Um comitê foi formado pela Defesa Civil de Ilhéus, para ajudar as famílias dos bairros de São Miguel e São Domingos atingidas pelos estragos causados com o avanço da maré nos últimos dias. Segundo a prefeitura, também foi decretada situação de emergência nas áreas por erosão costeira.

O decreto foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) de Ilhéus, na noite de sexta-feira (21). A prefeitura informou que o Comitê Deliberativo vai atuar como órgão de assessoramento e articulação do município sobre as questões e os danos decorrentes da potencialização do processo natural de erosão marinha causada pela construção do Porto do Malhado.

Na última sexta-feira (21), o oceanógrafo, Lúcio Rezende, disse em entrevista a TV Santa Cruz, que o aumento do nível é causado por um fenômeno sazonal, quando algo acontece em uma determinada época, devido a construção do Porto do Malhado no município.

A cabana do casal Carlos Roberto e Raimunda Magalhães, que fica na praia de São Domingos, litoral norte da cidade, começou a desmoronar por causa da força da água. Além de ser o local de trabalho deles, é onde eles moram.

“Construímos nossa vida e ver assim nessa situação, indo embora, água levando e a gente sem poder fazer nada”, contou Raimunda Magalhães.

Em outras partes do bairro, a cerca de uma casa foi completamente destruída, formando um grande buraco, coqueiros caíram e o muro de outra casa está comprometido, com água acumulada.

“O ano passado, minha cerca estava 10 metros a frente e agora eu estou praticamente sem cerca e a 10 metros para dentro do terreno”, disse o pastor Edgar Araújo.

Por causa do avanço do mar, na sexta, os moradores da zona norte de Ilhéus chegaram a bloquear a pista de acesso ao Litoral Norte em protesto. O objetivo foi cobrar uma ação da prefeitura com o avanço da maré. O grupo já havia realizado uma manifestação na quinta-feira (20), pelo mesmo motivo.

O litoral norte de Ilhéus tem cerca de 36 km de praia. Os moradores dos bairros São Domingos e São Miguel são os que mais estão tendo prejuízos por causa do avanço da maré, com uma área atingida de aproximadamente 4 quilômetros.

“Quando criança, eu frequentava muito as barracas daqui e hoje a gente está vendo que só existe ruínas”, comentou o comerciante Rui Batista.

A equipe da TV Bahia tentou entrar em contato com a Defesa Civil de Ilhéus, para saber quantas famílias já foram cadastradas, mas não obteve retorno.

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