Taxa de desocupação na Bahia vai a 16,7% no 3º tri, mas ainda é a 2ª maior do país, diz IBGE

No 3º trimestre de 2017, a taxa de desocupação na Bahia ficou em 16,7%, menor que a verificada no 2º trimestre (17,5%), mas ainda acima da taxa do 3º trimestre de 2016 (15,9%).

Com esse resultado, a Bahia registra a segunda maior taxa de desocupação do país, abaixo apenas de Pernambuco (17,9%) e subindo um pouco no ranking do desemprego entre os estados – no 2º trimestre a Bahia tinha a terceira taxa mais elevada.

A capital baiana, por sua vez, teve taxa de desocupação de 14,4% no 3º trimestre de 2017, também abaixo da verificada no 2º trimestre (16,1%) e com uma redução importante em relação ao 3º trimestre de 2016, quando a taxa havia sido de 17,0%.

Além de ter retomado a trajetória de queda verificada desde o 2º trimestre de 2016, a taxa de desocupação em Salvador (14,4%) foi a mais baixa para um 3º trimestre desde 2014 (quando tinha sido de 12,7%).

Com esse resultado, o município caiu para a 9ª posição no ranking do desemprego entre as capitais (estava na 6ª posição no 2º trimestre do ano). Manaus (21,1%), São Luís (17,9%) e Macapá (15,9%) lideram.

A região metropolitana de Salvador, com taxa de desocupação de 18,2% no 3º trimestre deste ano, também apresentou queda tanto em relação ao 2º trimestre de 2017 (19,1%) quanto frente ao 3º trimestre de 2016 (19,5%).

Assim, caiu de 2ª para a 4ª maior taxa de desocupação entre as regiões metropolitanas do país. As RMs de Recife (20,0%), Manaus (19,6%) e a Grande São Luís (18,8%) têm as maiores taxas de desocupação no 3º trimestre deste ano.

Na Bahia, taxa de desocupação caiu pela desistência em procurar trabalho

Na Bahia, a desaceleração na taxa de desocupação em 2017, de 17,5% no 2º trimestre para 16,7% no 3º trimestre, foi resultado de uma leve redução, de menos 74 mil pessoas, na população desocupada (procurando trabalho), que passou de 1,271 milhão para 1,197 milhão de pessoas nesse período.

Entretanto, como o número de pessoas trabalhando também caiu um pouco nessa comparação, de 6 milhões para 5,975 milhões (menos 25 mil pessoas), pode-se inferir que a redução da taxa de desocupação se deu, em parte, porque pessoas que estavam procurando trabalho desistiram e pararam de procurar.

Em relação ao 3º trimestre de 2016, na Bahia, o saldo de pessoas trabalhando também segue negativo, em -108 mil postos de trabalho, enquanto o contingente de pessoas desocupadas continua maior: mais 46 mil pessoas estão procurando trabalho.

Em Salvador e região metropolitana, há aumento nos postos de trabalho

Diferentemente do que ocorreu no estado como um todo, no município de Salvador e na região metropolitana da capital, a redução na taxa de desocupação no 3º trimestre de 2017 se deu em razão do aumento dos postos de trabalho, por um lado, e da redução da fila do desemprego, por outro. Esses movimentos foram verificados tanto em relação ao 2º trimestre do ano quanto frente ao 3º trimestre de 2016.

Entre o 2º e o 3º trimestres de 2017, na capital, houve aumento de 44 mil postos de trabalho, e a população ocupada chegou a cerca de 1,5 milhão de pessoas. Em relação a 2016, há 99 mil pessoas a mais trabalhando na cidade de Salvador.

Já o contingente de pessoas procurando trabalho em Salvador no 3º trimestre de 2017 (251 mil pessoas desocupadas) foi menor que no 2º tri/17 (menos 27 mil pessoas) e que no 3º tri/16 (menos 35 mil pessoas).

A região metropolitana de Salvador, com uma população ocupada de 1,864 milhão de pessoas no 3º trimestre deste ano, apresentou leve aumento de postos de trabalho (+ 35 mil) em relação ao 2º trimestre e um incremento um pouco maior frente ao 3º tri/16 (+69 mil). Os desocupados somam 416 mil pessoas, 15 mil a menos que no trimestre anterior e 20 mil a menos que no 3º trimestre de 2016.

Do 2º para o 3º trimestre de 2017, administração pública tem maior aumento de postos de trabalho (+43 mil), seguida pela construção (+29 mil).

Na Bahia, houve redução no número de pessoas trabalhando em 6 dos 11 grupos de atividades profissionais investigados, do 2º para o 3º trimestre.

Assim como já havia ocorrido no 2º trimestre, o setor que mais gerou postos de trabalho no estado foi a administração pública (+43 mil pessoas trabalhando no 3º trimestre). Em seguida, veio a construção, que voltou a apresentar alta no contingente de pessoas ocupadas (+ 29 mil do 2º para o 3º tri) depois de três semestres seguidos com saldo negativo.

Por outro lado, a indústria em geral (-50 mil pessoas ocupadas) e a de transformação (-32 mil ocupados) foram as atividades que mais perderam postos de trabalho nessa comparação.

Frente ao 3º trimestre de 2016, também 6 das 11 atividades mostram redução de população ocupada, com destaque para a agricultura (-105 mil postos) e para a construção (-80 mil postos).

Em relação ao ano passado, o setor que mostrou saldo positivo de postos de trabalho mais significativo foi a administração pública (+45 mil pessoas ocupadas em um ano), seguida por transporte, armazenagem e correio (+34 mil postos de trabalho).

Do 2º para o 3º trimestre, o rendimento médio real dos baianos passou de R$ 1.442 para R$ 1.375, com uma redução de 4,6%. Frente ao 3º trimestre de 2016 (quando o rendimento era de R$ 1.346), porém, houve um leve aumento real, de 2,2%, no poder de compra dos trabalhadores.

O rendimento médio das pessoas ocupadas caiu tanto na capital quanto na região metropolitana, em ambas as comparações.

Em Salvador, ele ficou em R$ 2.033 no 3º trimestre, -13,5% que no 2º tri (R$ 2.350) e -1,8% que no 3º tri de 2016 (R$ 2.070). Na região metropolitana, o rendimento foi de R$ 1.941, com perdas de -10,5% e -0,9%, em relação ao 2º trimestre e ao 3º trimestre de 2016, respectivamente.

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