Quem conhece volta: Ilhéus está na lista dos destinos baianos que os turistas retornam

Quem conhece volta: Ilhéus está na lista dos destinos baianos que os turistas retornam 1

Conhecer bem o perfil dos viajantes que escolhem o seu destino é o primeiro passo para uma boa estratégia do setor turístico. Por isso, o Sebrae Bahia vem realizando pesquisas que traçam as principais características de quem opta por fazer as malas para alguns dos principais atrativos do estado. As informações têm como base as entrevistas presenciais assistidas com 4.010 turistas, entre 2016 e 2018, em Ilhéus, Itacaré, Porto Seguro (sede e destinos) e Morro de São Paulo.

No geral, os destinos baianos vêm deixando uma boa impressão, fazendo com que muitos turistas retornem – 62% já visitaram o destino em outras ocasiões, contra 38% que vêm pela primeira vez. Esse perfil de turista que volta ao mesmo destino é mais comum em Porto Seguro e Arraial D’Ajuda. Já Morro de São Paulo se destaca entre os que estão visitando pela primeira vez.

Entre as conclusões dessa análise está a de que o turista que visita os destinos baianos tem, em sua maioria, entre 31 e 55 anos (52%). A faixa etária é seguida pelo público mais jovem, de 18 a 30 anos (34%), e por uma pequena fatia de turistas com mais de 55 anos (13%). O gênero é bastante dividido (55% mulheres, 45% homens), e 76% dos viajantes têm, pelo menos, ensino superior.
Os turistas do Sudeste abocanham quase metade da fatia dos visitantes (48%), seguidos pelo turismo interno, com viajantes do próprio estado (28%). O destino preferido de quem vem do Sudeste é Porto Seguro, na Costa do Descobrimento. Já entre os baianos, as cidades mais cotadas são Ilhéus e Itacaré. Morro de São Paulo também se destaca, sendo o preferido dos turistas internacionais e do Sul do Brasil.
As viagens em casal ou família respondem por 73% do total. Mas há uma diferença no perfil buscado: enquanto Itacaré e Morro de São Paulo são os preferidos dos casais, em Porto Seguro (sede, Caraíva, Arraial D’Ajuda e Trancoso) predominam as viagens familiares. A média de permanência é de cinco dias, mas a estimativa de gastos costuma variar – 24% esperam gastar até R$ 1 mil, enquanto 25% estimam custos de R$ 3 mil a R$ 5 mil. A diferença, neste caso, está no destino escolhido: Itacaré e Ilhéus receberam o público com menor estimativa de gastos, enquanto Arraial D’Ajuda, Porto Seguro e Trancoso concentraram os turistas que planejavam gastar mais.
 
A renda dos entrevistados, aliás, também é bastante dividida. São quatro faixas: 17% têm renda entre R$ 1 mil e R$ 2 mil; 26% entre R$ 2,1 mil e R$ 5 mil; 26% entre R$ 5,1 mil e R$ 10 mil; e outros 17% entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. Itacaré e Porto Seguro, mais especificamente os destinos Trancoso e Arraial D’Ajuda, têm atraído os turistas com maior faixa de renda.

Para a coordenadora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae, Ana Paula Almeida, essas informações são fundamentais para que os destinos pesquisados se posicionem no mercado, entendendo qual é o público que está atraindo e se ele está de acordo com a sua estratégia atual. “O destino precisa, antes de definir as suas estratégias, analisar as percepções dos turistas. E isso muitas vezes não ocorre. São informações que devem ser consideradas para definição de ações prioritárias como melhorias na infraestrutura ou divulgação no mercado”, destaca a coordenadora.
Influência pré-viagem e turismo de experiência são oportunidades a explorar.

Demandando cada vez mais a atenção dos empreendedores do turismo baiano, a experiência pré-viagem conta muito para a decisão de compra dos turistas. Entre os entrevistados, 44% relataram a influência de parentes e amigos para a escolha do destino. As informações da internet contribuíram para 37% deles baterem o martelo em relação à viagem. E 34% já conheciam o local. Outros influenciadores foram propagandas, agências de viagem, revistas de turismo e artigos de jornais e eventos e feiras.

A análise ainda indica uma oportunidade pouco explorada pelo setor turístico baiano, e que tem grande possibilidade de crescimento: a economia da experiência. A maioria dos entrevistados (67%) demonstrou interesse em investir mais em novidades, como atividades que aprofundem o conhecimento sobre a cultura local. Ou seja, há espaço para quem pretende oferecer ao turista uma experiência diferente e que o faça se sentir integrado à comunidade ou vivenciar a história do destino.
 
E outra boa notícia para os empreendedores do setor: mesmo com o aumento da procura por propriedades em sites e aplicativos de aluguel por temporada, algo que vem ocorrendo em todo o mundo, as pousadas e hotéis ainda são os tipos de hospedagem preferidos (76%), informou o G1.

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