O Grupo de Amigos da Praia vem a público esclarecer, para que não pairem dúvidas sobre a decisão de voto tomada a favor da construção do edifício Unique Park na Zona Sul de Ilhéus, que tal voto NÃO CONDIZ COM OS PRINCÍPIOS DA NOSSA ORGANIZAÇÃO. É inequívoco que sombreamento da faixa de areia causa prejuízos de ordem ambiental, econômica, turística e paisagística.

O GAP é um grupo ambientalista, formado por voluntários e além dos trabalhos nas áreas de Sustentabilidade e Resíduos Sólidos, tem um assento no CONDEMA (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), sendo representado pelos professores Emerson Nascimento de Geografia, e o Professor Joaquim Bastos, Mestre em Economia e ex-reitor da UESC, titular e suplente respectivamente, pessoas qualificadas e que tanto contribuem com a causa ambiental em nossa cidade.

O Grupo de Amigos da Praia, não concorda com a construção desse empreendimento ou de qualquer outro que cause SOMBRA NA PRAIA, pois não atenta às normas ambientais; entendemos que o parecer favorável da Câmara Técnica de Licenciamento, induziu o nosso conselheiro a erro.

Parabenizamos a Fundação Pau Brasil, instituição que votou contra o licenciamento que provocará sombreamento na faixa de areia, manteve discurso equilibrado, levando em conta a ameaça dos impactos ambientais negativos causados por construções litorâneas com padrões de altura excessivos.

E se ainda não bastasse, sofremos com ardilosas manobras internas na dinâmica de funcionamento do CONDEMA que impediu, neste caso, a participação democrática de representantes de diversas outras instituições na deliberação tendo em vista que houve alteração da modalidade virtual para presencial.

Por fim, esclarecemos que o Conselho da Política Pública do Meio Ambiente, em Ilhéus, é constituído de forma tripartite: Governo, representações do segundo setor (empresarial) e representações do 3º setor, que são as organizações da sociedade civil organizada, sendo que este último encontra-se em minoria; enquanto o Governo e a iniciativa privada se apoiam para aprovar todos os empreendimentos imobiliários, muitas vezes atendendo interesses de mercado em detrimento da coletividade , a comunidade mesmo tendo voto e voz não consegue evitar impactos negativos de certos licenciamentos, por ser constantemente voto vencido. O nome do Conselho que é de Defesa do Meio Ambiente, por vezes é desvirtuado.

Ainda que os técnicos estejam cumprindo, o que determina a defasada legislação municipal, entendemos que este ato apresenta somente benefício à especulação imobiliária, em detrimento da vida. Cabe ao Conselho da Política Pública em Defesa do Meio Ambiente, ponderar e ser mais exigente e especialmente no caso do nosso município, tratar de corrigir o Planejamento com a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano-PDDU que está vencido o prazo para revisão desde 2016, assim como, a LUOS que é a Lei Complementar de Uso e Ocupação do Solo, principalmente considerando todas as agressões que o município vem sofrendo com os grandes empreendimentos imobiliários, que agravarão à qualidade de vida da população que outrora já é deficitária.

Por mais que sejamos vozes discordantes e minoritárias continuaremos lutando em defesa da legalidade, da conservação da biodiversidade e da paisagem.

Somos a favor do desenvolvimento, contudo que seja sustentável, de fato, e não apenas no discurso, sendo lastreado por informações científicas que atentem para interesses coletivos, sempre se pautando na escuta democrática.

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