Publieditorial

Hoje é o dia importante mais sem importância da nossa história

Foto: (Nelson Almeida/AFP)

Os números desfavoráveis ao atual presidente da República dizem muito – mal – de nós mesmos.

Se não, vejamos.

Temer atingiu o mais baixo patamar histórico de popularidade para um presidente: apenas 5% dos brasileiros dizem apoiar o atual ocupante do Palácio do Planalto.

Em outra pesquisa do Ibope, divulgada esta semana, 81% dos entrevistados defendem que o Congresso Nacional aprove a continuidade da investigação contra Temer, acusado de corrupção pelo Ministério Público Federal.

Mas nada disso tem importância para Temer e seu grupo, hoje ocupados tão somente em garantir 172 votos na Câmara Federal para barrar a investigação – 1/3 da Casa, apenas. Esquecemos rapidamente as conversas de corredor de presídio entre ele o Joesley Friboi.

Em pouco menos de dois meses, o governo federal liberou mais de R$ 3 bilhões em emendas parlamentares, garantindo os votos de que precisa, em mais uma explícita compra do que está à venda.

Eis o que pesa contra nós, povo brasileiro: estamos completamente excluídos do jogo em que deveríamos ser protagonistas, mas permanecemos abúlicos.

O país está calado, as ruas, que andaram barulhentas e tão cheias de ‘virtudes’ no ano passado recente, foram esvaziadas, e não há qualquer sinal de vida nos que cantaram o Hino Nacional em tantas batalhas pela democracia e/ou contra a corrupção. Era a nossa indignação puramente seletiva, eis o que se apresenta.

E não há de se falar que somos um “povo pacífico”, porque esta é uma mentira que os números desmentem sem nos dar a mínima chance de defesa.

O Brasil é o campeão mundial de assassinatos, em números absolutos: 60 mil homicídios por ano.

Sem contar as mortes violentas no trânsito: são mais 40 mil a cada ano – 100 mil/ano, no total, mais do que em qualquer país do mundo, mesmo os que estão em guerra.

Para que tenhamos uma ideia da grandeza desses números, em 12 anos de guerra do Vietnã, morreram 52 mil americanos.

É muito, mas é pouco para o ponto que atingimos.

Em qualquer país do mundo, um presidente da República sem nenhuma credibilidade estaria acuado, hoje, tentando salvar o que ainda fosse possível da sua biografia e da sua honra (?). Continue lendo

É a hora do prefeito Mário Alexandre iniciar a “arrumação”

É evidente para todos que acompanham a política local com mais cuidado, visualiza que o governo Marão não passa mais a sensação de unidade, de grupo, caminhando numa só direção, cada um seguindo seu caminho e um passando por cima do outro.

Entrou no território do cada um por si.

Mas quem por todos?

A queixa não é apenas de alguns servidores, mas também de vereadores, além daqueles de que tem de lidar com a administração municipal, a negócios ou em questões puramente políticas.

A reforma administrativa ainda não conseguiu se expressar como deve, deixando claro o que é e o que faz cada pasta. Antes, na “gestão anterior”, essa distinção era bem mais clara. Continue lendo

Por que os servidores públicos se sentem sempre injustiçados

É claro que a questão salarial – a baixa remuneração – é decisiva no julgamento dos próprios servidores.

Mas não é apenas isso, ressalte-se.

Já faz muito tempo que a condição de funcionário público deixou de ser economicamente e socialmente atraente.

É aí que se acentua a sensação de injustiça para aqueles que estão no dia a dia das repartições públicas, onde as condições de trabalho – para quem quer de fato trabalhar – são precárias e revoltantes.

Junte-se a isso o fato de que os chamados cargos comissionados são ocupados, muitas vezes, por gente que não trabalha e ainda se beneficia de uma melhor remuneração.

É comum o entorno de uma autoridade pública – em qualquer nível – ser formado por seus amigos de ‘copo e de cruz’ ou por bajuladores profissionais, parasitas do erário, que se alimentam das sobras do poder.

O Estado brasileiro, patrimonialista, que carrega a herança do colonizador português, afeito a uma burocracia sem causa e sem efeito – positivo – para a sociedade, precisa urgentemente se reinventar.

A valorização dos que atuam na ponta do serviço público, com direito a uma carreira e a salários decentes, só há de acontecer com a transformação que pede passagem, mas que não consegue se estabelecer.

Ganhar mal, com exceção das carreiras jurídicas – inclusive no Executivo – e na arrecadação de tributos, são a marca e a sina dos servidores públicos, nos três níveis. Continue lendo

Estudos da região metropolitana Ilhéus-Itabuna ainda não são suficientes, diz administradora

A criação de regiões metropolitanas é uma das várias ferramentas adotadas pelo poder público para atrair e viabilizar investimentos por meio das vantagens econômicas oferecidas em virtude de sua criação. No entanto, as Leis que estabelecem diretrizes gerais para o planejamento e demais ações de interesse comum em regiões metropolitanas, não são suficientes em si. São necessárias políticas, públicas, ações e diretrizes sistematicamente planejadas de acordo com as peculiaridades regionais, que considerem os diferentes laços de interação social entre os atores, políticos, sociais, econômicos e ambientais.

Algumas regiões estão naturalmente inclinadas a se tornarem regiões metropolitanas por afinidades operacionais e afins espontâneas, acelerando seu processo de criação legal e, consequente potencializando seu desenvolvimento social e econômico, enquanto outras dependem de uma intervenção estatal mais efetiva. Os motivos que levam algumas regiões a serem naturalmente propícias à criação da Região Metropolitana em detrimento de outras são diversos e incluem questões subjetivas como aspectos culturais e religiosos, entre outros.

Uma grande área urbanizada, formada pela cidade núcleo e cidades adjacentes, formam uma conurbação, a qual faz com que as cidades percam seus limites físicos entre si, formando uma imensa metrópole, cujo centro está localizado numa cidade (ou eixo) principal, normalmente aquela que detém maiores oportunidades de negócio e, por isso, normalmente, dá nome à região metropolitana. O fator mais preponderante para a definição de áreas metropolitanas ocorre quando as cidades que formam esse aglomerado urbano possuem um alto grau de integração entre si, em termos econômicos, políticos ou culturais.

As vantagens da criação de uma região metropolitana vão desde a redução nas tarifas de serviços essenciais (telefonia, energia, transporte, etc.) até o compartilhamento da gestão de algumas funções públicas (como aterro sanitário, serviços de saúde, entre outras).

Regiões como as de São Paulo, no Brasil, e do Vale do Silício nos Estados Unidos, deram origem às suas regiões metropolitanas de forma natural por possuírem habilidades produtivas similares e complementares. Essas afinidades facilitaram o processo legal de transformações políticas do território em região metropolitana, aumentando assim, suas vantagens competitivas e atraindo o aumento dos investimentos internos e externos. A criação da região metropolitana de Salvador ocorreu com o intuito de atrair e viabilizar os investimentos, fazendo justamente o caminho contrário do percorrido por São Paulo que dependeu do poder do Estado apenas para consolidar, de forma normativa, uma realidade que já existia.O resultado da criação da região metropolitana de Salvador são animadores. Segundo dados do IBGE, IPEA e da FIRJAN, tabulados no trabalho de Mello e Silva (2015), a criação dessa região aponta crescimentos positivos exponenciais, quando comparados à data de sua criação em 1973, ratificando a importância da intervenção estatal com políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico com metas de longo prazo. Continue lendo

Baixa eficiência democrática favorece populismo

Enquanto as belezas de Ilhéus estimulam os baianos a sonharem com um aeroporto de R$ 45 milhões, uma de suas escolas, exibida no Fantástico do dia 14/5, revelou a miséria física do seu ensino público. E a operação Citrus, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia, revelou a miséria moral em que vivemos. A escola é um barraco de tábuas corroídas pelo tempo, sem vedação, com plásticos para conter as goteiras, o sanitário é de fossa, com piso de pedaços de tábua e com cipós e raízes penetrando pelas paredes e pelo telhado. Os alunos estão sem merenda porque, felizmente, não chegou a ser servida a carne que estava vencida há mais de dois anos, comprada com licitação feita por uma gangue que deu prejuízos de mais de R$ 25 milhões ao cofre público. Um dos alunos, com voz lamentosa, disse que gostaria de ter uma escola boa, como outros alunos têm, com água, sanitário e merenda. E esse Estado vem sendo governado há 10 anos pelo PT, no país da ‘Pátria Educadora’ do último período ‘lulopetista’.

Esse é um exemplo dos milhares de casos que vêm à tona diariamente de desmandos, corrupção, desperdício de dinheiro público e ineficiência do serviço público na saúde, na educação, na segurança, nos transportes, na assistência social, no saneamento básico, enfim, em tudo aquilo pelo qual o cidadão tira parte da sua renda para pagar os tributos. Os mais sacrificados são exatamente os que mais necessitam do serviço público, a parte mais pobre da população. Com a maior carga tributária do mundo, o Brasil poderia dar à sua população um padrão de vida semelhante ao das nações mais desenvolvidas. No entanto, o que oferece se aproxima mais dos países africanos.

Em crônica na Folha de 21/5, Carlos Heitor Cony comenta que Karl Marx, após ler a “Comédia Humana” de Balzac, que envolve 300 personagens, teria dito: “O livro do senhor Balzac só tem um personagem: o dinheiro”. “Na comédia política que o Brasil está atravessando, com tantos figurantes de alta ou baixa atuação, pode-se dizer que há um só personagem: o dinheiro. Não adianta tirar Michel Temer do poder ou reformular os partidos que estão falidos. Pior mesmo é reeditar a ditadura militar ou civil. Não seria uma comédia, mas uma tragédia humana.” E a comédia continua lá em Brasília com os personagens enredados pelo dinheiro que as empresas sugaram da Petrobras, do BNDES, do Erário e de fundos de pensão públicos, para os negócios mais vergonhosos que possam existir: compra e venda de votos no Congresso, impingir mentiras nos eleitores, forjadas por marqueteiros a peso de ouro e para aumentar criminosamente o seu patrimônio. Se lá eles vivem a comédia, a tragédia fica para os desempregados, os que sofrem nas filas de prontos socorros e hospitais, os assaltados nas ruas e em casa e os favelados.

Os comediantes de Brasília abusam da nossa paciência e subestimam a nossa inteligência declarando-se inocentes e defensores da democracia e do povo. Mas é por causa dos políticos que a democracia também está em crise em todo o mundo, Em entrevista à Folha (17/5), Larry Diamond, professor da Universidade Stanford, após comentar a queda da democracia nos últimos 10 anos, disse que a baixa eficiência em países democráticos favorece o populismo, má governança, justiça falha e corrupção, fragilizando o sistema e fortalecendo líderes autoritários. A “democracia precisa governar bem, ter boa performance tanto no campo econômico quanto na hora de atingir objetivos que a população demanda em temas como responsabilidade de agentes públicos e respeito às leis. É aí que há falhas hoje em dia”. Continue lendo

REFLEXÃO

Não pense que eu concordo com tudo que falam.

Não tenho medo de opinião pública e nem de opinião publicada, tendo em vista que toda a unanimidade é burra.

Um dos pilares da democracia é a imprensa livre, até pra falar mal de mim.

Tentar ridicularizar um jornalista é uma das maiores sacanagem, um dos maiores brilhos legislativo é o sigilo da fonte. O jornalista não está envolvido com nada, ele está falando o que é narrado por uma fonte, ele está guardado pela lei pra isso.

Se fazem isso com um dos maiores jornalista do país, imagine comigo e com você.
Isso mancha a democracia do país.

Observe:

Na Alemanha nazista, um pastor influente quando os nazistas começaram a perseguição aos judeus, ele disse não sou, logo tenho nada com isso – perseguiram os sociais democratas – ele ficou calado, disse também não sou, perseguiram os gays – ele disse também não sou. Ai ele foi preso, aí ele disse – agora não tenho ninguém pra protestar comigo.

Deixo essa reflexão pra vocês!

A quem você pretende dar foro privilegiado em 2018?

É claro que não é só isso.

Mas você, que anda indignado com os acontecimentos policiais envolvendo a atividade política, bem que poderia refletir sobre um ponto bastante atual: o foro privilegiado.

Ele não era um mal em si, quando criado, mas tornou-se, pela frouxidão de valores própria da sociedade brasileira.

E vai permanecer – o tal – para a próxima eleição.

Pois bem: que tal escolher para quem você quer garantir foro privilegiado em 2018?

Sugiro: a prioridade deve ser dada a quem não precisa dele.

E não adianta dizer que todos são iguais. Pelo menos até que se prove o contrário, temos gente decente nesta seara – política – na mesma proporção que encontraremos nas demais.

Se o destaque é dado – pelos malfeitos – àqueles que se utilizam do “foro” para fins criminosos, aí vale ainda mais a pena escolher a quem presentear. Continue lendo

É possível acionar função no celular para ditar mensagens de texto

Você é daquelas pessoas que não gostam da função de áudio no Whatsapp ou mesmo de ficar digitando mensagens longas, vai gostar dessa notícia. Você sabia que é possível transformar o seu áudio em mensagem de texto?

A função não é exatamente no Whatsapp, mas sim nos teclados dos dispositivos, que possuem a opção “ditado”. Ou seja, você não precisa baixar nenhum aplicativo para conseguir usá-la. Basta clicar no ícone do microfone no teclado e começar a ditar seu texto. O resultado é automático.

Todas as palavras são reconhecidas pela função, inclusive palavrões (no IOS, aparecem escritos, enquanto no Android aparecem asteriscos). No Iphone, o resultado é ainda melhor porque o sistem reconhece pontuações: é só falar “ponto”, “vírgula”, “abre aspas”, “interrogação”, que eles aparecem no texto. Continue lendo

Plantão de imposto de renda na Páscoa – faltam apenas 15 dias para fim do prazo de entrega

Falta pouco mais que duas semanas para o fim do prazo para envio da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física 2017 e, para quem não entregou, chegou a hora de correr para garantir a entrega, a melhor restituição e impossibilitando multas. 

Neste ano, mais uma vez, a entrega está muito baixa, sendo que nem metade das declarações esperadas foram recebidas. Dados oficiais do dia 10 de abril apontam que apenas 10.002.889 de declarações haviam sido recebidas pela Receita. A expectativa é de que 28,3 milhões de contribuintes entreguem a DIRPF 2017. O prazo de entrega termina em 28 de abril.

Para se ter ideia das dificuldades para entrega, em função da falta de envio de documentação por parte de seus clientes, a Confirp trabalhará com força máxima de sua equipe de IR durante o feriado para dar conta da demanda de mais de 500 declaração a serem enviadas para a Receita Federal.

A multa mínima para o contribuinte que não entregar até este dia é de R$ 165,74 e a máxima é de 20% do imposto devido. Segundo o diretor tributário da Confirp Consultoria Contábil, Welinton Mota, ainda dá para fazer a declaração com calma analisando qual o melhor tipo de declaração que será entregue, se a completa ou a simplificada.

“Declaração completa é a qual podem ser utilizadas todas as deduções legais, desde que comprovadas, é interessante geralmente para quem possui dependentes, altos gastos médicos, com educação e previdência privada. Já a declaração simplificada é a qual se utiliza o desconto de 20% dos rendimentos tributáveis. Este desconto substitui todas as deduções legais da declaração completa”, explica o diretor da Confirp.

Hoje o contribuinte ao preencher a declaração já saberá qual a mais vantajosa, pois o próprio programa indica qual dará maior restituição. “Contudo, é necessário muito cuidado, pois, os comprovantes das despesas deduzidas são imprescindíveis nos dois casos, e devem ser guardados por seis anos. Em caso da declaração cair na malha fina, esses comprovantes serão as garantias dos gastos”, alerta.

Outro ponto positivo de realizar a declaração antes do prazo final é a calma para montagem do material, evitando erros e a necessidade de declaração retificadora. “Enfim, é melhor se preocupar antes com esse problema do que fazer com que no futuro ele se torne muito mais grave”, finaliza Mota. Mas, caso faltem documentos, e não os conseguirão antes do prazo final de entrega, ainda há uma a última dica: “Envie a declaração incompleta e faça uma retificadora o mais rápido possível”.Para entender melhor, a Confirp detalhou os principais pontos sobre o tema: Continue lendo

Pesquisa revela que mais de 80% dos brasileiros não conseguem manter uma alimentação regrada em meio à rotina corrida

A maioria dos entrevistados está disposta a adotar pequenas mudanças em seu dia a dia para ter mais saúde e bem-estar.

Conseguir administrar todos os compromissos, gerenciar o estresse e ainda ter saúde e qualidade de vida é desejo de grande parte dos brasileiros. Dados da pesquisa “Barreiras para uma Vida Saudável”, realizada online pelo IBOPE CONECTA em parceria com Centrum Vitamints, apontam que, apesar de mais de 80% não ter uma alimentação regrada, 95% dos entrevistados estão dispostos a mudar pequenos hábitos em sua rotina para ser mais saudáveis, no entanto, 1/3 acha difícil conseguir.

A pesquisa foi elaborada com o intuito de entender o estilo de vida dos brasileiros, especialmente com relação à alimentação, e avaliar a predisposição das pessoas às mudanças de hábitos para terem mais saúde e bem-estar.

Segundo os resultados obtidos, dois em cada três brasileiros, afirmam ter dias agitados ou desregrados. Quando questionados sobre como é a sua alimentação nestes dias, 77% dizem que buscam alimentos rápidos e práticos, destes 44% consomem o que estiver disponível e apenas 33% afirmam se preocupar em comer frutas, verduras e legumes.

“Ao procurarem alimentos rápidos, as pessoas nem sempre escolhem de forma correta o que vão comer. Um exemplo disso é quando chegam a um restaurante e pedem o que já está pronto e disponível no balcão, como um salgado, achando que esta é a opção mais rápida. Se elas gastarem um minuto a mais para olhar o cardápio, verão que há opções mais saudáveis que também podem ser rápidas”, explica a Nutricionista Andrea Forlenza. Continue lendo

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