22 de setembro de 2026


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Uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade de Itabuna, foi fechada nesta quinta-feira (20), apenas seis meses após iniciar atendimento à população.

Localizada no bairro Monte Cristo, a UPA acumula uma dívida que chega a R$ 3 milhões por atraso de salários dos funcionários, que pediram demissão. Além disso, falta remédios e outros insumos para atender pacientes.

A UPA ficou pronta em janeiro deste ano. Contudo, só começou a oferecer atendimento no dia 17 de março. Em funcionamento, a unidade recebia uma média de 200 pessoas por dia, quase cinco mil por mês.

De acordo com o Instituto Bom Jesus, administrador da UPA, a unidade já vinha sofrendo há alguns meses por causa da falta de regularidade nos repasses. Com isso, a unidade não teve como comprar medicamentos nem pagar funcionários.

A representante do setor jurídico do instituto, que não quis gravar entrevista, informou que a UPA deveria receber um repasse de R$ 960 mil mensal, mas, no entanto, só recebeu integralmente durante dois meses.

Depois, segundo a representante, o pagamento só foi feito de maneira parcial, até ser suspenso totalmente. Ainda de acordo com o Instituto Bom Jesus, em agosto, um ofício foi enviado a Secretaria de Saúde para cobrar o pagamento das parcelas em atraso, mas o município não respondeu. Em setembro, a prefeitura notificou o instituto para que fosse feita a prestação de contas. De acordo com o a entidade, os documentos foram entregues em tempo.

Durante uma reunião com o então secretário de Saúde Isaac Nery, o município fez uma proposta de reduzir do valor do contrato de R$ 960 mil pra cerca de R$ 500 mil. Contudo, nesta semana o secretário pediu demissão, e o acordo não avançou.

Na época em que a negociação começou, o ex-secretário de Saúde de Itabuna tinha dito que a prefeitura não tinha recursos pra repassar o valor do contrato mensal. A reportagem procurou o secretário interino, que assumiu o cargo na quarta-feira (19), Jozimar Sales, mas não conseguiu contato.

Com a unidade fechada, os moradores da região ficam prejudicados. Entre eles, o autônomo Sérgio Machado, que cuida do pai, que sofre com problemas respiratórios. Ele conta que a UPA perto de casa ajudava muito quando o idoso tinha crise.

“Agora vai ter mais dificuldade, porque o atendimento aqui era bem mais ágil, pela proximidade. E até alguns acontecimentos, que meu pai tem problemas de respiração. Por ser um local perto, acredito que o atendimento foi até melhor, pela questão dele chegar à tempo”, contou Sérgio ao G1/BA.

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