No início do mês, o portal Correio 24 Horas postou uma nota mencionando que três gigantes do setor de jogos têm planos de construir cassinos em Salvador. Isto, é claro, se houver a legalização de apostas no país. De acordo com a fonte, os grupos interessados seriam MGM Mirage, Sands Corporation e uma holding administrada por Frank e Lorenzo Fretitta.
As três companhias têm origem em Las Vegas, cidade bem conhecida pelo turismo de jogos. Os empresários já teriam visitado a cidade e entrado em contato com o prefeito ACM Neto. É possível que um dos fatores que atraiu a atenção dos investidores seja o fato de Salvador ser uma capital, com grande potencial turístico, com suas belas praias e eventos que já trazem um bom número de visitantes, como o Carnaval.
A Sands Corporation é dona do maior cassino do mundo, o Venetian Macau, que recebe 80 mil visitantes por dia. Na capital baiana, ela pretende construir mais um empreendimento recordista. Com certeza seria um espaço que chamaria a atenção de turistas, inclusive estrangeiros, da mesma forma que ocorre hoje em dia em Punta del Este, no Uruguai.
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O deputado Elmar Nascimento, do DEM, atuou como presidente da Comissão do Marco Regulatório dos Jogos de Azar na Câmara e atuou como intermediário nas reuniões do prefeito com os empresários. Ele afirma que os debates foram bem produtivos.
Para que todos estes planos se tornem realidade, é necessário aguardar a aprovação do projeto de lei que regulamenta apostas como bingo, caça-níqueis, pôquer e até mesmo o Jogo do Bicho, práticas que hoje em dia são ilegais e ocorrem de forma clandestina. Até noticiamos aqui no Ilhéus.net um caso de pirâmide financeira de apostas de futebol, em Itabuna. De acordo com a polícia, o golpe gerou cerca de R$200 milhões de forma ilícita. Os participantes compravam uma cota no jogo, mas não conseguiam sacar o dinheiro prometido, por se tratar de um golpe, e não um clube de jogo.
Apenas os sites de jogos com sede no exterior operam de forma legal, já que a lei é restrita apenas às empresas sediadas no Brasil e à prática presencial. Como a lei é bastante antiga, ela não aborda o campo virtual. Vários apostadores se cadastram em cassinos e plataformas de apostas esportivas todos os dias. É um campo bastante inexplorado. Para saber quais são as empresas seguras e confiáveis do setor, pode conferir mais informações em sites e blogs de apostadores, como o sitedeapostasonline.net que traz comparações e análises do ramo de jogos na internet.
Muitos senadores são contra a medida porque acreditam que a exploração de apostas incentiva a lavagem de dinheiro e não traz benefícios para o turismo. Ao mesmo tempo, outros defendem que é possível adotar medidas para evitar a lavagem de dinheiro, como a identificação de jogadores que receberem prêmios acima de R$ 10 mil e o cadastramento de clientes. Enquanto a questão da proibição não é resolvida, o Brasil deixa de arrecadar impostos e de receber investimento, como no caso dos cassinos de Salvador.
A estimativa é de que todos os anos, mais de R$18 bilhões circulam nas operações clandestinas de aposta, uma quantia bastante expressiva. Havendo a legalização, certamente a movimentação seria bem maior, porque haveriam incentivos no setor e parte da população, que não realiza apostas ilegais, teria maior confiança em jogar nos estabelecimentos credenciados.
Se aprovado, o projeto prevê o credenciamento de instituições de bingo e vídeo bingo por 20 anos, sendo de responsabilidade d\os estados. Para o ramo de cassinos, o credenciamento terá validade de 30 anos. A prática seria liberada tanto no mundo online quanto em estabelecimentos presenciais.
Estudante do Bacharelado em Políticas Públicas (UFSB), Licenciado em Ciências Humanas e Sociais e suas tecnologias (UFSB), Pós-graduado em Tecnologias WEB (UNOPAR), Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (UNOPAR) & Técnico em redes computadores (SENAI-BA). Jornalista-MTE, sob o número 0006311/BA
“A macaxeira é popular
É macaxeira pr’ali, macaxeira pra cá
E em tudo que é farinhada a macaxeira tá.” (Djavan)