Publieditorial

Retóricas sobre a Ciência

Retóricas sobre a Ciência 1

Maria Lúcia de Arruda Aranha é Formada em Filosofia pela PUC-SP, Lecionou no Ensino Médio até a aposentadoria. Em parceria com Maria Helena Pires Martins, é autora de “Filosofando – introdução à filosofia” e “Temas de filosofia”. Maria escreveu também as obras “Filosofia da Educação” e “História da Educação e da Pedagogia – Geral e Brasil”.

Maria Helena Pires Martins nasceu na cidade de São Paulo em 1943. Filha de professora, foi educada na escola pública até o final da oitava série. Terminou o antigo colegial nos Estados Unidos e, voltando, formou-se em Filosofia em 1969. Nesse meio tempo, casou-se e teve dois filhos, morou em Belém do Pará e em Recife. Começou a lecionar na PUC-SP em 1972, indo, em1975, para o Mackenzie.

A partir de 1976, deu aula para o colegial, tanto de História da Arte e Estética, quanto de Filosofia e Inglês, em várias escolas de São Paulo: Palmares, Sagarana, Galileu Galilei. Ao mesmo tempo, dava aulas na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), onde fez mestrado em Artes (1976), doutorado em Artes (1988) e defendeu o título de livre-docente em 1997.

O presente texto aborda explicitamente como a ciência buscar compreender o que é real de modo em que se é dotado de razão, passando a ver as relações que o universo nos mostra e que são indispensáveis entre os fenômenos, assim permitindo antever a ocorrência e, principalmente, a forma de agirmos sobre a natureza. No entanto, a ciência usa procedimentos intransigentes e chega um arquétipo de conhecimento metódico, imprescindível e decisivo.

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Fluxos Lógicos: O Nascimento e as Trocas de Experiências

Marilena de Souza Chaui (Pindorama, 4 de setembro de 1941) é uma filósofa e ex-professora universitária brasileira. Filha do jornalista Nicolau Alberto Chaui e da professora Laura de Souza Chaui. Foi casada com o jornalista José Augusto de Mattos Berlinck, com quem teve dois filhos – José Guilherme e Luciana. Atualmente é casada com Michael Hall, historiador e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O presente texto aborda explicitamente como a lógica se apresenta de forma clara perante a conclusão de uma causa ou motivo repassado aos indivíduos da discussão. As palavras denotam a expressão de que seria a conclusão de alguma coisa que, por exemplo, o João e a Maria sabem como se estivesse relatando: sabendo que a Maria é o que pensa, o que deseja, o que te faz feliz, o que te deixa entristecida, o que costuma dizer, ouvir, fazer, assim podemos perceber o que está agora, dessa forma passando a dá uma entonação de que é evidente que a Maria e o João disseram isso, entretanto, era de se esperar que eles falassem.

É sabido que aparentemente exista uma conclusão que, portanto, deveria ser algo óbvio. Não é lógico, contudo, indica o contrário. Entende-se que não podemos afirmar conhecer totalmente para saber exato se é lógico ou não. Ao dizermos o termo (lógica) se refere à retomada a tradição do pensamento que se origina na Grécia.

Se pararmos para realizar uma análise do discurso entre os enunciados das ocasiões, percebemos que ao conversamos, interagimos, falamos algo e logo em seguida a reação é afirmar que, não. As coisas não tendem a ser dessa maneira. Portanto, aquilo não tem lógica, ou seja, não tem lógica.

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O que é uma pesquisa quantitativa e pesquisa qualitativa? Entenda essas duas expressões a partir do olhar afroativista de Elder Ribeiro

O que é uma pesquisa quantitativa e pesquisa qualitativa? Entenda essas duas expressões a partir do olhar afroativista de Elder Ribeiro 2

As pesquisas qualitativas têm caráter exploratório: estimulam os entrevistados a pensar e falar livremente sobre algum tema, objeto ou conceito. Elas fazem emergir aspectos subjetivos, atingem motivações não explicitas, ou mesmo não conscientes de forma espontânea.

As pesquisas quantitativas são mais adequadas para apurar opiniões e atitudes explicitas e conscientes do entrevistado, pois utilizam instrumentos padronizados (questionários). São utilizados quando se sabe exatamente o que deve ser perguntado para atingir os objetivos da pesquisa.

No questionário das pesquisas qualitativas geralmente as informações são coletadas através de um roteiro. As opiniões dos participantes são gravadas e posteriormente analisadas.

Na quantitativa as informações são colhidas através de um questionário estruturado com perguntas claras e objetivas. Isto garante a uniformidade de entendimento dos entrevistados. Continue lendo

MEMÓRIAS E NARRATIVAS: INFLEXÕES DA LITERATURA COMPARADA

BRAIT, Beth. Os textos chamam, a memória responde. DOSSIÊ. Todas as letras, V.14, n.2, p.125 – 137, 2012.

Elder Ribeiro

Maxsuel Fernandes

Márcio Sena

Liverson Oreste

Luan Jesus

Acadêmicos do Bacharelado Interdisciplinar em Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas – CECULT/UFRB 

Como será vista na história da literatura comparada as reflexões de Beth Brait, a única vertente epistemológica e teórica? A linguagem artística do dia-a-dia? Bom ou mau, as relações dialógicas, discursivas e ideológicas? Sobre um ponto não há dúvida: é uma construção da memória de presença do outro como fonte de motivação do texto. Os textos chamam, a memória responde, da autoria de Beth Brait – Livre Docente da Universidade de São Paulo – USP, na área de Literatura Comparada – Publicado no Brasil pela Revista Todas as Letras da Mackenzie, 2012.

Segundo, Beth Brait “as relações dialógicas, discursivas, dialógicas, formas de presença, do discurso no discurso, da enunciação na enunciação, do discurso sobre discurso, da enunciação sobre enunciação”. (Brait, 2012, p.125).

O Dossiê da Pesquisa de “Beth Brait” retrata a importância da memória figurativa, pelo processo de ensino aprendizado aos enunciados das diversas formas de comunicações ideológicas, das identidades e diversidades, que são elaboradas a partir do estudo investigativo de campo, e como as culturas e os fatores sociais corroboram para a difusão do conhecimento.

A autora viaja no mundo das mediações dialógicas, com ela carrega uma grande bagagem, sendo profissional e pela competência de rescrever os seus estudos sobre as literaturas comparadas, e assim, o principal papel de corroborar os estudos interdisciplinares e os espaços de interconhecimento na literatura. O Dossiê bastante atual de recortes pertinentes na campanha da carreira (não propriamente a vida) do protagonismo até o ano em que foi publicado. É um dossiê que corresponde nacionalmente como um viés da literatura e cultura nacional. É literalmente refinada aos seus estudos, usa com frequência o “discurso critico” e as frases de feito que adornam o seu trabalho acadêmico e atinge o alvo. Continue lendo

De onde vem nossa energia? por Nailton Costa

De onde vem nossa energia? por Nailton Costa 3

Matriz energética é o conjunto de todas as formas de energia que um país produz e consome. Nos dias contemporâneos, o Brasil apresenta uma complexa e diversificada matriz energética. Posto que, o setor energético brasileiro é composto por fontes não renováveis e fontes renováveis. As fontes energéticas não renováveis, ou fósseis, são: petróleo e seus derivados, gás natural, carvão mineral e derivados, urânio e derivados. Porém, esta fonte é mais poluente, haja vista que, emitem gases que causam efeito estufa à camada de ozônio, e consequentemente influenciam nas mudanças climáticas.

À vista disso, matriz energética é um assunto estratégico, pois envolve um tripé do desenvolvimento sustentável, a saber, economia, meio ambiente e a propriamente a sociedade que demanda muita energia. Entretanto, os países necessitam se desenvolver, crescer seu PIB, para que não entre em problemas sociais como desemprego, inflação, entre outros, prontamente percebemos que a matriz energética é estratégica e deve ter um nível de consumo moderado, bem como, o uso de novas tecnologias para essa questão em foco (TOLMASQUIM, 2003).

As fontes renováveis são: hidráulica e eletricidade, lenha e carvão vegetal, biomassa, eólica e solar. Atualmente, 43,5% da demanda total de energia do Brasil vêm de fontes renováveis.Entretanto, parcela expressiva do setor energético brasileiro vem da hidrelétrica. Mas, contudo, apesar de ser uma fonte de energia limpa, a produção de usinas hidrelétricas, causam vários impactos sócio-ambientais como: supressão de matas e florestas nativas, desequilíbrio ecológico, alagamentos e deslocamento de povos e etnias do seu habitat natural como índios, quilombolas e ribeirinhos.

Todavia, faz-se necessário, o Estado brasileiro em parceria com os investidores externos, consolidar e ampliar a oferta de energia limpa como energia eólica e energia solar. Visto que, o Brasil tem vasto potencial para produção em grande escala e contribuir para mitigar a emissão dos (GEE), gases do efeito estufa. Continue lendo

Documentário sobre Alain Ducasse é destaque de festival de cinema, Ilhéus está presente na produção

Documentário sobre Alain Ducasse é destaque de festival de cinema, Ilhéus está presente na produção 4

Longa de Maistre gravou Ducasse no Brasil

Reconhecido como um dos maiores chefs da gastronomia mundial, Alain Ducasse ganhou um documentário inédito sobre sua vida e carreira. Intitulado “A Busca do Chef Ducasse”, o filme é destaque da programação do Festival Varilux de Cinema Francês de 2018. O evento, que ocorre simultaneamente em 62 cidades brasileiras, será realizado de 7 a 20 de junho.

Dirigido por Gilles Maistre, o longa não tem uma pegada jornalística, como explica o cineasta francês. “Queria algo sentimental e não investigativo. Não é totalmente ele, mas a visão que tenho dele”, explica.

O Brasil está presente na produção. Em Ilhéus (BA), na Bahia, Ducasse acompanhou o processo de colhimento de cacau até o produto final. Já no Rio de Janeiro, cozinhou no Refettorio Gastronomotiva, restaurante comunitário que reaproveita alimentos que seriam descartados dos supermercados.

Além do Brasil, a equipe do filme acompanhou o premiado chef em viagens aos Estados Unidos, China, Mongólia, Reino Unido, Filipinas e Japão. Em paralelo, faz um recorte da trajetória de Ducasse, que possui 23 restaurantes em todo o mundo e detém 18 estrelas do Guia Michellin. Continue lendo

E daí? Greve dos caminhoneiros é a primeira mobilização nacional pelo WhatsApp

A mobilização dos caminhoneiros, cujas consequências objetivas estão à mostra, é a primeira greve nacional sob a regência das redes sociais. As manifestações de junho de 2013 foram um prenúncio, é verdade, do que poderia acontecer. Agora aconteceu (o ensaio foi no governo Dilma, seis meses antes do impeachment).

A comunicação entre os participantes do movimento se deu – e se dá -, basicamente, via WhatsApp. Até mesmo os desencontros aconteceram por causa dessa gigantesca e incontrolável rede de comunicação.

É verdade: ela, por falha nossa, que fique claro, não ‘permite’ que os que recebem as mensagens – na média – pensem sobre o seu conteúdo. É pegar ou largar.

Fato concreto é que pela própria disseminação das informações, de origens diversas, ficou ainda mais difícil saber com quem negociar, por parte do governo. Algumas lideranças comandavam pequenos grupos e se comportavam como seus representantes legítimos, porque assim se sentiram (há também uma evidente tentativa de pura criminalização do movimento).

Eis mais um evento para que aprendamos um pouco sobre o muito que ainda precisamos saber sobre esse instrumento e o nosso comportamento quando da sua utilização.

Até mesmo do outro lado – dos consumidores, dos demais cidadãos -, o contágio via redes sociais teve um efeito devastador. Muitas vezes, a informação virou desinformação e causou pânico.

Agimos como agem todos os da nossa espécie quando bate o medo: acionamos os mecanismos de autoproteção (e da família), expondo o nosso tribalismo mais primitivo. Assim, outros saíram prejudicados pelas nossas ações puramente emocionais. Parte do desabastecimento se deve à corrida aos centros de compra.

É claro que os oportunistas se beneficiaram – e se beneficiarão sempre – da realidade dura e do medo real. Mas assim caminha a humanidade desde que ela surgiu (basta fazer uma breve pesquisa sobre o “gueto de Varsóvia” e seu mercado negro). Continue lendo

Marcelo Rezende disse: “Se o caminhoneiro parar, o Brasil para!”, não é profecia, é lógica. Assista

Marcelo Rezende disse: "Se o caminhoneiro parar, o Brasil para!", não é profecia, é lógica. Assista 5

O Brasil abandonou de anos em anos a política de transporte ferroviário, e deixou o transporte de alimentos, produtos químicos, serviços financeiros, agronegócios, entre outros, nas mãos dos caminhoneiros. 

Em 2012, apresentando o Repórter Record, o já falecido Marcelo Rezende iniciou seu programa afirmando uma questão lógica, e não profética, “se o caminhoneiro parar, o Brasil para”, o programa descrevia o uso de drogas por caminhoneiros para obedecer o prazo de entrega de mercadorias pelas empresas. O que é repassado pela redes sociais é falso, ele apenas fez uma tautologia.

Assista: Continue lendo