
Após o término das convenções municipais para as eleições do ano de 2024 ficou definido o mapa da corrida à prefeitura de Ilhéus. São quatro candidaturas, duas que se auto classificam como de oposição: Valderico Junior e Coronel Rezende e duas candidaturas que estão problematizadas pela base do governo do Estado, Adélia Pinheiro e Bento Lima. Assim, procuro realizar um levantamento das articulações e estratégias destes/as quatro candidatos/as para ocupar a cadeira do executivo Ilheense.
A oposição se dividiu em Ilhéus, a candidatura de Coronel Rezende que não aceitou agregar forças com Valderico Júnior foi um “ prato cheio” para as candidaturas da base do governo.
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Por outro lado, Bento Lima tenta se aproximar da estrutura do Governo do Estado em Ilhéus, especialmente, pelas obras implantadas na cidade como a Ponte Ilhéus/Pontal, Policlínica, esgotamento do Pontal, duplicação da Ilhéus/Olivença, dentre outras obras estruturantes na cidade realizadas pelo Estado. Entretanto, enfrenta o desgaste e rejeição do governo Marão. Embora consiga colocar um volume grande de campanha nas ruas em razão de estar com a estrutura do Município mas, dificilmente irá conseguir reverter esta rejeição.
Mesmo buscando suporte ao público evangélico através da candidata a vice-prefeita Missionária Kátia Ribeiro, terá que justificar os problemas com o transporte público, o difícil acesso às estradas vicinais e o não funcionamento da rede municipal de saúde.
Destarte, tem Valderico Junior, apresentando como o candidato líder da oposição e novo para cidade, inclusive, demonstrou isso na articulação para trazer a sua candidata a vice-prefeita, Wanessa Gedeon, mas, não demonstra agregar apoios de lideranças novas. Enfrenta como problema a gestão de seu pai interrompida por um impeachment municipal em 2007 e o apoio do Jabismo, o qual governou Ilhéus por aproximadamente 30 anos, onde ocorreu inúmeros problemas em sua última gestão, sendo cenário nos meios de comunicação Nacional.
Neste meio, solto no processo eleitoral, aparece a candidatura do Coronel Rezende, “puro sangue” apresentando discursos conservadores e atrelando sua candidatura ao ex- presidente do Brasil 2019-2022, o que não impacta na reprodução de votos na cidade. Busca apoio de deputados estaduais e federais sem representação política em Ilhéus. A sua candidata a vice-prefeita, Ruana Rocha, não contribuiu para acelerar a sua candidatura.
No “balaio eleitoral” aparece a novidade na política Ilheense, a médica e professora Adélia Pinheiro, filiada ao Partido dos Trabalhadores, apresentando para o eleitorado uma trajetória de 3 décadas dedicada ao serviço público, como educadora e gestora, acumulando capital político por onde passou. É uma candidatura que tem atenção do governo do Estado, e da estrutura do PT baiano e nacional. Adélia Pinheiro nos últimos 60 dias foi convidada 3 vezes para ir a Brasília dialogar sobre parcerias e articulação com lideranças nacionais.
Mostrou força em sua convenção reunindo vários secretários de pastas importantes do Governo Estadual, deputados estaduais e federais, também, esteve presente o ex-Governador e atual Senador Wagner. A candidata Adélia Pinheiro acertou na escolha de seu vice-prefeito Augustão, o qual tem uma boa avaliação enquanto vereador e credibilidade eleitoral.
Portando, o jogo está posto em Ilhéus, vamos aguardar as próximas partidas a partir do início da campanha eleitoral dia 16, e observar quem dos quatros candidatos/as conseguirá apoio e simpatia da maioria dos 130 mil eleitores Ilheenses.
Por João Joséh
Cientista Social,Especialista em Planejamento de Cidades e Gestão Municipal,Mestre em Educação e Doutorando em Administração UFBA/UESC
Estudante do Bacharelado em Políticas Públicas (UFSB), Licenciado em Ciências Humanas e Sociais e suas tecnologias (UFSB), Pós-graduado em Tecnologias WEB (UNOPAR), Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (UNOPAR) & Técnico em redes computadores (SENAI-BA). Jornalista-MTE, sob o número 0006311/BA
“A macaxeira é popular
É macaxeira pr’ali, macaxeira pra cá
E em tudo que é farinhada a macaxeira tá.” (Djavan)