Codeba apresenta as oportunidades de investimentos em seminário hoje (15)

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Os projetos de modernização dos portos públicos baianos devem representar investimentos de pelo menos R$ 3 bilhões nos terminais instalados em Salvador, na Baía de Aratu e em Ilhéus. Entre os chamados investimentos estruturantes (que representam modernização de áreas ou a construção de novas áreas), investimentos que já estão em curso e os novos projetos, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) contabiliza pelo menos 20 intervenções nos próximos anos. 

Atualmente, os portos de Salvador, Aratu e Ilhéus contam com 82,3% de suas áreas desocupadas – sem uma destinação econômica, portanto. Além de não acrescentarem dividendos para a companhia das docas, as áreas ainda representam uma fonte de custo com a manutenção patrimonial. Juntos, os três portos públicos movimentam por ano 11,1 milhões de toneladas de cargas. Somadas as cargas movimentadas em terminais privativos, o volume movimentado pela Bahia é de 36 milhões de toneladas por ano. 

Com a adoção de uma política voltada para facilitar a realização de arrendamentos, concessões ou sessões onerosas de espaços, a Codeba estima que o aproveitamento de apenas metade deste potencial deve representar um acréscimo de R$ 125 milhões na arrecadação patrimonial da empresa. Para este ano, a expectativa de arrecadação é de R$ 170 milhões, sem contar com os investimentos. 

“Nós temos metas que eu considero bastante realistas, para não dizer conservadoras”, destaca o diretor-presidente da Codeba, Rondon Brandão do Vale. Segundo ele, a empresa pública tem realizado uma série de ações para apresentar à iniciativa privada as potencialidades das áreas e assim materializar os projetos. 

Principais investimentos

A maior parte dos investimentos previstos está localizada no Porto de Aratu-Candeias. O terminal atende algumas das maiores indústrias da Bahia, como operações de escoamento das chamadas cargas gerais – grãos e minérios, entre outras – e líquidas e gasosas para as empresas do setor químico e petroquímico. 

O porto, com um total de seis áreas para a atracação de navios, acesso ferroviário, tem a previsão de ampliação nas áreas de atracação de navios, licitação dos terminais para movimentação de granéis sólidos e a licitação de um terminal para movimentar minérios. Dentro de cinco anos, a estimativa da Codeba é que passe a movimentar 25 milhões de toneladas de ferro por ano. As áreas para líquidos e gasosos também devem passar por uma ampliação. 

Em Salvador, onde são movimentadas cargas em contêineres, além de cargas gerais, como grãos e celulose, os investimentos previstos mais significativos são na ampliação do Terminal de Contêineres (Tecon Salvador), operado pela Wilson Sons, e na criação de um segundo terminal do tipo. 

Com a expansão, o Tecon passará a contar com um cais de 423 metros para 800 metros e deverá ganhar 88,8 mil metros quadrados (m²) de retroárea, passando para um total de 207,6 mil m². 

Para a construção do novo terminal de contêineres no Porto de Salvador, a estimativa da Codeba é de um volume de investimentos de R$ 715 milhões. 

Hoje, das 8h às 19h, o futuro do setor portuário será discutido no Seminário Portfólio de Investimentos nos Portos da Bahia – Oportunidades de Outorgas, uma realização do CORREIO e  Codeba, com o patrocínio da J. Macêdo e Ultracargo, apoio institucional da Braskem e apoio da Fieb, Usuport, Associação Comercial da Bahia e Contermas.

Informações do Correio

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