
O Movimento LGBTQIAPN+ em todo o mundo tem um histórico de luta por respeito, equidade de direitos e dignidade para esta população que sofre violência por todos os lados, perpassando inclusive pelas oportunidades.
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A luta Trans, sempre pioneira no movimento está longe de ser vista como fácil.
O conflito consigo mesmo (a), a relação com a família, o direito ao amor, às relações, ao casamento, ao emprego e porque não, ao pleno acesso à política e seus diversos papéis, é um processo que toda pessoa transgênero vive, viveu ou viverá.
No Brasil, graças às lutas sociais e aos partidos de esquerda, que dão voz às minorias, conseguimos, graças a uma interpretação lúcida da Constituição obter junto ao STF, direitos básicos a todo cidadão, e o mais importante: o direito de sermos quem somos referendadas pela Lei.
Em um sistema maduro e bem pensado, no que diz respeito ao processo eleitoral e prevendo a equidade de gênero nos processos eleitorais, a lei brasileira prevê uma cota mínima de gênero com o objetivo de dar acesso e garantir que ambos os gêneros tenham acesso e possam concorrer representando de forma mais realista a sociedade brasileira.
Neste quesito da garantia mínima de participação de mulheres no processo eleitoral, a lei exige um mínimo de 30% de candidaturas femininas, e graças a Lei, mulheres transgênero estão incluídas nesta cota.
Antes de qualquer coisa reconhecemos que dentro das manifestações da Transexualidade/Transgeneridade/Mulheridade existem uma gama gigante de
possibilidades de identidades e expressões de gênero.
Há pessoas que por escolha ou falta de condições não passam pelo processo que costumamos chamar se “Transição de gênero”, (quando o indivíduo realiza mudanças a fim de adequar ao gênero ao qual se identifica.)
Nós da ATTRAI +DIVERSIDADE (ASSOCIAÇÃO DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS DE ILHÉUS), lamentamos que um direito tão difícil de ser conquistado seja tratado com tamanha vulgaridade e irresponsabilidade.
Ao perceber a possibilidade de pessoas cisgênero, independente da sua orientação sexual, estarem se inscrevendo no processo eleitoral como pessoa transgênero na cota feminina, unicamente para favorecer partidos e permitir que estes cumpram a cota de gênero exigida pelo Superior Tribunal Eleitoral.
Lembramos que os partidos recebem a verba para execução das campanhas que dependem do atendimento a tais cotas.
A ATTRAI + DIVERSIDADE repudia a balbúrdia ocorrida no processo eleitoral ilheense, tanto no não cumprimento da cota de gênero quanto na efetiva fraude de registro ilegal amparado na falsa autodeclaração de Transgeneridade.
Não é possível aceitar pessoas que só se autodeclarem Trans em periodo eleitoral, vivendo cotidianamente como uma pessoa cis.
Transexualidade não é um estado conveniente onde as pessoas se autodeclaram quando lhe convém. É preciso estar atentos a todo tipo de fraude que pessoas maliciosas se propõem por dinheiro e poder.
E para lembrar, deixamos aqui aquela máxima: “Travesti não é bagunça!”
Não somos fantasias de carnaval nem tão pouco papéis temporários, somos pessoas que vivemos plenamente nossa condição de gênero e que por este motivo enfrentamos diariamente a negação de direitos mínimos como saúde, emprego e oportunidades.
Miretty Di Biachio Neves Amaral
Presidente da ATTRAI+ DIVERSIDADE

Franklin Deluzio é graduado em Filosofia (UESC), possui graduação incompleta em Física pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), como também graduação incompleta em Licenciatura Interdisciplinar pela (UFSB), é Especialista em Gestão Pública Municipal (UESC), Conselheiro de Saúde, Fiscal do Sistema E-TCM, Design Digital Júnior, Design Editorial Júnior, Servidor Municipal de Ilhéus/BA e estrategista em Geomarketing Eleitoral. DRT n. 0007376/BA.
Áreas de interesse: Ufologia, Gestão e Desenvolvimento Urbano, Políticas Públicas, Plano Diretor, Administração de Recursos, Gestão Logística, Filosofia da Educação, Existencialismo, Ética e Discurso, Filosofia da Ciência, Meteorologia, Poder, Verdade e Sociedade em Foucault, Filosofia Jurídica e autores como Heidegger, Bauman, Habermas, Foucault, Derrida, Deleuze, Sofistas, Nietzsche, Sartre, Hannah Arendt, Freud, Carlos Roberto Gonçalves e Giovanni Reale.