Fossa séptica: saída para evitar ligações clandestinas de esgoto

As ligações clandestinas de esgoto na rede de drenagem pluvial são práticas inadequadas que se tornaram habituais em diversas localidades, inclusive em Ilhéus. A realidade é que muitas residências possuem ligações em contato direto com o meio ambiente, fato que desencadeia uma série de problemas de saúde, além de acarretar danos por meio da contaminação de córregos, mangues, praias e rios. 

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento Básico da Bahia (Embasa), concessionária do serviço de esgotamento sanitário em Ilhéus, anuncia que possui um cronograma em atendimento ao contrato de renovação firmado com o Município por 30 anos. Segundo a Embasa, 57% das ligações de água têm coleta e tratamento do esgoto em Ilhéus.

A nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) está em fase de implantação para atender a zona sul da cidade, o que elevará o percentual de cobertura de saneamento básico de Ilhéus para 80%. De acordo com a Embasa, a nova ETE, localizada na rodovia Ilhéus-Buerarema, em frente ao residencial Sol e Mar, terá a implantação prevista para ser concluída em maio deste ano, para onde o esgoto da zona sul será direcionado. A equipe da concessionária tem atuado de porta a porta orientando a população sobre a importância da coleta e destinação adequada do esgoto.

“O morador deve interligar o seu esgoto à rede adequada, cujo prazo, após a notificação, não deverá exceder 90 dias, caso contrário, a conduta resultará em crime ambiental. Lembrando que o esgoto tratado melhora a qualidade de vida e diminui os casos de doenças causadas pelo contato direito com a água contaminada”, explica o gerente da unidade regional da Embasa, Felipe Madureira

No entanto, até a implantação, os moradores e aqueles que ainda não têm a cobertura da rede coletora de esgoto, devem apresentar uma solução individual, por meio de unidades de tratamento primário de esgoto doméstico, poço ou fossa séptica, para tratar dejetos humanos e não jogá-los em canais abertos ou na rede de drenagem pluvial.

O gerente da Embasa informa que os efluentes lançados das galerias pluviais deveriam levar apenas água da chuva para o mar, todavia, também transportam dejetos. “A interligação do esgoto no sistema de drenagem pluvial causa sérios problemas, como entupimento e mau cheiro. O gás expelido também compromete a rede de concreto, ocasionando buracos nas vias públicas e onerando os cofres públicos com custos de intervenção”, explicou.

Febre Tifoide, cólera, giardíase e hepatite são algumas das doenças causadas pelo contato direto com o esgoto lançado sem tratamento.

A superintendente de Meio Ambiente de Ilhéus, Joélia Sampaio, esclarece que o problema persiste há décadas, contudo, os órgãos competentes seguem atuando no controle da ação. “Ao longo dos anos alguns moradores popularizaram a conduta de acoplar o esgoto à rede pluvial. Como forma de frear essa ação nociva, requeremos aos proprietários de grandes empreendimentos a instalação de estação de tratamento de esgoto, cuja eficácia é de 98,98%. Diante da identificação e continuidade dessa atividade, houve uma solicitação por parte do Município para ampliação da rede de coleta e tratamento nas localidades descobertas da cidade”.

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