3 de novembro de 2026

A 14ª edição do Festival de Dança Itacaré vai ocupar diversos espaços da cidade com oficinas e apresentações de artistas e grupos de sete estados brasileiros e um internacional. A programação acontecerá de 09 a 15 de novembro e será totalmente gratuita. A classificação é livre para a maioria das atividades.

A programação inicia no dia 09 com as oficinas-espetáculo Boca de Matilde, com Elísio Pitta e Clyde Morgan (Salvador/BA) e Corpo Rebatedor, do Laboratório Coadaptativo Labzat – PPGDança/UFBA (Salvador/BA), que seguem até o dia 14, no Clube Municipal Pirajá. Já a Vivência Ballroom, do House of Hands Up MS (Campo Grande/MS), vai ocupar a Praça São Miguel no dia 12. Para todas essas atividades, os participantes se inscreveram previamente.

E do dia 11 a 15, à noite, o Centro Cultural Porto de Trás vai receber os espetáculos selecionados: Ensaio sobre a Árvore, de A Cozinha Performática / Marcos Moraes (São Paulo/SP), vídeo Ato-Relíquia, de Dudu Quintanilha e Márcio Nonato (Berlim/DE e Salvador/BA), Samba que Soma, do Núcleo da tribo + o Samba Duro do Porto de Trás (Itacaré/BA), Umbigo, de OZINFORMAIS (Maceió/AL), Peça Única, de House Hands Up MS (Campo Grande/MS), Cavalas, de Alana Falcão e Ana Brandão (Salvador/BA).

Ainda, estão na programação as performances A 100 Graus Celsius, de Gladis das Santas (Curitiba/PR); A Felicidade vai desabar sobre nós, de Soraya Martins (Belo Horizonte/MG); Vertigem, de Paulo Azevedo (Macaé/RJ). E o espetáculo internacional Encrucijada (Encruzinhada), de Pantera Villalva (Córdoba/AR).

Ao longo das suas edições, o Festival de Dança Itacaré vem se consolidando como um espaço de circulação artística, formação de público, intercâmbio cultural e valorização da diversidade das linguagens da dança. Atualmente, é reconhecido como um dos mais importantes encontros dedicados à dança no Nordeste brasileiro, reunindo artistas, pesquisadores, estudantes e público de diferentes lugares do Brasil e do mundo.

“Acúmulo de Experiências”: uma curadoria aberta a diversos saberes em dança

Em 2024, o FDI foi internacionalizado e, desde então, tem levado para o palco do Centro Cultural Porto de Trás, no quilombo urbano de mesmo nome, artistas de mais de 13 países de todos os continentes. Diante dessa caminhada robusta, a edição deste ano tem como tema “Acúmulo de experiências”, e segue pautada no diálogo entre artistas nacionais e internacionais em um dos cenários mais inspiradores do litoral baiano.

Este ano, o evento recebeu 283 propostas enviadas por artistas, coletivos e companhias de dança de 20 estados brasileiros e 15 países. A escolha dos selecionados buscou fortalecer o pensamento crítico e promover diálogos criativos em dança entre diferentes camadas sociais, contextos culturais e perspectivas geracionais.

Verusya Correia, idealizadora e diretora artística, pontua que a seleção busca dar visibilidade a composições em dança fundamentadas em ações dialógicas, espontâneas e criativas. “A curadoria do Festival de Dança Itacaré 2026 esteve voltada à ampliação dos processos de composição em dança, tendo o compartilhamento e o intercâmbio de experiências como princípios fundamentais. As propostas foram consideradas a partir de ações que favoreçam: o diálogo entre artistas, territórios, gerações e culturas; a espontaneidade como força criativa e de composição; a construção coletiva de sentidos, presenças e modos de fazer; a abertura às diferenças, aos posicionamentos e às transformações que surgem ao longo da prática”, conta.

Ela destaca que a curadoria tem sido colaborativa, de base territorial e comprometida com a pluralidade de corpos, saberes e modos de existência. “Isso desloca o poder de decisão e reconhece que o conhecimento também emerge do cotidiano, da convivência e das experiências de pessoas que não necessariamente possuem formação acadêmica”, conclui.

Para saber mais, acesse o site http://festivaldedancaitacare.com.br/ANO-XIV/ e acompanhe @festivaldedancaitacare nas redes sociais.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

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