Sindicância é instaurada para apurar liberação de remédio a médico que morreu, diz Sesab

O Secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, afirmou que uma sindicância foi instaurada para apurar a liberação de hidroxicloroquina e azitromicina para o médico que morreu em Ilhéus, após ser diagnosticado com Covid-19.

O médico Gilmar Calazans, de 55 anos, era hipertenso e diabético, e morreu na manhã da última segunda-feira (20). Na manhã do dia seguinte, Fábio Vilas-Boas afirmou que o homem realizava o tratamento com hidroxicloroquina e azitromicina na própria casa, estava respondendo bem, quando sofreu um mal súbito.

Na postagem, o secretário diz que suspeita que o mal súbito teria sido provocado pela utilização dos dois medicamentos. “Ele estava melhorando da Covid. Para mim o mecanismo de morte é altamente sugestivo de arritmia por efeito adverso da medicação”, escreveu. Na postagem da noite de terça, o secretário destaca que o caso do médico não se tratou de automedicação, já que ele tinha receita para uso dos medicamentos, fornecida por um colega. “Deixando claro que NÃO SE TRATOU DE AUTOMEDICAÇÃO. Ele obteve acesso a receita emitida por um colega do hospital. A medicação foi dispensada pela farmácia da unidade, irregularmente, haja vista que o protocolo SESAB é exclusivo para internados. Uma sindicância foi instaurada”, afirmou o secretário.

Informações do Infosaj

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