Tenista baiana de 12 anos vence etapa do Brasileiro

A tenista Luana Paiva, de 12 anos, é a única atleta baiana a conquistar o título da segunda etapa do Campeonato Brasileiro Interclubes, que vai ser encerrado nesta sexta-feira, 27, no Clube Bahiano de Tênis, na Barra.

O torneio é disputado até a categoria 18 anos. Com a definição da medalha de ouro a seu favor, Luana retomou o treinamento para a próxima fase da competição, em São Paulo.

Ela terá sete semanas de preparação até a próxima etapa e ganhou uma certeza: já pode comemorar a primeira vitória sobre a número 1 e 2 do ranking nacional de 12 anos. A primeira é a carioca Gabriela Félix e a segunda é a paulista Olívia Carneiro.

Terceira no ranking da Confederação Baiana de Tênis (CBT), a baiana vinha perdendo para a carioca e a paulista desde o ano passado. A reação contra as tops da categoria 12 anos veio justamente diante da torcida baiana, com a disputa da etapa de Salvador do torneio, que segue sendo realizado em outras categorias nesta quinta-feira, 26.

A decisão que valeu a medalha de ouro para Luana terminou com uma vitória por 6/1 e 6/4 sobre a top 1 Gabriela Félix.

Para não deixar dúvidas de que vem subindo de produção nas quadras, Luana já tinha eliminado a número 2 Olívia, na semifinal, com um duplo 6/4. “Consegui subir meu nível de jogo, ser mais agressiva e me movimentar melhor”, comemorou a baiana, após a final.

A campanha está sendo considerada perfeita, já que Luana, além de superar Olivia, do Instituto Tênis de São Paulo, e a vascaína Gabriela, sequer perdeu sets no torneio. Com a pontuação conquistada, ela deverá subir ao menos um degrau no ranking da CBT.

“Acho que consegui um bom nível para enfrentá-las e alcançar essas vitórias. Minhas metas, agora com a equipe Guga, é continuar melhorando e tentar a carreira profissional”, disse Luana.

Nos passos de Guga

No tênis desde os 8 anos, Luana treina na Academia Winner, na Boca do Rio. O desempenho dela é atribuído, em boa parte, à influência deixada pelo ex-número 1 do mundo Gustavo Kuerten.

“A Winner tem uma franquia da Escolinha Guga, um projeto que reúne 3.800 alunos em quatro franquias no Brasil”, referendou Ary Godoi, técnico de Luana.

Além de emprestar a marca ‘Guga’, a iniciativa conta com uma metodologia e gestão supervisionadas pelo próprio Kuerten, como explicou Godoi. “Por enquanto só têm quatro escolinhas no Brasil. Duas vezes por ano o coordenador técnico do projeto vem a Salvador avaliar”, explicou.

O projeto começa com a escolinha e, à medida que o tenista vai crescendo, migra para as outras fases. Luana Paiva, por exemplo, começou na Escolinha Guga e foi para a Escola Guga (11 a 15 anos).

O topo é o Time Guga, nacional, que recebe apoio direito do ex-tenista. Como mostrou bom desempenho, ela hoje está da Equipe Guga da Winner.

Esta fase top local do projeto na Academia Winner distribui oito vagas apenas para atletas que decidem se tornar competidores. No momento, a equipe reúne apenas outros três tenistas além de Luana.

O projeto mostrou resultado também entre os homens. Um exemplo é a própria categoria 12 anos masculino, em que o mineiro Pedro Rodrigues, outro da Equipe Guga, foi o campeão do torneio pelo clube Pampulha Iate Clube, de Minas Gerais.

​O Brasileiro Interclubes integra o Circuito Nacional Juvenil e é o maior circuito juvenil organizado pela CBT. Nesta etapa de Salvador teve 451 tenistas inscritos de 14 estados, além do Distrito Federal.

A melhor colocação masculina entre os atletas da Bahia até agora foi o segundo lugar de Gustavo Schwebel, na categoria 16 anos, conforme diz o site A Tarde.

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