
As mulheres são, confirma o TSE, 30% das candidaturas este ano.
Ou seja: os partidos obedeceram a Legislação Eleitoral.
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Mas, assim como foi a proibição do tráfico de escravos, no século XIX no Brasil, essa é mais uma lei para inglês ver.
Registrar candidatura não é o mesmo que ser candidata.
Os números da fraude são assombrosos: nas eleições de 2016, o mesmo TSE identificou 16 mil candidatos sem voto no país – 14,4 mil eram mulheres (“não candidatas”, apenas registradas como sendo).
Uma canetada não muda uma realidade.
Antes que a tal lei existisse, a proporção de mulheres eleitas era maior.
Em 2008, 9,5% das candidatas inscritas se elegeram.
Dois anos depois, esse número caiu para 5,3%.
Em 2012 foi para 6,1%.
Em 2014 chegamos ao fundo do poço nessa matéria: apenas 2,7% das mulheres candidatas conseguiram se eleger.
Voltando a subir para 5,7% nas últimas eleições.
A lei pode ser boa, mas apenas e tão somente quando a sociedade brasileira “comprá-la”.
Se não, será apenas mais uma arma de brinquedo no vasto arsenal legal brasileiro.
Editorial do Ricardo Mota

Franklin Deluzio é graduado em Filosofia (UESC), possui graduação incompleta em Física pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), como também graduação incompleta em Licenciatura Interdisciplinar pela (UFSB), é Especialista em Gestão Pública Municipal (UESC), Conselheiro de Saúde, Fiscal do Sistema E-TCM, Design Digital Júnior, Design Editorial Júnior, Servidor Municipal de Ilhéus/BA e estrategista em Geomarketing Eleitoral. DRT n. 0007376/BA.
Áreas de interesse: Ufologia, Gestão e Desenvolvimento Urbano, Políticas Públicas, Plano Diretor, Administração de Recursos, Gestão Logística, Filosofia da Educação, Existencialismo, Ética e Discurso, Filosofia da Ciência, Meteorologia, Poder, Verdade e Sociedade em Foucault, Filosofia Jurídica e autores como Heidegger, Bauman, Habermas, Foucault, Derrida, Deleuze, Sofistas, Nietzsche, Sartre, Hannah Arendt, Freud, Carlos Roberto Gonçalves e Giovanni Reale.