17 de setembro de 2026


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Foto: Clodoaldo Ribeiro

Em janeiro de 2022, 9.636 pessoas morreram na Bahia. Foi o mais letal no estado dos últimos 19 anos, levando em consideração os dados para o primeiro mês de cada ano desde 2003, quando teve início a série histórica da Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Estado da Bahia (Arpen/BA).
Entre as causas dos óbitos, a pneumonia aparece em primeiro, como a  doença que mais matou os baianos no mês passado – com 947 óbitos, mais que o dobro do registrado em janeiro de 2021, quando 455 pessoas faleceram por esse motivo.

Em segundo lugar como causa dos óbitos está a septicemia, uma enfermidade que ocorre quando há uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma infecção no corpo. Foram 805 casos registrados no estado. Em terceiro, estão as doenças cardiovasculares e o AVC, responsáveis, juntos, pela morte de 1.353 pessoas.

Fechando o ranking das cinco doenças mais fatais no estado em janeiro último, em quarto e quinto lugares, respectivamente, estão mortes por insuficiência respiratória (638) e pela covid-19 (561).

A Arpen-BA adverte que o número de óbitos registrados em janeiro de 2022 pode aumentar, assim como a variação da média anual e do período. Isso porque os prazos para registros de óbitos chegam a prever um intervalo de até 15 dias entre o falecimento e o lançamento do registro na base de dados dos cartórios brasileiros.

Pneumonia 

No caso da pneumonia, principal causa de morte de baianos no mês passado, a doença pode ter origem a partir de infecção por vírus, bactérias e fungos. Os sintomas mais frequentes são mal-estar, fraqueza, secreção, febre e tosse. Para a pneumologista Larissa Voss Sadigursky, do Hospital Santa Izabel, o aumento de casos de covid-19 e da gripe pelo vírus influenza H3N2 está relacionado com a alta nos casos de pneumonia e, consequentemente, com a elevação dos óbitos.  

“As medidas restritivas foram afrouxando e temos uma maior quantidade de vírus circulante. Com a maior exposição da população, há aumento da quantidade de doenças respiratórias virais, que causam um desbalanço no sistema imunológico e favorece o crescimento de bactérias, aumentando os casos de pneumonias bacterianas”, esclarece Larissa.  

Segundo a pneumologista, o tratamento para a doença é feito   a base de antibióticos, antivirais e antifúngicos, a depender do caso. Para as pessoas acima de 60 anos, existe  vacina que protege contra as formas mais graves de pneumonia bacteriana, a mais comum nos pacientes. 

Informações do Correio

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