ILHÉUS: Após a repercussão nas redes sociais, SESAU e SESURB agem em foco de mosquito na Av. Soares Lopes

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Tem causado grande repercussão nas redes sociais, assim como em sites de notícias da região, um vídeo em que aparecem supostas larvas do Aedes aegypti em poças de água próximo ao mar, na praia da Avenida Soares Lopes, região central de Ilhéus.

Nesta quarta (01), os Agentes de Combate às Endemias em ação conjunta com um trator da Secretaria de Serviços Urbanos do município, foram até ao local para coletar as larvas e para criar um canal na areia para escorrer até a praia.

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O acúmulo de água naquela região não é novo, e se dá pela extração ilegal de areia que ocorre há anos, os impactos ambientais decorrentes da extração de areia podem ser identificados principalmente com relação ao solo, como por exemplo: perda de cobertura vegetal, o que intensifica os processos erosivos, compactação dos solos devido à presença de maquinário pesado para o transporte do material, entre outros. Por conta da localização, facilita o local de extração e da ineficiência da fiscalização, os pontos de extração crescem e com eles os impactos se estendem podendo influenciar na vida da população que reside próximo aos locais de extração. 

Perceba que a extração é de anos que já é visível no Google Maps:

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Foto: Google Maps

Em 2016, teve o mesmo caso, e apesar da semelhança, o Ex-chefe da Vigilância à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Antonio Firmo, negou que se trate de larvas do mosquito transmissor da dengue, sendo neste caso, de muriçocas, provado pelo Setor de Entomologia da Secretaria de Saúde, e explicou “Está comprovado cientificamente que um litro de água do mar tem 33 gramas de sal em média por litro, ao passo que as larvas do mosquito Aedes aegypti podem sobreviver em água com salinidade entre 9 e 14 gramas por litro, o que torna inviável a proliferação nessas condições”, explicou Firmo.

Estudos técnicos ainda não aprofundados, de acordo com Firmo, apontaram a possibilidade de crescimento da larva em meios não comuns, “desde que o mosquito não encontre o local ideal para fazer a oviposição, que é na água parada, limpa ou com pouca matéria orgânica. Mas nunca foi registrado caso em esgotos ou água extremamente salgada”.

Neste caso, é importante alertar às autoridades sobre o que está ocorrendo, para que se apure e evite a emissão de informações equivocadas à população, podendo trazer riscos à coletividade, especialmente para aqueles que querem tirar proveito político.

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Vídeo de 2016:

Vídeo de 2019:

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