ILHÉUS: Procissão e Missa encerraram os festejos de Nossa Senhora de Lourdes e 70 anos de fundação da Capela no Outeiro de São Sebastião

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Ontem (11), a Capela de Nossa Senhora de Lourdes no Outeiro de São Sebastião em Ilhéus, completou 70 anos de fundação. A data é a mesma dos festejos de Nossa Senhora de Lourdes padroeira do bairro.

Procissão pelas ruas do bairro iniciaram o último dia dos festejos, que posteriormente, se encerrou com uma missa solene em frente a capela.

Veja a história de Nossa Senhora de Lourdes em Ilhéus postada pelo Blog Ilhéus Com Amor

A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DE LOURDES I

Muitas pessoas me procuram querendo saber sobre a história da capela de Nossa Senhora de Lourdes, localizada no Outeiro de São Sebastião. Dentro do assunto que tenho estudado, embora considere aquela capela um belo exemplar de nosso patrimônio histórico e cultural, ainda não havia surgido oportunidade de estudá-la; por isso mesmo, pouco sei sobre ela. E este meu espaço tem me trazido grandes alegrias e surpresas agradáveis. Há alguns dias recebi a seguinte mensagem:

“Chamo-me Danilo Marques, sou historiador formado pela UESC, e atualmente leciono na rede particular de ensino, aqui em Ilhéus. Também divido com a senhora essa paixão pela história do nosso município, dedicando a ela meus esforços, estudos e pesquisas, todos na área da história regional”. E o autor fala do artigo que escreveu “sobre a história da devoção a Nossa Senhora de Lourdes, que em nosso município produziu três grutas e uma capela, esta última localizada no Outeiro de São Sebastião, comunidade na qual nasci e me criei”.

Pois bem, a partir desta mensagem, passo a publicar o texto de Danilo Marques, que deverá ser dividido em partes, pois contém muitas páginas e informações.

INTRODUÇÃO

Seguindo as tradições históricas de culto e reverência aos ícones do panteão católico, igrejas, templos e monumentos foram erigidos em diversas partes do Brasil e do mundo. Inserida nesse contexto, a cidade de Ilhéus não fugiu à regra. Não são poucas as marcas materiais religiosas deixadas em seu território, desde os tempos da antiga capitania, verdadeiras expressões da fé e religiosidade de seu povo devoto.

Atualmente, temos como exemplo a Igreja Matriz de São Jorge, erguida provavelmente no século XVII, em homenagem ao seu santo padroeiro, e que dá nome à cidade; a de São Sebastião, catedral imponente de estilo eclético, uma construção ímpar, encravada no centro de Ilhéus; a de Nossa Senhora de Santana, patrimônio histórico de estilo colonial (rural) erigida no século XVII, uma das mais antigas do país, apenas para citar algumas. Todas elas consideradas verdadeiros marcos, patrimônio histórico e material do nosso município, que resistiram ao tempo e às transformações sociais, testemunhando diversos momentos de reverência religiosa de nossa sociedade.

Porém, nem todos os símbolos de nosso arcabouço religioso resistiram à passagem do tempo. Seja pelas transformações inexoráveis por que passam as cidades, no tocante às suas transições sociais e arquitetônicas ao longo dos anos, seja pela falta de compromisso e respeito do poder público para com nossos monumentos e demais marcas materiais, legítimas expressões de nossa fé e cultura.

Uma dessas referências, e que aqui será um dos objetos de nossa explanação é a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, pequeno oratório construído ao pé do morro de São Sebastião na segunda metade da década de 1920, e que apesar de sua existência efêmera, serviu durante alguns anos como ponto de romaria do povo ilheense, deixando como legado a crença na Virgem de Lourdes, refletida anos mais tarde na edificação da Capela de Nossa Senhora de Lourdes.

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A GRUTA DE LOURDES – A IDEIA

Dentro do programa administrativo de reformas urbanas do intendente Mário Pessoa da Costa e Silva em sua primeira gestão (1924-27), estavam a abertura de novas vias públicas, a exemplo da Avenida Dois de Julho, que recortaria o tradicional morro de São Sebastião, ligando a então recém-inaugurada Avenida Álvares Cabral (hoje Soares Lopes) ao antigo porto, sendo essencial para dar vazão ao fluxo de automóveis, novas vedetes dos potentados locais, e que começavam a compor o novo cenário urbano da cidade de Ilhéus no período.

No contexto de sua construção, através da utilização de máquinas que recortariam o morro conhecido no passado como “Focinho de Cão”, berço da antiga capitania e, aproveitando-se de uma pedreira criada com a extração de material que compunha o mesmo, nasceu no seio de devotas senhoras do município, a ideia de erigir naquele local uma gruta em homenagem a Nossa Senhora de Lourdes.

A intendência municipal ficou responsável pela construção da gruta, sendo para isso, aproveitado parte do material resultante das escavações do próprio morro. A gruta podia ser caracterizada da seguinte forma: “Parte é natural, nascendo da própria rocha, e a parte anterior é artificial, toda em cimento armado, sendo uma obra sólida e elegante.”, de acordo com o jornal “Correio de Ilhéos”, (edição de 13/09/1927).

Os custos da obra ficaram por conta da intendência, sendo a gruta erguida em frente ao Obelisco em homenagem aos heróis do Dois de Julho, existente até hoje. Algumas pessoas colaboraram com a obra, a exemplo do Dr. Alberto Baptista Pereira e o eletricista J. Anunciação, responsável por toda a parte elétrica e de iluminação do oratório, é importante ressaltar, toda embutida.

Para a concretização do empreendimento, foi criada também uma comissão, que ficaria encarregada de levantar os fundos necessários para a aquisição das imagens de Nossa Senhora de Lourdes e de Santa Bernadete. Várias listas foram colocadas em circulação pela cidade, com o objetivo de estimular toda a comunidade a participar, contribuindo desse modo para o êxito do empreendimento.

Observação nossa: era muito comum essas listas serem passadas entre as senhoras dos coronéis, pessoas religiosas e devotas que colaboravam de forma significativa com as obras da igreja.

A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DE LOURDES II

Dando continuidade à matéria da semana passada, seguimos com a apresentação da pesquisa de Danilo Marques sobre a devoção dos ilheenses a Nossa Senhora de Lourdes.

O próximo segmento abordado pelo autor trata da aquisição das imagens. Diz ele:

Para dar vazão ao desejo fervoroso de concretização da gruta, e com a positiva por parte do governo municipal, que se comprometera a erguê-la, restava então o cumprimento de uma etapa essencial: a aquisição das imagens.

Para adquiri-las, a comissão encarregada em angariar os fundos necessários, capitaneada pelas senhoras Maria Calazans e Alzira Ramos de Lima, além de contar com o incentivo de D. Josefa Castro (Zefinha), grande colaboradora para o empreendimento, falecida antes de ver a gruta inaugurada, fez circular listas pela cidade para subscrição do valor necessário junto aos fiéis.

Foram realizadas festas beneficentes no próprio bairro, além de festejos por toda a cidade, a exemplo do evento no Cine-Theatro Pery, de propriedade do senhor Armindo Martins, como informava o artigo do Correio de Ilhéos, intitulado – A festa de amanhã: em favor da construção da ‹Gruta de Lourdes› na Avenida 2 de Julho: “Realiza-se, amanhã, no elegante Cine – Theatro Pery, situado às ruas Oswaldo Cruz e Misael, a annunciada festa promovida pelas senhoras encarregadas de angariarem donativos para a collocação de N. S. de Lourdes e Bernadette em uma artística e graciosa gruta na Avenida 2 de Julho, nesta cidade”.

Inicialmente, a ideia da comissão encarregada de levantar os fundos para a obtenção das duas estátuas, era adquiri-las no eixo Rio-São Paulo. Porém, terminaram por providenciá-las na Itália, pela importância de 5:000$000 (cinco contos de réis). De acordo com o Correio de Ilhéos, edição de 13 de setembro de 1927 – “As imagens ­­– Lourdes e Bernadette – são verdadeiras obras de arte italiana e foram adquiridas em Pietrasanta, na Itália, pela importância de cinco contos de reis, tirados em subscripção. Lourdes mede um metro e cincoenta de altura e Bernadette oitenta centímetros”.

Feitas do mais puro mármore de Carrara italiano, as belas imagens chegaram a Ilhéus em agosto de 1926, ficando expostas à admiração pública na vitrine da “Loja Jacy”, situada a “Rua Coronel Misael”, estabelecimento de propriedade do Sr. Alfredo Soub, que comercializava tecidos, roupas, artigos de perfumaria, calçados e miudezas. Depois foram as mesmas encerradas na Igreja Matriz de São Jorge, padroeiro do município, até que fossem concluídas as obras de construção da gruta, quando seriam então assentadas na mesma, aos pés do morro de São Sebastião.

A inauguração

O dia 11 de setembro de 1927 marcou a entrega à população ilheense da mais nova praça da fé católica e da religiosidade do município. Às 14 horas reuniram-se em frente ao Obelisco e Belvedere na Avenida Dois de Julho inúmeras pessoas, cujo objetivo era participar do ato religioso de benção e inauguração da gruta. Ao ato compareceram autoridades políticas, como o intendente Mário Pessoa, conselheiros municipais, famílias, e pessoas da comuna de um modo geral.

A celebração campal coube ao Bispo Diocesano de Ilhéus, Dom Manuel Antonio de Paiva, primeiro da diocese, auxiliado por outros dois padres. A cerimônia contou com cânticos e música: “Cantos sacros foram entoados a tocante cerimônia acompanhados por uma esplendida orchestra”.

Durante sua explanação, D. Manuel pontuou sobre a devoção as veneráveis figuras que motivaram a edificação da gruta, além de reforçar em sua benção os eventos e esforços individuais e coletivos, que terminaram por levar ao êxito do empreendimento, que ora era entregue aos fiéis, como documentou o Correio de Ilhéos: “Ao evangelho, D. Manoel dirigiu-se à multidão que enchia a rua e o belvedere e recordou a apparição de Lourdes á Bernadette, historiando todo o imponente quadro que se desenrolou ha mais de cincoenta annos e que encheu de assombro o mundo inteiro. Rememorou, em bellas palavras de enthusiasmo e bondade, os factos que deram em resultado a construcção da Gruta de Lourdes, em Ilhéos, que elle naquelle momento entregava aos catholicos como um lugar santificado”.

A gruta, agora devidamente dedicada pelo bispado e entregue à população, constituiu-se por muitos anos como um importante ponto de encontro e romaria de fiéis e devotos, que buscavam, naquele agradável local, ter atendidas as suas preces.

Afirma o Correio de Ilheos (22 de setembro de 1927), que, “cedinho, mal se reconhecem as pessoas nas ruas, tal a escuridão que ainda cae sobre a cidade, conhecidas frequentadoras dos templos catholicos, velhinhas crentes em milagres e coisas que taes, procuram contemplar Lourdes e Bernadette e imploram a ambas felicidade e vida cheia de fartura para todos os seus – filhos, sobrinhos e netos – que aquella hora madrugadora dormem tranquillos, confiantes nas preces das velhinhas […]

O belo oratório conhecia então a finalidade para o qual fora destinado, seja servindo como ponto de devoção e peregrinação dos ilheenses, que buscavam em suas orações a paz e a força necessárias para enfrentar as atribulações e os conflitos da vida cotidiana, seja para simples contemplação, em demasia ressaltada pela beleza e paz que as imagens e o local transmitiam a seus visitantes.

A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DE LOURDES III

Desfaz-se a Gruta de Lourdes

As violências que sofrem os monumentos urbanos não são um fenômeno exclusivo dos nossos dias, sendo encontrados seus vestígios nas literaturas mais antigas. Nas primeiras décadas do século XX, vários símbolos da cidade de Ilhéus foram acometidos de danos, provocados pelo vandalismo daqueles que não possuíam a real dimensão e importância de se preservar os ícones do nosso município.

A gruta de Lourdes situava-se em frente ao Obelisco e Belvedere da Avenida Dois de Julho, local de grande volume de passantes, sinais do crescimento e dos novos tempos que atravessava a comuna, tempos esses, que trouxeram também depredações e prejuízos inestimáveis para os munícipes.

As imagens de Lourdes e Bernadete sofriam constantemente com as pedras, atiradas sem nenhum constrangimento por jovens e adultos, indivíduos que não possuíam nenhuma preocupação com a devoção e a consagração dada á gruta por parte de seus fiéis. Em depoimento oral, a senhora Zeilda Francisca de Santana explica que “os meninos se sentavam no muro, com badoque, e ficavam ‘rebentando’ o rosto todo de Nossa Senhora… Quebraram Bernadete, o braço, tudo de badoque. ‘Catitinha’ não gostou, então, disse que vinha trazer ela cá pra cima”.

Devido às depredações que sofreram ao longo do tempo, as imagens acumularam inúmeros danos. A imagem de Nossa Senhora de Lourdes traz até hoje as marcas da violência que sofreu, o que explica as diversas manchas em sua face.

Sujeita a várias tentativas de restauração, nunca fora conseguido um resultado satisfatório. O pior ocorreu à imagem de Santa Bernadete, que devido às sucessivas violações teve quebrados os braços e a cabeça, não havendo possibilidade de sua recuperação, o que resultou em sua substituição por uma cópia em gesso.

Por esses motivos, houve por parte das professoras Maria Catarina (Catitinha) Lavigne de Lemos e Serafina Barral Blanco, com o devido apoio de moradores do Outeiro de São Sebastião, a iniciativa de se elevar a gruta ao alto do morro, trabalho disciplinado e penitente que, para seu completo êxito, dependeria da dedicação e esforço por parte dos seus fiéis

O desejo do novo templo

Movidas por esse desejo, as professoras Maria Catarina e Serafina Barral, com o aval e a valiosa ajuda dos moradores do Outeiro de São Sebastião, iniciaram uma longa e disciplinada jornada, que culminaria na edificação da Capela de Nossa Senhora de Lourdes, sendo escolhido para tal um local emblemático: o mesmo lugar onde fora edificado o primeiro templo da fé cristã na antiga capitania.

Para a concretização do objetivo, contaram as senhoras acima citadas com o apoio técnico dos engenheiros Grimaldo Pinho Saback e Francisco Lavigne de Lemos, sendo o primeiro o responsável pelo projeto e tocante das obras que, apesar de se tratar de uma obra de pequena complexidade arquitetônica era enorme em sua causa, levando a população do Outeiro a “carregar sobre os próprios ombros” o peso de sua construção.

Inicialmente, o transporte das pedras que compunham a gruta, seria o primeiro e penitente passo para edificar o novo templo, sendo um dos combustíveis essenciais para a jornada a fé, refletida na dedicação dos moradores do próprio bairro, que carregavam as pedras para cima do morro, como explica a senhora Etelvides Laurentina dos Anjos: “[…] agente ia carregando pedra… Lá em baixo tinha umas pedreiras que agente ia toda noite, aquela turma de gente ia tudo cantando assim, feito uma romaria”.

Para cumprir outra importante etapa, o levantamento dos fundos necessários à conclusão das obras, as professoras não mediram esforços, ora passando os oportunos “livros de ouro”, nas casas comerciais e nos diversos navios que aportavam na cidade, ora promovendo festas em benefício da construção da nova capela, organizadas no próprio bairro, tendo a frente a substancial e prestimosa colaboração da senhora Joventina Santana, ou simplesmente Dona “Uvinha”. Incansável ela esteve à frente de vários desses eventos. E também foi responsável pelo pequeno templo de 1949 a 1973.

A construção do novo templo foi realizada com a intenção de “reparar” os danos causados às imagens de Santa Bernadete e Nossa Senhora de Lourdes.

Concluídas as obras, foi o dia 11 de fevereiro de 1949, o escolhido para a solenidade de inauguração, como não podia ser diferente, já que, nesta data, quase um século antes, a jovem Bernadete havia avistado a Virgem de Lourdes pela primeira vez. Todo o Outeiro de São Sebastião estava devidamente ornamentado e preparado para as esperadas festividades naquele dia: “Foi uma festa muito bonita, uma inauguração muito bonita, a rua toda enfeitada, faziam bandeiras… Que era prá no dia da inauguração enfeitar a rua toda, esse Outeiro todo, todas as ruas, cada pessoa que morava naquela rua era responsável pelas bandeiras”.

O evento contou com ampla participação da sociedade civil, além de autoridades políticas e religiosas. A festa foi dirigida pelo Mons. André Costa, vigário geral da Diocese e pelo Bispo D. Benedito Zorzi. Após a inauguração foram introduzidas as imagens.

A Capela de Nossa Senhora de Lourdes, atualmente sob a coordenação do senhor Ranulfo Vivaldino dos Anjos e da senhora Maria de Lourdes Araújo Santos dos Anjos, vem prestando relevantes serviços a comunidade do Outeiro de São Sebastião, não encerrando aí sua função social e religiosa, já que representa uma das manifestações mais explícitas da devoção do povo ilheense, congregando uma crença de mais de um século e meio, mantendo acesa no município a chama da fé na Imaculada Conceição, de 1927 a 1949, de gruta a capela, até os nossos dias.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Atravessando os séculos, as motivações e as finalidades que levaram fiéis a dedicarem-se a construção e manutenção dos templos religiosos pouco variou. Mantendo-se firmes no desejo de erigir seus santuários, indivíduos, comunidades e ordens religiosas se esforçaram no nobre propósito de erguer e preservar esses espaços. Perpetuando seus templos, perpetuavam sua crença, resultado de séculos e séculos de tradições em relação aos ícones da igreja.

Ao longo de mais de vinte anos, a Gruta de Lourdes tornou-se ponto de romaria e expressão da fé dos moradores do Outeiro de São Sebastião, bem como do povo ilheense. Continuando sua missão, a Capela de Nossa Senhora de Lourdes estabeleceu-se como um marco arquitetônico e religioso em Ilhéus, preservando a mais de meio século uma crença iniciada a mais de oitenta anos em nosso município.

Para a longevidade dessa crença, a fé e a dedicação dos fiéis foram fundamentais, pois sem a sua obstinada devoção, nada poderia ser edificado. Exemplo desta temos as professoras Maria Calazans, Alzira Ramos de Lima, Maria Catarina Lavigne de Lemos e Serafina Barral Blanco que, em seu período, tanto se dedicaram a educação no município, além de trabalharem para promoção e difusão de um espírito humanista, refletido nas edificações da Gruta e da Capela de Nossa Senhora de Lourdes, ícones da fé de todo um povo.

Além destas, podemos ressaltar também a obstinada participação dos moradores do Outeiro de São Sebastião, tão bem representados neste trabalho pela senhora Joventina Santana, ou simplesmente Dona “Uvinha” que, dedicando uma vida inteira a Nossa Senhora de Lourdes, no nobilitante desempenho de sua função como zeladora e acima de tudo como devota, inspirou a tantos e tantos outros seguidores. Inicialmente, a gruta tinha como função proeminente levar a tocante o culto a Imaculada Conceição. Hoje, a Capela de Nossa Senhora de Lourdes segue perpetuando sua crença, e por consequência sua tradição, refletidas na manutenção de sua imagem, bem como na inexorável solidez das pedras que compõe o singelo templo, as quais resplandecem a inabalável fé de seus fiéis devotos.

 

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