No dia 19 de janeiro de janeiro de 2021, a Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), começou a vacinação contra a Covid-19. A técnica de Enfermagem do Hospital São José, Ivonete Nascimento, foi a primeira a receber a dose da CoronaVac, imunizante do Butantan e da Sinovac disponibilizado, inicialmente, no combate à pandemia do novo coronavírus no Brasil. Muitas vidas foram salvas, contudo, o grande desafio ainda tem sido aumentar a cobertura vacinal no município.

Conforme a Sesau, cerca de 10% da população com idade acima de 12 anos tomou a vacina bivalente, o que representa apenas 15.706 doses administradas das 33.684 recebidas. Visto que não houve aplicação de todo o estoque disponível, 17.978 doses foram perdidas. Com relação ao esquema primário de duas doses, a Sesau registra uma cobertura de 81,15% (pessoas acima de 12 anos) e 17,47% (crianças de 6 meses até 11 anos).

No que se refere à aplicação das três doses, a cobertura vacinal atingiu 43,15% da população com idade acima de 12 anos e 1,67% do grupo composto por crianças de 6 meses até 11 anos. A baixa adesão tem preocupado os órgãos de saúde. Para a Prefeitura de Ilhéus, o objetivo maior é convencer as 160 mil pessoas que deixaram de completar o esquema vacinal a comparecerem às salas de imunização. As vacinas contra a Covid-19 são recomendadas para a população geral a partir dos 6 meses de idade.

A Prefeitura desenvolve ações pontuais a fim de garantir a aplicação do imunizante e ampliar a cobertura vacinal no município, incluindo serviços itinerantes para mobilizar o maior número de pessoas, através do Programa Saúde na Comunidade e de campanhas contínuas de intensificação da vacinação.

Queda de mortes e hospitalizações

A resposta imunológica frente às novas variantes visa reduzir a probabilidade de desenvolvimento de formas graves da doença. Mesmo com o fim da emergência internacional sanitária, a doença ainda mata, principalmente idosos e pessoas pertencentes aos grupos de risco. Desde o início de janeiro, a vacina contra a Covid-19 passou a ser incluída no calendário nacional de vacinação para crianças entre seis meses e cinco anos. Dessa maneira, o esquema de vacinação contará com três doses.

Estudo realizado por universidades brasileiras aponta que as pessoas que não se vacinaram apresentaram 23% mais chance de ter Covid longa se comparado às pessoas que se imunizaram com três ou quatro doses. Entre os que tomaram até duas doses, a probabilidade de desenvolvimento de sintomas persistentes é 8% maior.

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