Quadrilha que fraudava BPC gerou prejuízo de R$ 6,3 milhões ao INSS

Uma organização criminosa que fraudava benefícios de Prestação Continuada (BPC/LOAS) nos estados do Espírito Santo e da Bahia gerou prejuízos estimados em R$ 6,3 milhões ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Força-Tarefa Previdenciária deflagrou, na manhã desta quarta-feira (dia 5), a Operação 5×7, com o objetivo de desarticular a quadrilha. Durante a ação, foram expedidos dois mandados de busca e apreensão pela 2ª Vara Federal de Vitória/ES e três expedidos pela Justiça Federal de Itabuna/BA.

Até o momento, foram identificados 44 benefícios assistenciais concedidos com documentos falsos. A Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT), da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, estima que o prejuízo evitado supera R$ 2,4 milhões.

Para obter os benefícios, os criminosos criaram pessoas fictícias utilizando dados e fotografias de familiares e multiplicavam os documentos ideologicamente falsificados. Para apenas uma pessoa, foram identificadas 10 identidades falsas, emitidas nos estados alvos da operação.

As investigações revelaram que a organização era chefiada por um estelionatário, reincidente em crimes contra a Previdência, e contava ainda com a participação de angariadores de idosos para o cometimento dos crimes. Além das buscas em residências dos estelionatários, a Justiça capixaba também determinou o arresto de bens para possível cobertura dos prejuízos causados à União.

A Operação 5×7 é um desdobramento da Operação 3×4 deflagrada há cerca de um ano. A evolução das investigações permitiu a descoberta de cooptação de idosos para a prática de fraudes contra o sistema previdenciário, além de vínculo familiar entre os investigados e as pessoas fictícias criadas.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, uso de documento falso, falsidade de documento público e estelionato, com penas que podem chegar a 20 anos de prisão. A análise do material apreendido e a conclusão das investigações poderão revelar outros crimes.

A operação contou com a participação de 12 policiais federais. Recebeu o nome de 5×7 em alusão à multiplicidade de pessoas criadas pela organização criminosa para alcançar seus objetivos, informou o Jornal Extra.

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