Mulheres são usadas em mais uma fraude eleitoral brasileira

Eleições 2016

As mulheres são, confirma o TSE, 30% das candidaturas este ano.

Ou seja: os partidos obedeceram a Legislação Eleitoral.

Mas, assim como foi a proibição do tráfico de escravos, no século XIX no Brasil, essa é mais uma lei para inglês ver.

Registrar candidatura não é o mesmo que ser candidata.

Os números da fraude são assombrosos: nas eleições de 2016, o mesmo TSE identificou 16 mil candidatos sem voto no país – 14,4 mil eram mulheres (“não candidatas”, apenas registradas como sendo).

Uma canetada não muda uma realidade.

Antes que a tal lei existisse, a proporção de mulheres eleitas era maior.

Em 2008, 9,5% das candidatas inscritas se elegeram.

Dois anos depois, esse número caiu para 5,3%.

Em 2012 foi para 6,1%.

Em 2014 chegamos ao fundo do poço nessa matéria: apenas 2,7% das mulheres candidatas conseguiram se eleger.

Voltando a subir para 5,7% nas últimas eleições.

A lei pode ser boa, mas apenas e tão somente quando a sociedade brasileira “comprá-la”.

Se não, será apenas mais uma arma de brinquedo no vasto arsenal legal brasileiro.

Editorial do Ricardo Mota

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