O Porto de Wagner, o “rolo”, a mina, as divergências e o Ibama

Além da denúncia de superfaturamento das obras do estádio da Fonte Nova, outro rolo envolve o ex-governador Jaques Wagner e o PT da Bahia. Trata-se do controverso projeto do Porto Sul, próximo à cidade de Ilhéus, que já possui um porto desde o início do século passado. O sucessor de Wagner, Rui Costa (PT), tenta dar início às obras, que vêm sendo investigadas pelo Ministério Público. A última negociação envolve um consórcio chinês, que atuaria em conjunto com a empresa Bahia Mineração (Bamin). A autorização para a construção do porto passou por cima de todas as avaliações técnicas do Ibama, que foram contrárias ao projeto. A obra, cujo custo ultrapassa R$ 6 bilhões, destrói, segundo o Ibama, cerca de 500 hectares de Mata Atlântica.

A mina

O Porto Sul tem por objetivo facilitar o escoamento da exploração de mina de ferro da Bamim, subsidiária de uma empresa do Casaquistão chamada Eurasian Natural Resources Corporation. A empresa fala em uma produção de 100 milhões de toneladas em 25 anos. Mas alguns especialistas divergem dessa capacidade, alegando que seria muito menor.

Ibama

Para esses especialistas, a mina só teria mesmo capacidade de produção por 15 anos, o que não justificaria o investimento. Em 2014, três meses antes de deixar o cargo, apesar de todas as negativas do Ibama, Jaques Wagner autorizou a obra, que, além do próprio porto, inclui uma ferrovia (que já está em construção), que corta área de Mata Atlântica, conforme diz o Isto é.

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