
Ao encontrar três mulheres – a ex-lavadeira do Salobrinho, Valderez Teixeira, e as marisqueiras da Vila Juerana, Dona Dená e dona Maria – integrantes da banda Mulheres em Domínio Público, de Ilhéus, sul da Bahia, acessaram suas memórias dos cantos de trabalho que embalavam seus afazeres. Esses encontros, as cantigas e os bastidores da criação das releituras musicais que deram origem ao projeto musical “Sindô lê lê”, são contados no documentário “Os cantos que poetizam a vida”, premiado pelo Calendário das Artes – 2020, edital da Fundação Cultural do Estado da Bahia. O vídeo está disponível em https://youtu.be/pBh1OncTgsE
A pesquisa que deu origem à banda teve início em 2011, dadas as reflexões sobre protagonismo feminino na cena cultural já pulsantes naquela época. O ineditismo da proposta se deve ao destaque às releituras do cancioneiro local, o que buscou dar visibilidade à memória de mulheres que têm em seu ofício a relação com a natureza, além de reconhecer as suas contribuições como agentes formadores da região.
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A partir dos encontros, o grupo criou releituras de 16 cantigas com base na memória dessas três personagens presentes no documentário. São cantos de trabalho, cantos de abater, excelências e sambas de roda que poetizam os dias e animam a lida diária dessas mulheres. Assim, nasceu “Sindô lê lê”, espetáculo musical da banda Mulheres em Domínio Públicos, capitaneada por quatro cantoras e quatro músicos da região, unidos por interesse de pesquisa musical desta natureza.
O documentário, com duração de 16 minutos, conta os bastidores da pesquisa, dos shows de estreia, a formatação do espetáculo e as equipes envolvidas, a gravação do EP e a repercussão desse trabalho que extrapola a criação musical, buscando contribuir com a memória desses cantos de trabalho que embalavam trabalhadoras e trabalhadores no sul da Bahia, e que sobrevivem no imaginário de gerações. O vídeo tem roteiro de Sílvia Barreto, Tacila Mendes e Cris Passos, e edição de Sílvia Barreto. O vídeo também está disponível no canal do YouTube da Funceb.
Mulheres em Domínio Público – A banda de Ilhéus se dedica a experimentações sonoras dando seu olhar sobre músicas de domínio público. Neste primeiro trabalho, faz uma homenagem ao cancioneiro regional, conferindo um toque de contemporaneidade, por meio de uma roupagem musical rica em diversidade de ritmos. A formação atual é composta por Cris Passos, Geisa Pena, Ingrid Luíse e Tacila Mendes nos vocais e por Marcelo Santana (guitarra/violão), Danilo Ornelas (baixo), Lula Soares Lopes (bateria) e Igor Péca (Percussão). Em 2019, lançou o EP “Sindô lê lê”, disponível nas principais plataformas digitais. Para mais informações sobre a banda, acesse www.mulheresemdominiopublico.com.br, inscreva-se no canal do YouTube e acompanhe as redes sociais em facebook.com/MulheresemDominioPublico ou Instagram @mulheresemdominiopublico.

Franklin Deluzio é graduado em Filosofia (UESC), possui graduação incompleta em Física pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), como também graduação incompleta em Licenciatura Interdisciplinar pela (UFSB), é Especialista em Gestão Pública Municipal (UESC), Conselheiro de Saúde, Fiscal do Sistema E-TCM, Design Digital Júnior, Design Editorial Júnior, Servidor Municipal de Ilhéus/BA e estrategista em Geomarketing Eleitoral. DRT n. 0007376/BA.
Áreas de interesse: Ufologia, Gestão e Desenvolvimento Urbano, Políticas Públicas, Plano Diretor, Administração de Recursos, Gestão Logística, Filosofia da Educação, Existencialismo, Ética e Discurso, Filosofia da Ciência, Meteorologia, Poder, Verdade e Sociedade em Foucault, Filosofia Jurídica e autores como Heidegger, Bauman, Habermas, Foucault, Derrida, Deleuze, Sofistas, Nietzsche, Sartre, Hannah Arendt, Freud, Carlos Roberto Gonçalves e Giovanni Reale.