11 de julho de 2026


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Prefeitura Municipal de Ilhéus
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A Polícia Civil da Bahia, por meio da Secretaria de Segurança Pública, divulgou nesta quinta-feira, 15 de janeiro, a conclusão do inquérito que apurou as mortes das professoras Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41 anos, e da jovem Mariana Bastos da Silva, de 20 anos. O crime ocorreu no dia 15 de agosto de 2025, no município de Ilhéus.

O procedimento investigativo foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário em 19 de dezembro de 2025, com o indiciamento do morador de rua Thierry Lima da Silva, de 23 anos, pelo crime de latrocínio praticado contra as três vítimas, além da representação pela sua prisão preventiva.

Segundo as informações oficiais, a partir da conclusão do inquérito, o Ministério Público da Bahia ofertou denúncia, por entender que há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime. A peça foi distribuída para a 1ª Vara Criminal da Comarca de Ilhéus, onde aguarda apreciação do juízo.

O caso foi investigado pelo Núcleo de Homicídios de Ilhéus e pela 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, com apoio de um grupo de trabalho formado por outras unidades, como o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa e o Departamento de Inteligência Policial. Durante as investigações, foram realizadas diligências de campo, análise de imagens de câmeras de segurança, exames periciais, oitivas de familiares e testemunhas, além da coleta de outros elementos probatórios que fundamentam o indiciamento. A Secretaria de Segurança Pública ressaltou a atuação integrada entre a Polícia Civil, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça da Bahia.

As investigações contaram com o apoio do Departamento de Polícia Técnica, responsável pelas perícias de local de crime, exames necroscópicos, confrontação genética e demais análises técnicas.

Durante o depoimento, o homem confessou envolvimento em quatro homicídios na cidade, incluindo o triplo assassinato que chocou o município no dia 16 de agosto, quando os corpos das vítimas foram encontrados na Praia do Sul. De acordo com a polícia, o suspeito já era monitorado por se enquadrar no perfil do autor do crime: andarilho, usuário de entorpecentes e com histórico de roubo, furto e tráfico. Ele relatou que golpeou as vítimas durante uma tentativa de roubo, mas a polícia identificou contradições em partes de seu depoimento na época, e novas diligências foram realizadas para esclarecer sua participação integral.

Além desse caso, Thierry confessou o assassinato de Lucas dos Santos Nascimento, ocorrido no dia 7 de agosto, nas proximidades da Concha Acústica, localizada na Av Soares Lopes, centro de Ilhéus. Durante as diligências para apurar esse homicídio, o suspeito foi flagrado com pedras de crack, o que resultou na sua prisão em flagrante por tráfico. Thierry tem passagens pela polícia por diversos crimes, incluindo dano, ameaça, furto, vias de fato, lesão corporal e violência doméstica, praticados desde a adolescência.

Apesar do indiciamento e da confissão, o inquérito esbarrou em uma lacuna crucial: a prova material. Peritos do Departamento de Polícia Técnica não encontraram material genético do suspeito sob as unhas ou nas partes íntimas das vítimas. Além disso, as três facas apreendidas após o crime não apresentaram vestígios de DNA nem do homem preso e nem das mulheres assassinadas. Em comunicado, a polícia foi enfática ao afirmar que a ausência dessa prova forense não significa que ele não participou do crime.

Informações do Blog Agravo 

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