
Quando chegam nelas, os pacientes querem que os avanços tecnológicos estejam disponíveis para ele, aplicados pelos melhores profissionais. Na prática, a teoria é outra, não por displicência, mas pela realidade.
As regras legais exigíveis dos hospitais são as mesmas em nível nacional, não
importando o seu tamanho. Hospitais com menos de 50 leitos são inviáveis, pois a demanda não paga os custos.
Redes de atendimento nunca serão concretizadas, já que os governantes insistem em ter um hospital para chamar de seu.
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E as UTIs? São coqueluche de Prefeito estúpido, que levianamente quer instalá-las sem saber o custo de manutenção.
Há anos tenta-se mudar a remuneração do SUS para as Santas Casas, sem avanços.
Enquanto isso, algumas fecham suas portas e deixam a população ainda mais à míngua. Falta acabativa. Iniciativa temos demais.
A falta de “acabativa” é o buraco que engole a gestão hospitalar. O gestor sabe que o SUS não cobre nem 60% do custo real do serviço. Para salvar vidas, ele terá de fazer procedimentos com prejuízo.
A Santa Casa que teima em operar se torna refém do auxílio político emergencial que, em troca de uma emenda parlamentar ou convênio salvador, exige a manutenção da UTI inviável ou a contratação de pessoal ligado à base do prefeito. O gestor, premido pela urgência do caixa, troca a eficiência pela sobrevivência política.
Quando a crise financeira atinge o ápice o hospital perde a sua autonomia.
Primeiro, com a judicialização: o Ministério Público, a Defensoria, os sindicatos e a Justiça assumem o comando de parte da gestão, determinando contratações, pagamentos e procedimentos que desconsideram o orçamento global.
Depois, vem a intervenção do município, que, ao invés de sanear, apenas assume o comando da dívida e do problema.
É a tragédia da vaidade sobre a viabilidade. Ninguém quer ser o prefeito que fechou o hospital, mas todos querem ser o gestor que o “salvou”, ainda que ele nasça fadado ao colapso.
O preço da incompetência gerencial travestida de boa intenção é pago com a saúde do cidadão.
Você concorda, caro leitor?
TEXTO DE JOSENIR TEIXEIRA

Franklin Deluzio é graduado em Filosofia (UESC), possui graduação incompleta em Física pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), como também graduação incompleta em Licenciatura Interdisciplinar pela (UFSB), é Especialista em Gestão Pública Municipal (UESC), Conselheiro de Saúde, Fiscal do Sistema E-TCM, Design Digital Júnior, Design Editorial Júnior, Servidor Municipal de Ilhéus/BA e estrategista em Geomarketing Eleitoral. DRT n. 0007376/BA.
Áreas de interesse: Ufologia, Gestão e Desenvolvimento Urbano, Políticas Públicas, Plano Diretor, Administração de Recursos, Gestão Logística, Filosofia da Educação, Existencialismo, Ética e Discurso, Filosofia da Ciência, Meteorologia, Poder, Verdade e Sociedade em Foucault, Filosofia Jurídica e autores como Heidegger, Bauman, Habermas, Foucault, Derrida, Deleuze, Sofistas, Nietzsche, Sartre, Hannah Arendt, Freud, Carlos Roberto Gonçalves e Giovanni Reale.