
As feiras livres, em grande parte realizadas com venda direta do produtor ao consumidor, estão sofrendo interferências para se adequar às medidas de segurança sanitária.
A estimativa da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) é que existem cerca de 60 mil feirantes no estado e que em 70% dos municípios baianos a feira livre é o maior empregador, notadamente em lugares com população abaixo de 20 mil moradores.
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De março para cá, diversos municípios tiveram as feiras interditadas por equipes de fiscalização locais e do estado, bem como por meio de ações encabeçadas pelo Ministério Público do Estado (MP-BA).
Com investimentos próprios e parcerias diversas, os gestores municipais melhoraram e adaptaram as instalações. São exigidos não só local arejado e distanciamento entre barracas como também a disponibilidade de água corrente, sabão, álcool em gel e equipamentos de proteção individual (EPIs).
Adequação da estrutura, qualificação dos feirantes e funcionários das prefeituras que atuam na organização destes espaços, para observação das medidas sanitárias, é o foco da campanha Viva a Feira, da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDR), coordenada pela CAR.
“Temos R$ 5 milhões de recursos de emergência para atender com bancas novas e os kits-feirante (máscaras, gorro, avental, frasco de álcool em gel e folhetos). Com este dinheiro vamos atender 200 feiras na Bahia”, afirmou o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias.
Cada prefeitura dá contrapartida e assina termo de adesão desenvolvido por equipe multidisciplinar, inclusive profissionais da saúde, enfatizou Dias. Jequié já recebeu as barracas e os kits-feirante. A campanha está chegando também em Itabuna, Ipiaú, Uruçuca, Salvador, Coaraci, Buerarema, Lauro de Freitas e Itajuípe. Para aderir, o município deve fazer um pedido na CAR.
Primeiros
Ilhéus, Itamaraju e Itapetinga são os primeiros municípios baianos contemplados por outra iniciativa, que, por meio de cursos de capacitação, reforçam os conhecimentos sobre cuidados com a apresentação e venda dos produtos, dentro das normas sanitárias.
Projeto da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Feira Segura chegou à Bahia por intermédio da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), os sindicatos dos produtores rurais e as prefeituras.
“É nossa contribuição para viabilizar a feira livre das cidades, atendendo a todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde”, disse o presidente da Faeb, Humberto Miranda. Ele salientou que os feirantes também recebem o material de segurança e higiene e os municípios fazem a fiscalização e oferta de estrutura para a limpeza das mãos.
Miranda citou ainda que Senhor do Bonfim, Barreiras, Ibirapitanga e Valente também vão ser contemplados. Ele lamentou a impossibilidade de atender a todos. “Enviamos o projeto para todas as prefeituras para que os municípios possam executar, seguindo todas as orientações disponibilizadas”, enfatizou.
Fruticultores sofrem com redução de consumo e queda dos preços
Uma das principais atividades rurais da Bahia, a fruticultura somou 2.567.325 toneladas na safra 2018, de acordo com pesquisa sobre produção agrícola municipal (PAM) do IBGE, divulgada no ano passado.
A atividade também está sofrendo as consequências da crise financeira deflagrada com a pandemia. De acordo com o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Bom Jesus da Lapa, Ervino Kogler, “não estamos perdendo frutas, mas, em função da queda no consumo, os preços caíram 40%”.
Ele destacou que a queda no faturamento reflete na dificuldade de cumprir os compromissos com bancos e fornecedores. “Recebemos pouca ajuda governamental. Querem prorrogar as contas até agosto, mas não resolve nada”, reclamou Kogler, destacando que a Faeb “é quem tem nos ajudado”.
A entidade está adotando diversas medidas para auxiliar os produtores baianos “principalmente os pequenos, que sofrem primeiramente o impacto desta pandemia”, conforme o presidente Humberto Miranda. Ele apontou a Feira Segura como uma das medidas, “porque muitos produzem e levam sua produção para vender nas feiras”.
“Solicitamos, juntamente com a CNA, apoio para garantir o escoamento de mercadorias e alimentos; nos reunimos com os principais bancos públicos para pensar soluções para os produtores rurais e nos esforçamos para garantir que o conhecimento continue chegando ao produtor”, destacou.
“É fundamental garantir emprego e renda nas zonas rurais e assegurar a produção de alimentos para que os produtos fundamentais não cheguem mais caros à mesa da sociedade”, enfatizou Miranda.
Informações do A Tarde

Franklin Deluzio é graduado em Filosofia (UESC), possui graduação incompleta em Física pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), como também graduação incompleta em Licenciatura Interdisciplinar pela (UFSB), é Especialista em Gestão Pública Municipal (UESC), Conselheiro de Saúde, Fiscal do Sistema E-TCM, Design Digital Júnior, Design Editorial Júnior, Servidor Municipal de Ilhéus/BA e estrategista em Geomarketing Eleitoral. DRT n. 0007376/BA.
Áreas de interesse: Ufologia, Gestão e Desenvolvimento Urbano, Políticas Públicas, Plano Diretor, Administração de Recursos, Gestão Logística, Filosofia da Educação, Existencialismo, Ética e Discurso, Filosofia da Ciência, Meteorologia, Poder, Verdade e Sociedade em Foucault, Filosofia Jurídica e autores como Heidegger, Bauman, Habermas, Foucault, Derrida, Deleuze, Sofistas, Nietzsche, Sartre, Hannah Arendt, Freud, Carlos Roberto Gonçalves e Giovanni Reale.