
Baseada na credibilidade e imparcialidade das empresas, sem relação com quaisquer grupos políticos, a parceria entre A TARDE e a Potencial Pesquisa alcançou até então a expressiva marca de mais de 95% de acerto nos levantamentos realizados nas eleições municipais deste ano.
Foram 22 levantamentos publicados pelo Grupo A TARDE em parceria com a Potencial, dos quais 10 feitos por telefone – todos refletindo os resultados das eleições – e 12 presenciais, onde em apenas um caso a pesquisa não coincidiu com o resultado das urnas. Nas eleições, a Potencial realizou um total de 65 pesquisas em 42 municípios.
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Entre os resultados do pleito apontados anteriormente pelas pesquisas da Potencial estão as vitórias de Bruno Reis, em Salvador, e Suzana Ramos, em Juazeiro, as reeleições de Elinaldo, em Camaçari, e Marão, em Ilhéus, além da decisão no segundo turno em Feira de Santana e Vitória da Conquista. Ainda haverá uma rodada em cada um dos municípios onde a disputa será resolvida no próximo domingo.
“A independência e imparcialidade do trabalho desenvolvido pela Potencial é que geram a credibilidade. Por exemplo: em uma das cidades em que a Potencial realizou pesquisas, duas coligações adversárias politicamente solicitaram junto ao TSE o relatório completo para subsidiar as ações de campanha. Isso nos deixa muito felizes, tranquilos, certos do caminho que estamos percorrendo e ainda mais motivados para seguir”, afirma o estatístico e especialista em marketing político Zeca Martins, sócio da Potencial.
A intensificação de pesquisas nas quais as entrevistas são realizadas por telefone atraiu críticas, a maioria delas exageradas e sem qualquer amparo metodológico. Em várias oportunidades, partidos e coligações induziram juízes e juízas eleitorais ao erro, com pedidos para suspender a divulgação ou impugnação de pesquisas sem quaisquer fundamentações, com argumentos falsos, frágeis e descabidos. Houve casos em que questionamentos idênticos foram indeferidos por um magistrado e deferidos por outro.
Colunista político de A TARDE há 12 anos e pós-graduado em marketing político, o jornalista Levi Vasconcelos acredita que a Justiça presta um grande desserviço à democracia ao contestar ou proibir pesquisas sérias.
“Não dá para misturar alhos com bugalhos, é preciso julgar com critério, e não sair proibindo tudo. Do jeito que vem sendo feito, colocam-se todos os levantamentos eleitorais sob suspeita, penalizando quem faz trabalho sério, muitas vezes porque o juiz, provocado pelos candidatos, não se vale de elementos suficientes para poder discernir quem tem ou não conhecimento técnico. A Justiça precisa estabelecer critérios, porque as campanhas estão cada vez mais judicializadas”. Levi destaca ainda que pesquisas feitas por institutos que trabalham corretamente representam para veículos de credibilidade um ganho expressivo para reafirmar o seu protagonismo na área de comunicação.
Abordagens
Pesquisas eleitorais têm diferentes abordagens e não há uma forma superior à outra, conforme especialistas, como o sociólogo e cientista político Antônio Lavareda, conselheiro da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep).
“O que eu sou enfático é em repelir a ideia, que circulou muito, de que as pesquisas telefônicas não seriam adequadas. São tão adequadas ou até mais do que as pesquisas presenciais, sobretudo na pandemia”, afirma Lavareda, também presidente do conselho científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe).
“A pesquisa com entrevistas por telefone é uma realidade há algum tempo. É conhecido e notório do mercado que grandes empresas nacionais e internacionais também utilizam a referida técnica para coleta de dados. Hoje em dia, não só pela tecnologia disponível e acessível, mas também pelos impactos que a pandemia do coronavírus causou no mundo”, acrescenta Martins.
Segundo o IBGE, atualmente 98% dos domicílios brasileiros têm pelo menos uma pessoa com linha de telefone celular, ou seja, a quase totalidade das residências é alcançada. Desta forma, com o telefone é possível atingir um número maior de bairros ou localidades.
Muitos críticos à abordagem por telefone reclamam da impossibilidade de o entrevistador apresentar aos entrevistados um cartão circular de resposta com a lista de candidatos para garantir a aleatoriedade e eliminar possíveis vieses. Nas pesquisas por telefone, o entrevistador é obrigado a ler os nomes. No entanto, o sistema da Potencial, por exemplo, apresenta os nomes de forma randômica: toda vez que é feita uma entrevista, os nomes dos candidatos aparecem em ordem aleatória para a leitura, eliminando qualquer viés de ordem, até com mais eficiência que no método de apresentação do cartão circular.
Vantagens
Também costuma ser mencionada a possibilidade de o entrevistado se cansar, ficar aborrecido com o entrevistador, desistir no meio ou escolher qualquer resposta só para encurtar a conversa. Essa probabilidade, porém, é muito maior em pesquisas presenciais, nos quais os instrumentos de coleta de dados (questionários) tendem a ter um número muito elevado de questões e, consequentemente, contribuem para uma entrevista mais longa. Os questionários aplicados em pesquisas telefônicas tendem a ser mais objetivos, com 8 a 10 perguntas, no máximo.
Além disso, nas pesquisas da Potencial, a entrevista não é feita por uma voz mecânica (URA), o que poderia lembrar um telemarketing, muito rejeitado pelos brasileiros. As entrevistas são realizadas por equipes de entrevistadores devidamente treinadas para este tipo de abordagem. A coleta de dados é registrada em um sistema de pesquisa específico para este fim. Todas as entrevistas são fiscalizadas in loco pela supervisão, além de verificadas em 100% através de monitoramento online via sistema. Aproximadamente 30% das entrevistas são auditadas.
“Os contratantes devem estar atentos para separar o joio do trigo, o que significa dizer que há empresas que prezam pela qualidade em todo o processo, que é extremamente complexo. Na sua essência, requer que os entrevistadores tenham uma qualificação necessária à conversação e compreensão do fenômeno em estudo, bem como uma equipe de controle de qualidade que garanta que os resultados efetivamente reflitam as opiniões dos entrevistados”, diz Renê Pimentel, sócio da Potencial.
Diferentemente da prática de mercado, a Potencial tem em seu quadro societário um profissional estatístico especializado em marketing político filiado ao Conselho Regional de Estatística (Conre) e Associação Brasileira de Consultores Políticos (Abcop). Responsável por assinar tecnicamente as pesquisas, Martins planeja, coordena e supervisiona todo o processo, desde a elaboração do instrumento de coleta de dados, seleção e capacitação da equipe de entrevistadores, até o processamento e interpretação dos dados.
Nas eleições de 2006, Martins foi o responsável pelo único estudo que apontava a vitória de Jaques Wagner (PT) no 1º turno. Com entrevistas telefônicas, foram pesquisados mais de 160 municípios, o que é praticamente inviável realizar de maneira presencial, não apenas pelo custo envolvido, mas também pelo tamanho do estado e o tempo necessário para alcançar tal número de localidades.
Informações do Jornal A Tarde

Franklin Deluzio é graduado em Filosofia (UESC), possui graduação incompleta em Física pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), como também graduação incompleta em Licenciatura Interdisciplinar pela (UFSB), é Especialista em Gestão Pública Municipal (UESC), Conselheiro de Saúde, Fiscal do Sistema E-TCM, Design Digital Júnior, Design Editorial Júnior, Servidor Municipal de Ilhéus/BA e estrategista em Geomarketing Eleitoral. DRT n. 0007376/BA.
Áreas de interesse: Ufologia, Gestão e Desenvolvimento Urbano, Políticas Públicas, Plano Diretor, Administração de Recursos, Gestão Logística, Filosofia da Educação, Existencialismo, Ética e Discurso, Filosofia da Ciência, Meteorologia, Poder, Verdade e Sociedade em Foucault, Filosofia Jurídica e autores como Heidegger, Bauman, Habermas, Foucault, Derrida, Deleuze, Sofistas, Nietzsche, Sartre, Hannah Arendt, Freud, Carlos Roberto Gonçalves e Giovanni Reale.
Infelizmente em 2020 com a pandemia o mundo parou e
mudou a vida financeira da população e muitos fechando
os seus negócios ou migrando 100% para o mundo digital.
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Obrigado pela informação.