Analista cria ferramenta para decodificar vírus de resgate Aurora

Analista cria ferramenta para decodificar vírus de resgate Aurora 1Michael Gillespie, um analista de vírus, desenvolveu uma ferramenta capaz de decodificar arquivos embaralhados pelo vírus de resgate “Aurora”. Esse vírus de resgate pode ser reconhecido pela utilização das extensões “.Nano”, “.animus”, “.Aurora”, “.desu”, “.ONI” e “.aurora”.

Vírus de resgate são pragas digitais que embaralham arquivos do computador e exigem um pagamento para que seja fornecida a chave que decodifica e retorna os arquivos a um estado legível.

Em muitos casos, não há como ter os arquivos de volta sem pagar. Porém, com o passar do tempo, foram encontrados meios para burlar a criptografia utilizada por algumas dessas pragas.

No caso do Aurora, a ferramenta (que pode ser baixada aqui) analisa alguns arquivos criptografados para determinar a chave de criptografia usada. O método é o de força bruta (tentativa e erro), o que significa que o processo leva algum tempo. Após a chave ser encontrada para um arquivo, a mesma chave é usada para todos os demais arquivos do mesmo computador.

Como identificar o vírus de resgate
Além do decodificador do vírus Aurora, Gillespie é o criador do site “ID Ransomware” (https://id-ransomware.malwarehunterteam.com/index.php?lang=pt_PT), que ajuda vítimas de vírus de resgate a identificar exatamente qual vírus atacou o computador. Como existem muitas versões dessas pragas, pode ser difícil saber exatamente qual delas atingiu o computador. Após identificar a praga, o site sugere as medidas viáveis para o caso, se houver alguma.

Outro serviço semelhante é o Crypto Sheriff, que já conta com soluções para mais de 80 ataques (https://g1.globo.com/economia/tecnologia/blog/altieres-rohr/post/2018/11/13/servico-que-ajuda-a-vitimas-de-virus-de-resgate-conta-com-solucao-para-mais-de-80-ataques.ghtml). O Crypto Sheriff foi lançado por fabricantes de antivírus em conjunto com a Europol e algumas das ferramentas utilizam chaves extraídas da infraestrutura dos criminosos que desenvolveram os vírus de resgate.

A recomendação para vítimas de vírus de resgate é manter os arquivos criptografados, ao menos por algum tempo. Com o tempo, soluções como esta podem aparecer e viabilizar a decodificação gratuita.

Fonte G1

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *