Na manhã da última quarta-feira (6), a equipe de formadores da Secretaria de Educação (Seduc) participou de uma palestra ministrada pelo professor e renomado pesquisador da historiografia africana, Natanael dos Santos. O encontro abordou, por meio de experimentações com instrumentos, danças, cantos e linguagem, a contribuição dos africanos e afro-brasileiros na construção e desenvolvimento econômico, social e cultural do país.

A atividade aconteceu no auditório do Centro Administrativo da Conquista e despertou no público presente a reflexão acerca da história e da cultura negra, de forma interativa e em tom de conversa descontraída. Sob o olhar atento dos educadores, o palestrante também discorreu sobre o idioma africano, explicando o significado de expressões e palavras, bem como utilizando instrumentos para que o público pudesse se familiarizar com o som africano.

Conforme a professora Eliane Oliveira, titular da Seduc, a gestão do prefeito Mário Alexandre desenvolve ações para a efetiva aplicação da Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares.

“É tão grandioso, porque vimos os colegas, que são formadores e articuladores, se emocionarem. Os alunos precisam conhecer a nossa história para que possam ter a melhor aprendizagem para o futuro. É isso que nos propomos e estamos dispostos a fazer”, ressaltou.

A musicalidade e as vestimentas típicas do continente africano marcaram a palestra, que contou com a apresentação do Quinteto Griô. Em sua fala, o professor Natanael dos Santos trouxe à reflexão o papel da educação enquanto instrumento que auxilia a construção de novos pensamentos, promovendo a real igualdade étnico-racial.

“Estar em Ilhéus, com o propósito de falar da contribuição do negro na história do Brasil e da Bahia é muito importante. O que nós buscamos sempre é a quebra de paradigmas, através das informações, pequenas informações que se agigantam no nosso cotidiano. Esses conhecimentos empoderam o professor, que com certeza irá levar esse empoderamento para os alunos”, enfatizou.

Por meio de eventos que garantem a valorização da cultura negra, Ilhéus se destaca dentro desse processo de resgate da história e identidade nacional, seja através de ações ligadas à dança, arte, teatro, culinária e música, seja através de formações continuadas para os profissionais que atuam na rede municipal de ensino, com abordagem de diferentes temáticas.

A proposta principal é ressignificar o passado para construir um futuro melhor. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que torna o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, feriado nacional. O texto já tinha sido aprovado pelo Senado e, agora, aguarda a sanção presidencial. Pelo projeto, a data será chamada Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

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