Wallace vira paratleta em Triathlon por conhecer o paradesporto em uma ONG

Crédito: Arquivo Pessoal de Wallace Gonçalves Viana

Wallace restabeleceu e logo em seguida ficou sem falar, respirando somente através de ajuda de aparelho por um ano e sete meses, porém com dificuldade, pois seus pais não tinham condições financeiras.

“Iniciei no futebol de salão em 2009 até 2011, por meu ídolo ser o Romário. No Triathlon iniciei em 2015 após estar 100% restabelecido”, diz Wallace.

Após o acidente, Wallace conheceu uma ONG, escola de paradesporto, em Porto Seguro com matriz em São Paulo que lhe proporcionou essa possibilidade. Sendo que ele diz que a melhor parte do treino é a natação, devido a flexibilidade dos movimentos como a respiração e os movimentos do corpo. A pior é a corrida, devido a exposição no sol constante, chuva ou frio.

Sua rotina de preparação começa pela alimentação (café da manhã reforçado e uso de suplementos para manter a resistência) e estar sempre disposto para um novo dia, e dormir bem.

Quando questionado sobre aposentadoria, Wallace diz que ainda está cedo (risos), e ainda diz que o melhor no Triathlon é que não funciona como no futebol, que encerram a carreira cedo.

“As dificuldades que eu tenho são devido os apoiadores que são poucos, não supre as minhas despesas, infelizmente o local para os treinos são 100% acessíveis somente em São Paulo no CET Paralímpico”, diz Wallace.

“O Wallace desde o início que iniciamos os treinos, inclusive com toda equipe, percebi uma dedicação maior por parte dele, sempre acreditando no seu potencial e com grande confiança, isso fez com que ele chegasse ao topo, como atleta profissional, vice campeão em 2018 na sua categoria e já indo participar no Pan em 2019”, diz o técnico Hilton Lopes.

“Primeiramente sempre agradecer a Deus, à sua família e nunca desista dos seus sonhos, sempre siga em frente, com pensamento positivo”, finaliza Wallace ao site torcedores.

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