Paciente Ilheense está há quase 2 meses no RJ esperando por drenagem de tórax

Precisando drenar abscessos, Jocimar Lima precisa ser transferido para outro hospital | Foto de Daniel Brunet

Há quase dois meses, o carregador e garçom Jocimar Lima, de 36 anos, está internado no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, no Rio, com dois abscessos – um no tórax e outro perto do rim esquerdo. Não corre risco de morrer, mas a demora em tratar o problema pode lhe deixar uma lesão irreversível. No último dia 31, o juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, do 1º Juizado Especial Fazendário do Rio, determinou a imediata transferência de Jocimar para um hospital capaz de realizar os procedimentos.

No dia 2, o mesmo magistrado intimou a Central de Regulação do Estado do Rio – setor responsável pelas transferências – a cumprir a ordem judicial. Onze dias depois, a decisão não foi cumprida, e Jocimar, um baiano de Ilhéus que chegou ao Rio para tentar uma vida melhor, continua internado na clínica médica do Getulio Vargas.

– Fiz o raio-x, e o médico falou que tinha acontecido um corte por dentro. E se agravou por causa da diabetes, que eu nem sabia que tinha. Quando cheguei peguei uma infecção e comecei a tratar. Só depois de 40 dias aqui é que me disseram que eu preciso drenar o tórax e essa região do abdômen – conta o rapaz, colocando um das mãos na barriga.

Esforço físico teria causado abscessos

Vindo da Bahia, Jocimar chegou no Rio no início de junho e uma semana depois passou mal. A mulher dele, Gleyce, já estava por aqui, trabalhando como atendente de telemarketing. Em sua terra natal, Jocimar tinha dois empregos: carregador de caixas de cerveja (da Ambev) e garçom em um bar de Ilhéus. Um dos médicos que o atendeu acredita que os abscessos foram causados pelo esforço feito para carregar e descarregar os caminhões de cerveja.

– Tem sido difícil (ficar internado). A gente que é acostumado a trabalhar não gosta de ficar parado. E enquanto eu estou aqui, as contas estão chegando – diz Jocimar, que, quarta passada, completou 36 anos.

Ele deu entrada na emergência do hospital na madrugada do dia 16 de junho. Três dias depois, foi para um leito de enfermaria da Clínica Médica da unidade, onde está até hoje.

Após semanas de espera, a mulher dele, Gelyce, procurou a Defensoria Pública do Rio, e uma ação, com pedido de transferência, foi feita contra o governo estadual e o Município do Rio. O caso caiu com o juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, do 1º Juizado Especial Fazendário do Rio, que acatou o pedido. Mas, até aqui, nem a ordem judicial adiantou.

O carregador e garçom está no Hospital Getúlio Vargas há 56 dias. Apesar do esforço da atual gestão da Secretaria de Estado de Saúde, a fragilidade do sistema é tamanha, que o governo, ao não transferir o paciente, descumpre uma ordem judicial e faz com que Jocimar ocupe o leito que não precisa.

Secretaria diz estar em busca de vaga

A direção do Hospital Estadual Getúlio Vargas, por meio da assessoria de comunicação, “informa que o paciente Jocimar das Neves Lima encontra-se estável e segue em acompanhamento pela equipe médica da unidade. Ele passará por uma nova avaliação pelo cirurgião do HEGV na próxima segunda-feira (14). A direção acrescenta que o paciente está inserido no Sistema Estadual de Regulação, que realiza busca ativa para que o procedimento cirúrgico possa ser realizado”.

Informações do Jornal o Globo

Franklin Deluzio
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Autor em ilheus.net
Franklin Deluzio é graduado em Filosofia pela Universidade Estadual de Santa Cruz, Especializando em Educação, Especializando em Gestão Pública Municipal (UESC) e Servidor Municipal de Ilhéus/BA.
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