio ambiente e 81% veem a presença delas como sinal de problemas ambientais mais amplos. A maior parte dos respondentes (64,1%) atribuiu notas entre 8 e 10, em uma escala de 0 a 10, para a magnitude do impacto ambiental em suas regiões.
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A sazonalidade do fenômeno é um ponto chave, com 94,87% dos entrevistados indicando que as baronesas afetam suas rotinas em meses específicos, principalmente na temporada de Verão, após o período de chuvas intensas.
Turismo e Renda Prejudicados
O e-book destaca que o fenômeno da “descida das baronesas”, que forma um “quilométrico tapete verde” nas bacias dos rios Cachoeira e Almada e deságua em Ilhéus, compromete diretamente o turismo, a maior atividade econômica da região, especialmente durante a alta estação.
Na esfera socioeconômica, 77,92% dos participantes relataram que as baronesas têm afetado sua fonte de renda, como pesca, turismo ou agricultura, sendo que 88,46% acreditam que a planta aquática tem prejudicado o uso do rio e das praias para lazer ou transporte. Além disso, a saúde da população também foi relatada como afetada, com 41,56% sentindo que a saúde de sua comunidade sofreu impacto. Problemas como doenças de pele e a constante exposição a animais mortos em decomposição, arrastados pela correnteza, foram citados, tornando a vivência nas zonas costeiras um desafio.
Insatisfação com a Gestão Pública
A atuação do poder público foi alvo de críticas. 73,08% dos entrevistados afirmaram que as autoridades não estão lidando bem com o problema, e 79,22% disseram não conhecer nenhuma ação que a prefeitura ou o governo estejam realizando para resolvê-lo. O ceticismo se reflete na avaliação da eficácia das políticas atuais: 64,1% atribuíram notas inferiores a 5 em uma escala de 0 a 10.
Como primeiras ações para a resolução do problema, os entrevistados sugeriram o foco em: remoção (retirar as baronesas do ambiente afetado), controle (implementação de estratégias de contenção e monitoramento da proliferação) e conscientização (educar a população sobre o problema).
O estudo conclui que a crise exige uma abordagem integrada, que combine controle ambiental, transparência na governança, e apoio econômico às comunidades afetadas, sugerindo a criação de um comitê multissetorial e a implementação de programas de remoção mecânica nos períodos de maior proliferação. A pesquisa também alertou para a utilização da desgraça das comunidades por figuras públicas como “artifício de autopromoção política e midiática”, o que, segundo o e-book, dificulta transformações palpáveis na cidade.
Confira o Estudo Completo e Acompanhe o Projeto!
Para aprofundar-se nos dados, conhecer a metodologia completa e acompanhar as discussões sobre o fenômeno das baronesas em Ilhéus, acesse os links abaixo:
🔗 Acesse o E-book Completo
“Baronesas em Ilhéus: Impactos Socioeconômicos e Ambientais na Terra de Gabriela”
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Estudante do Bacharelado em Políticas Públicas (UFSB), Licenciado em Ciências Humanas e Sociais e suas tecnologias (UFSB), Pós-graduado em Tecnologias WEB (UNOPAR), Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (UNOPAR) & Técnico em redes computadores (SENAI-BA). Jornalista-MTE, sob o número 0006311/BA
“A macaxeira é popular
É macaxeira pr’ali, macaxeira pra cá
E em tudo que é farinhada a macaxeira tá.” (Djavan)