Ministro da Saúde visita a Bahia e alerta sobre o risco do sarampo

Ministro da Saúde visita a Bahia e alerta sobre o risco do sarampo 1

O ministro da saúde, Henrique Mandetta, afirmou, em um evento realizado em Salvador, nesta sexta-feira (22), que a situação do Brasil em relação ao sarampo é preocupante. Conforme Mandetta, os locais com epidemia da doença estão com baixo índice de vacinação e, se o vírus continuar se propagando, pode ser que chegue ao estado baiano.

“Hoje eu não coloquei a questão vacina aqui para não misturar os canais, a gente estava falando de comportamento, de prevenção, de doenças sexualmente transmissíveis. Agora [a doença] entrou em Roraima, fez uma epidemia em Roraima, fez uma epidemia em Manaus, começou uma epidemia em Belém. Ou seja, todo mundo com vacina muito baixa. Se isso continuar se propagando, a Bahia pode vir a ser um estado com problemas de sarampo”, afirmou Mandetta.


Henrique Mandetta esteve na capital baiana para participar do lançamento nacional da campanha de carnaval de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis. O evento foi realizado no Centro de Convenções do Monte Pascoal Praia Hotel, no bairro da Barra.

Ainda no lançamento da campanha, o ministro disse que, caso o avanço da doença não seja controlado, o país pode ter impacto em outros setores. “[Se a doença avançar] o Brasil pode perder o certificado de área livre de sarampo. Se isso ocorrer, a gente tem dificuldades de receber turistas, tem dificuldades nos negócios. Os brasileiros para saírem do Brasil vão ter dificuldades, e a gente começa um enfrentamento muito grande para resgatar o programa nacional de imunização de vacina, porque, infelizmente, está muito baixo o nível de vacinação de crianças e jovens brasileiros”, disse.

De acordo com a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), neste ano ainda não houve registro de caso de sarampo no estado.
Segundo a Sesab, os últimos casos foram registrados no ano passado, na cidade de Ilhéus, no sul do estado, depois que um turista de Manaus chegou infectado no município, e outras duas pessoas ficaram doentes após contato com ele.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *