Foto: Ilustração

O carro fumacê retorna às ruas de Ilhéus a partir desta terça-feira (7). Após solicitação do prefeito Mário Alexandre, o Governo do Estado disponibilizou nove veículos, que auxiliam no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, febre amarela e chikungunya. A passagem do fumacê integra o planejamento da gestão para controlar o avanço das doenças em todo território municipal.

Conforme a Secretaria de Saúde (Sesau), as ações de bloqueio químico espacial de Ultra Baixo Volume (UBV) acoplado ao veículo ocorrerão no período da manhã, às 5h, e no período vespertino, a partir das 16h. A Sesau explica que os carros percorrerão ruas e avenidas da cidade, cujo cronograma será definido mediante alinhamento com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

O coordenador do setor de Combate às Endemias, Roberto Reis, orienta a população a abrir portas e janelas durante a passagem do carro, contudo, é importante tampar os recipientes que contenham água e alimentos e cobrir bebedouros, aquários, gaiolas e depósitos de água de animais, para melhor eficácia do inseticida dentro do imóvel.

A solicitação foi atendida em momento oportuno, diante do atual cenário do município. Até o dia 27 de maio, Ilhéus já tinha confirmado 38 casos de dengue, 11 de chikungunya e 4 casos de zika.

“Mantemos o sinal de alerta, visto que alguns bairros são mais propícios a ter pontos favoráveis para a proliferação do mosquito. Os agentes de combate às endemias realizam visitas e orientam os moradores, mas é importante que a comunidade faça a sua parte, porque o combate depende da conscientização de todos”, explica André Cezário, titular da Sesau.

O setor de Vigilância Epidemiológica (VIEP) aponta alguns bairros que registraram aumento do número de casos de dengue e estão em situação de alerta: Conquista; Jardim Savoia; São Francisco; Pontal; Jardim Atlântico; Boa Vista; Sapetinga; Malhado; Olivença; Nossa Senhora da Vitória; Banco da Vitória; Cidade Nova; Centro; Barra de Itaípe; Ceplus; Nelson Costa e Salobrinho.

A passagem do veículo é ação complementar e não diminui a necessidade da eliminação dos potenciais focos do mosquito. A população também deve contribuir com a ação preventiva, cobrindo tanques e tonéis, evitando o acúmulo de garrafas, copos descartáveis, latas, pneus, dentre outros objetos que ficam a céu aberto com água parada.

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