
A terra do cacau, que já foi cenário de grandes obras de Jorge Amado, como Gabriela, Cravo e Canela, Terras do Sem Fim (1942) e São Jorge dos Ilhéus (1944), volta a se afirmar como território fértil de criação literária. Desta vez, pelas mãos de Cyro Mattos, que lança Mares de Ilhéus (Litteralux, 144 pgs., R$ 50), livro que reúne memória, ficção e lirismo em torno do litoral sul-baiano.
Na obra, o autor reúne doze histórias sobre as gentes litorâneas da cidade praieira. O livro navega por vidas em que o mar abraça, existências feitas de sonho, ternura e sal.
Entre o real e o imaginário, as narrativas revelam a poesia que habita o cotidiano e a força silenciosa de quem vive em comunhão com as marés. O mar torna-se espelho e destino, um convite à travessia humana que une o local ao universal.
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Publicada pela Editora Litteralux, o livro chega para marcar os 87 anos de vida de Cyro, que atualmente ocupa a cadeira 22 da Academia de Letras da Bahia e possui trajetória consolidada, transitando por múltiplos gêneros: conto, novela, romance, crônica, poesia, dentre outros. O livro pode ser adquirido nos sites da Amazon ou Estante Virtual.
O menino escritor
Apesar de ter nascido em Itabuna, no sul da Bahia, Cyro de Mattos explica que há muito tempo nutre grande “afinidade afetiva” por Ilhéus. Isso porque, durante a infância, a cidade foi responsável por lhe apresentar o mar pela primeira vez.
“Ilhéus me atraiu desde os idos da infância. Ofertou-me prata da lua pelas ondas, cantigas de sereia no meu peito, nos meus olhos raras águas-marinhas, soltos meus cabelos em verde brisa. De manhã, na praia, o sol acendia-me com as vozes das ondas”.
Sem que soubesse, nessas experiências infantis já começava a nascer, em seu pequeno coração, o entrelaçamento entre o real e o imaginário. Mais tarde, a fusão desses dois planos seria incorporada pelo futuro escritor de contos, poemas e crônicas, recriando a cidade e sua gente revestidas de uma carga poética advinda da épica do cotidiano.
O autor afirma que as vivências familiares também foram fontes decisivas de inspiração para algumas das histórias do livro mais recente. “Nas férias escolares houve ocasião em que o menino de Itabuna ia desfrutá-las na casa do tio Jucundino e da tia Bebé, em Ilhéus, no Outeiro de São Sebastião. Conheceria então o mar com os primos Preto, Velho, Lurdinha, Gringa, Mariana e Judite”.
Informações do A Tarde

Franklin Deluzio é graduado em Filosofia (UESC), possui graduação incompleta em Física pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), como também graduação incompleta em Licenciatura Interdisciplinar pela (UFSB), é Especialista em Gestão Pública Municipal (UESC), Conselheiro de Saúde, Fiscal do Sistema E-TCM, Design Digital Júnior, Design Editorial Júnior, Servidor Municipal de Ilhéus/BA e estrategista em Geomarketing Eleitoral. DRT n. 0007376/BA.
Áreas de interesse: Ufologia, Gestão e Desenvolvimento Urbano, Políticas Públicas, Plano Diretor, Administração de Recursos, Gestão Logística, Filosofia da Educação, Existencialismo, Ética e Discurso, Filosofia da Ciência, Meteorologia, Poder, Verdade e Sociedade em Foucault, Filosofia Jurídica e autores como Heidegger, Bauman, Habermas, Foucault, Derrida, Deleuze, Sofistas, Nietzsche, Sartre, Hannah Arendt, Freud, Carlos Roberto Gonçalves e Giovanni Reale.