Saúde

Demora no diagnóstico de câncer leva à mastectomia em 70% dos casos

Demora no diagnóstico de câncer leva à mastectomia em 70% dos casos 1

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) alerta que em 70% dos casos de câncer de mama diagnosticados no país a mulher passa por uma mastectomia (remoção total da mama). O principal motivo é que a doença é identificada em estágio avançado.

Para a sociedade, esse índice está ligado à dificuldade do diagnóstico precoce e demora ao acesso a consultas, exames, biópsia e tratamento. Pesquisas internacionais apontam que se o tumor é descoberto logo no início – com menos de 2 centímetros – as chances de cura podem chegar a 95%, conforme a sociedade. Continue lendo

NACIONAL: Pesquisadores brasileiros mostram tratamento que elimina o HIV

NACIONAL: Pesquisadores brasileiros mostram tratamento que elimina o HIV 2

Um grupo de pesquisadores brasileiros ligados à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está muito perto da cura esterilizante do HIV, ou seja, de eliminar completamente o vírus que causa a Aids.

A pesquisa foi apresentada na segunda-feira (30/04) em São Paulo, em um congresso organizado pela Sociedade Brasileira de Infectologia e Sociedade Brasileira de Hepatologia.

Há cerca de seis anos, os cientistas liderados pelo médico infectologista Ricardo Sobhie Diaz tentávam entender por que os medicamentos disponíveis no mercado não eliminam completamente o vírus para, a partir desta informação, criar uma droga capaz de curar uma pessoa portadora de HIV.

“Nós precisávamos determinar quais são as barreiras que impedem a cura com o tratamento convencional, porque quando o paciente está tomando o coquetel, mesmo que a carga viral seja indetectável, o vírus ainda está lá”, explica Ricardo Sobhie Diaz.

Essas barreiras deixaram de ser um mistério nos primeiros anos de pesquisa. A equipe descobriu que o vírus HIV consegue enganar os antirretrovirais.

Os remédios destroem os vírus que estão se multiplicando, então, para se esconder, o HIV fica quieto, sem se multiplicar e aparecer. Além disso, ele se esconde em células onde os antirretrovirais não conseguem atuar, como cérebro, intestino, ovários e testículos.

“Quando o paciente para de tomar o coquetel e o medicamento não entra mais no organismo, o vírus volta a aparecer e a se multiplicar rapidamente”, diz o médico. Continue lendo

HRCC adota modelo internacional de triagem

HRCC adota modelo internacional de triagem 3

O padrão definido pelas normas internacionais e determinado pelo Ministério da Saúde é o modelo de identificação de prioridades adotado pelo Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), de Ilhéus, na triagem dos seus usuários. Denominado Protocolo de Manchester, o modelo utiliza cinco cores, cada cor representa os casos, pelo grau de gravidade, definindo assim a ordem de atendimento. Para isso, a unidade investiu em tecnologia, com a aquisição do Sistema Manchester de Classificação de Risco, que determina a prioridade clínica garantindo que o atendimento ocorra no tempo adequado.

“A triagem não é feita por ordem de chegada. É determinada a partir da gravidade dos casos. É colocado um adesivo na ficha de identificação com a cor correspondente à gravidade dos sintomas identificados. A cor do adesivo define a prioridade no atendimento”, explica a diretora de Enfermagem do HRCC, Rusiner Rehem.

Na triagem é avaliado o potencial de risco e o grau de sofrimento do usuário, para a definição da prioridade. Dessa forma, nos casos de maior gravidade, definidos como de emergência, é utilizado adesivo da cor vermelha e os usuários terão atendimento imediato. Nos casos sinalizados com adesivos da cor laranja (muito urgente), os usuários terão que ser atendidos no período máximo de 10 minutos; amarelo (urgente), em até uma hora; verde (pouco urgente), em até duas horas; e azul (não urgente), no limite de quatro horas.

Ao chegar ao HRCC, o usuário é encaminhado à triagem, para uma avaliação do seu quadro clínico geral. É essa avaliação que, cumprindo o Protocolo de Manchester, definirá a prioridade de atendimento e a especialidade para qual o usuário será conduzido. Continue lendo

ILHÉUS: Ex-secretário desmente mais uma notícia falsa do governo Marão

ILHÉUS: Ex-secretário desmente mais uma notícia falsa do governo Marão 4

O ex-secretário de saúde de Ilhéus, José Antônio Chagouri Ocké, classificou como um absurdo à informação veiculada pela Prefeitura Municipal no dia 18 de abril intitulado “Banco do Pedro após oito anos sem atendimento ganha Mutirão da Saúde”. Para o ex-secretário, a atual administração tenta a todo custo colocar a culpa do seu fracasso na gestão anterior e para isso utiliza de declarações inverídicas que não condizem com a verdade.

A nota causou surpresa no ex-secretário já que durante a gestão passada foram oferecidos diversos serviços à comunidade através de atendimentos regulares, com equipe composta pela enfermeira Juliana Lopes, uma técnica de enfermagem e dois agentes comunitários de saúde que realizavam o atendimento periódico à população. Além disso, eram realizados mutirões que ofereciam serviços de vacinações, exames preventivos, testes de glicemia, verificação de pressão arterial, acompanhamento do programa bolsa família, consultas com nutricionistas e consultas médicas. Os últimos mutirões foram ofertados nos dias 21 de março, 24 abril, 29 de julho e 29 de setembro de 2016, desmentindo assim a informação divulgada pelo atual governo.

Vale lembrar que, durante a gestão do prefeito Jabes Ribeiro, foi inaugurado o Posto de Saúde do Banco do Pedro. O prédio do munícipio, que se encontrava abandonado, foi reformado e ampliado com recursos próprios, possibilitando dá uma maior comodidade e prestação de serviços de qualidade aos moradores. Com o objetivo de atender a demanda dos distritos e saber as necessidades dos pacientes, semanalmente eram realizadas reuniões com os administradores locais. As marcações de consultas eram feitas pela Secretaria de Saúde, em que as guias eram encaminhadas pelos Agentes Comunitários de Saúde e pelas enfermeiras como forma de simplificar o atendimento. Continue lendo

ITABUNA: Vigilância Epidemiológica descarta possibilidade de paciente infectada por H1N1

ITABUNA: Vigilância Epidemiológica descarta possibilidade de paciente infectada por H1N1 5

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Itabuna descartou o caso de uma mulher, 30 anos, como sendo H1N1, como preliminarmente diagnosticada na UPA 24 Horas. A paciente sofre crise asmática desde a infância.

Ela foi removida para o Hospital Regional da Costa do Cacau para tratamento. No seu caso, os médicos seguiram o protocolo da Secretaria de Saúde da Bahia.

No caso das três crianças internadas, em Itabuna, no Hospitais Manoel Novaes, com suspeita da gripe H1N1, também se seguiu o protocolo com a realização de exames sorológicos no Laboratório Centro do Estado (Lacen), em Salvador.

Como no caso da paciente adulta, as crianças apresentavam febre alta e constante, tosse e cefaleia (dor de cabeça intensa). Tais sintomas levaram o médico plantonista a suspeitar da contaminação pelo vírus. Neste ano, a Bahia já registrou 12 casos de H1N1 confirmados. Continue lendo

HRCC inicia processo para implantação da comissão de doação de órgãos

HRCC inicia processo para implantação da comissão de doação de órgãos 6

Foto: GOV/BA

O Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, vai se integrar à rede de doação de órgãos e tecidos para transplantes. Profissionais da unidade estão sendo habilitados para integrarem a Comissão que vai atuar nos casos em que forem identificados potenciais doadores, sensibilizando as famílias para que a doação ocorra.

Médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos compõem a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), que está sendo formada no HRCC, que já está credenciado como uma das unidades do Estado para a captação de órgãos e tecidos.

O diretor-geral do HRCC, Hernani Vaz Krüger, explica que a comissão é fundamental no processo de acolhimento, conscientização e sensibilização dos familiares que perderam um ente querido.

“O trabalho desempenhado pela CIHDOTT é muito importante dentro da unidade hospitalar. O HRCC é referência para urgência/emergência de média e alta complexidade. Em algumas situações atende pessoas que mesmo com toda assistência prestada não conseguem sobreviver. É fundamental que a unidade disponha de uma equipe apta a dialogar com as famílias enlutadas, a fim de ajudá-las a compreender a importância da doação”, enfatiza. Continue lendo

Campanha de vacinação leva ilheenses aos postos de Saúde

Campanha de vacinação leva ilheenses aos postos de Saúde 7

Foto: Clodoaldo Ribeiro

Já nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (24), Maria de Fátima, de 63 anos foi uma das primeiras a receber a vacina contra a gripe. Idosa e hipertensa, a aposentada preferiu ir logo à sala de vacinação e garantir sua dose. “Depois a coisa fica feia né, muita gente nos postos. Todo ano eu tomo a vacina certinha”, justificou. Segunda-feira, dia 23, marcou o início da 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza – o vírus da gripe. “Eu vim até aqui para agendar e saber que dia eu poderia vir tomar a vacina. Mas, quando cheguei, me informaram que eu já poderia ficar na fila e ser vacinada hoje mesmo. Todo ano eu tomo a vacina certinho porque é muito importante se prevenir dessas viroses”, argumenta a autônoma Maria José dos Santos, de 50 anos.

A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS) informou que a campanha vai até 1º de junho e devem ser imunizados, idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional. O dia 12 de maio (Dia D) será a data da mobilização nacional. A estudante Viviane Santos, de 22 anos, conta que veio trazer seu bebê de um aninho para um acompanhamento de rotina. “Fiquei sabendo dessa vacinação hoje e já aproveitei a vinda para imunizá-lo. É bom. Assim, ele fica mais protegido”, disse.

Walkiria Cardeal é a chefe da seção de Imunização da secretaria municipal de Saúde (Sesau). Ela ressalta que para o grupo de pessoas com doenças crônicas (como o diabetes) e outras condições clínicas especiais também deve receber a vacina. “Neste caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no posto de saúde. Já os pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos de saúde em que estão registrados para ganhar a dose, sem a necessidade de receita”, orienta.

Nos postos – A chefe da seção acrescenta ainda que a vacina está disponível no Centro de Atendimento Especializado-CAE III (prédio da antiga Fundação Sesp), nos PSF dos bairros da Conquista, Ilhéus II e Nossa Senhora da Vitória e também nas unidades do CSU, Olivença e Morada do Porto – no Banco da Vitória. Já na zona rural, a primeira semana de imunização acontece nas localidades, Aritaguá, São José, Sambaituba, Vila Olímpio, Campinhos, Urucutuca e Ribeira das Pedras. “A Campanha será realizada no período ideal, antes do pico de transmissão do vírus influenza no Brasil, que ocorre no mês de julho”, destaca. Continue lendo

Secretaria da Saúde do Estado registra 53 casos de H1N1

Secretaria da Saúde do Estado registra 53 casos de H1N1 8

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) informa que até o dia 14 de abril deste ano foram notificados 323 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 31 óbitos. Dentre esses casos, 65 foram confirmados para Influenza, sendo 53 pelo subtipo A H1N1, com 12 deles evoluindo para óbito.

No mesmo período de 2017 foram notificados 146 casos de SRAG, com 11 óbitos. Dentre eles, 13 foram confirmados para Influenza sem registro de óbitos, sendo dois casos de Influenza A H1N1.

Foram confirmados casos de H1N1 em 16 municípios e os óbitos ocorreram em cinco deles. Salvador registrou oito (8) óbitos. Os outros municípios foram Camaçari (1); Lauro de Freitas (1); Saúde (1) e Serrinha (1).

Cinco dos 12 óbitos foram registrados em pessoas maiores de 60 anos, enquanto três deles em menores de dois anos. Além disso, duas mortes foram em pacientes entre 20 a 29 anos, um óbito na faixa etária de 2 a 4 anos e outra morte notificada entre pacientes de 40 a 49 anos. Conforme diz a Sesab BA.