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Desembarque de Atum aumentou 550% no Terminal Pesqueiro de Ilhéus

Desembarque de Atum aumentou 550% no Terminal Pesqueiro de Ilhéus 1

Foto: Bahia Pesca

Os pescadores de Ilhéus estão encontrando atum com mais frequência nas águas oceânicas que banham esta parte da costa baiana. Segundo eles, vários fatores passaram a influenciar no sistema de pesca da região.

“Nos últimos dois anos nós mudamos a modalidade de pesca. Estamos usando um sistema que segura o cardume, evitando a dispersão dos peixes. Assim, vários barcos conseguem atuar numa mesma área”, explica Pedro Mota, dono de barco que começou a pescar atum há dois anos, depois de passar 25 anos pescando exclusivamente camarão.

Ele prossegue: “Nós também passamos a contar com a presença de muitas embarcações que atuavam no Sul do Brasil e migraram para a Bahia. Além disso, nós temos uma costa muito rica, com um fator preponderante que é a distância. A nossa plataforma de pesca, que é a área de exploração que vai de zero a 200 metros de profundidade, é estreita, então nós encontramos cardumes a uma hora de distância da área de atuação”. 

Este ano, a grande temporada de pesca deve se prolongar até março.

“É tanto atum que passamos a fazer o caminho contrário. Atualmente somos nós que mandamos para o Sudeste e para o Sul do Brasil, inclusive para Itajaí, em Santa Catarina, que antes era o maior produtor”, acrescenta o pescador.

Crescimento de 550%

De acordo com a Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura do Estado, desde o fim de 2018 para cá, os barcos da região desembarcaram no Terminal Pesqueiro da Ilhéus mais de 100 toneladas de atum, um volume 550% maior do que no ano anterior.

“Há dois fatores que explicam esse crescimento. O primeiro é o aumento no interesse dos pecadores em desembarcar o atum no terminal de Ilhéus por conta da infraestrutura. Além disso, possivelmente fatores climáticos podem estar causando uma ressurgência no Sul da Bahia. Uma ressurgência é uma área em que há um grande acúmulo de nutrientes na superfície, com impactos na cadeia alimentar da vida marinha”, analisa o presidente da Bahia Pesca, Eduardo Rodrigues.

Além do atum, o terminal vem registrando uma elevação significativa dos outros pescados como dourado, marlim, galhudo e meca, também abundantes na região. Em 2018 foram desembarcadas pelo terminal mais de 240 toneladas de peixes, cerca de 60% a mais do que em 2017.

Para incentivar a pesca na região, estão sendo disponibilizados no terminal serviços como beneficiamento do pescado, estrutura de peixaria, caminhão frigorífico, píer com capacidade para abrigar cerca de 15 embarcações ao mesmo tempo, e descontos de até 25% na venda de gelo, informou o Correio 24h.

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