Capital do país cresce fila de exames por falta de aparelhos, enquanto Ilhéus amplia a instalação de aparelhos de Ultrassom e raio-x

A fila de espera para a ressonância magnética na rede pública de saúde na capital da República ficou “assombrosa”, nas palavras da Defensoria Pública do Distrito Federal. Segundo o órgão, o número de pedidos de atendimento passou de 17.379 para 21.395, entre maio e agosto de 2019 – um aumento de 22,4% em três meses. Além disso, denuncia, não estão sendo realizados exames para diagnóstico de câncer por falta de contraste.

Conforme a análise do órgão de fiscalização, o equipamento do Instituto Hospital de Base de Brasília (IHBDF), atualmente gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), está sem operação há mais de 4 anos. O aparelho do Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) está inoperante desde maio de 2019. Enquanto o HUB está sem funcionar desde 16 de agosto.

Em Ilhéus, a Prefeitura instalou dois aparelhos de Ultrassom Doppler Colorido Digital e um aparelho raio-x para dar mais agilidade na realização de exames na rede pública de saúde. As unidades Sarah Kubitschek e Hernani Sá foram as contempladas com os ultrassons e a UPA24h, na Conquista, com o raio-x. Esses equipamentos são frutos de emendas parlamentares e parcerias com o Governo do Estado.

A Central de Regulação de Ilhéus calcula que com a chegada dos novos aparelhos, o município terá uma economia mensal de R$200 mil, além de poder atender as mais variadas demandas dos serviços de saúde local. Informou ainda que o governo baiano deve enviar um aparelho com as mesmas especificações para atender as demandas do Centro de Atendimento ao Diabético (CAD).

Ultrassom – Os aparelhos possibilitam um resultado de imagem com alta resolução e a segurança de um diagnóstico preciso, oferta da prevenção às doenças e a garantia de um tratamento eficaz. Realizam imagens de abdome, vias urinárias, próstata, tireoide, mamas, ultravaginal, endocavitário e endoretal, equipado com transdutores e sistema multifrequencial, direcionado para o estudo da tireoide.      

O diretor da Central de Regulação, Fábio Mantena destacou que esse tipo de serviço era realizado junto à rede privada, mas que agora passa a ser fornecida pelo município. “Exames como eletrocardiograma passará a ter atendimentos à noite, e uma média de 300 eletros ao mês só no bairro Hernani Sá. Com isso, atenderemos a uma demanda reprimida”.

O diretor informou ainda que, por dia, são expedidos uma média de 40 pedidos de exames de ultrassom em apenas um único posto. “As descentralizações dos serviços fazem a comunidade ganhar. Atualmente o município vai ao encontro do usuário do SUS. Na zona sul o aparelho é fixo, os outros dois são portáteis, proporcionando agilidade nas zonas descobertas, inclusive, nos fins de semana”.  

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