
O cenário das praias de Alagoas, de Norte a Sul, se repete: devastador. Com o avanço do mar, entre entulhos e pouca esperança de restauração das barracas e residências à beira-mar, comerciantes e moradores das regiões litorâneas se viram como podem diante das incertezas e da força da natureza. Segundo o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), mais de 60% da costa alagoana está deteriorada e passa por um processo severo de erosão.
Durante mais de uma semana, equipes de reportagem da Gazeta de Alagoas percorreram o Estado de Norte a Sul para conversar com pescadores, comerciantes, ambulantes, banhistas, ambientalistas e responsáveis pela construção de muros de contenção.
CANAL NO WHATSAPP:
Receba as notícias de Ilhéus e região em tempo real.
Clique aqui e participe!
SIGA NO INSTAGRAM:
Acompanhe fotos, vídeos e os bastidores do Ilhéus.Net.
Siga @ilheusnet agora!
Em Maceió, por exemplo, na Avenida Assis Chateaubriand, na Praia do Sobral, o mar avança, chega a pouco mais de 4cm do que restou da calçada, que foi destruída pela força das ondas.
O relato dos moradores é unânime: quando a maré está cheia, a água do mar bate no que restou da calçada e é jogada para a rua e, em muitas situações de ressaca do mar, a onda atinge os carros que passam pela via.
De acordo com o coordenador de gerenciamento costeiro do IMA, Ricardo César, todo o litoral da capital sofre com erosão. “Todo o litoral apresenta recuo e erosões devido ao avanço do mar, principalmente o Litoral Norte, até o Sauaçuy. Em alguns pontos, à medida que ocorre a erosão, vamos monitorando. Temos muro de contenção na Ponta Verde, na Jatiúca, no início da Pajuçara até o começo da Ponta Verde – antigo Alagoinhas e o Lopana”, afirma Ricardo César.
Em Marechal Deodoro, município da região metropolitana de Maceió, Litoral Sul de Alagoas, mais precisamente na Praia do Saco, a comerciante Maria Helena da Conceição espera o tempo passar para poder reconstruir a pequena barraca de onde tira o sustento dos filhos e dos netos.
“Tá com mais de 15 dias que tivemos uma ressaca, o mar avançou, derrubou uma barraquinha que eu tinha na areia e parte da estrutura do meu bar e restaurante. Infelizmente, no momento, não tenho condições de fazer uma reforma e nem posso sair do local, porque é o único sustento da minha casa”, desabafou a comerciante.
Informações do Gazeta Web

Franklin Deluzio é graduado em Filosofia (UESC), possui graduação incompleta em Física pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), como também graduação incompleta em Licenciatura Interdisciplinar pela (UFSB), é Especialista em Gestão Pública Municipal (UESC), Conselheiro de Saúde, Fiscal do Sistema E-TCM, Design Digital Júnior, Design Editorial Júnior, Servidor Municipal de Ilhéus/BA e estrategista em Geomarketing Eleitoral. DRT n. 0007376/BA.
Áreas de interesse: Ufologia, Gestão e Desenvolvimento Urbano, Políticas Públicas, Plano Diretor, Administração de Recursos, Gestão Logística, Filosofia da Educação, Existencialismo, Ética e Discurso, Filosofia da Ciência, Meteorologia, Poder, Verdade e Sociedade em Foucault, Filosofia Jurídica e autores como Heidegger, Bauman, Habermas, Foucault, Derrida, Deleuze, Sofistas, Nietzsche, Sartre, Hannah Arendt, Freud, Carlos Roberto Gonçalves e Giovanni Reale.