Prévia do PIB volta a avançar

A indústria é um dos segmentos que entram nas estimativas do Banco Central para compor o índice que serve de referência para a política monetária (foto: Euler Jr EM DA Press)

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), – criado como referência do comportamento da economia, com base em estimativas feitas pela autoridade monetária – registrou avanço de 1,45% no período de três meses terminado em abril último, comparado ao trimestre anterior (novembro de 2016 a janeiro de 2017), pela série ajustada do BC. Na comparação com os mesmos três meses até abril do ano passado, o índice caiu 0,64% pela série observada.

Como de costume, a autoridade monetária revisou dados do Índice de Atividade Econômica na série com ajuste. Em março, o IBC-Br passou de -0,44% para -0,40%. Em fevereiro, o índice foi de 1,37% para 1,34%. Na análise referente a janeiro, a revisão foi de 0,37% para 0,51%. O dado de dezembro se manteve negativo em 0,15%, em realação ao 0,04% no vermelho anteriormente e o de novembro permaneceu em 0,05%.

Conhecido como prévia do BC para o PIB (Produto Interno Bruto, o conjunto da produção de bens e serviços do país), o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão oficial da instituição para a atividade doméstica deste ano é de aumento de 0,50%. No Relatório de Mercado Focus, que retrata as projeções dos analistas financeiros dos principais bancos e corretoras, a mediana das estimativas está em 0,41%.

Os números divulgados ontem relativos a abril indicaram que depois da queda de 0,40% em março (dado já revisado), a economia brasileira se recuperou em abril último. O IBC-Br do mês teve alta de 0,28% ante março, com ajuste sazonal. Em termos da pontuação do indicador, ela evoluiu de 134,39 pontos para 134,76 pontos na série sem ajustes de março para abril. Foi o maior patamar do IBC-Br com ajuste desde fevereiro (134,93 pontos).

Ainda com base na série observada dos dados do BC, é possível identificar um recuo de 2,75% nos 12 meses encerrados em abril. Na comparação entre os meses de abril de 2017 e 2016, houve queda de 1,75% também na série sem ajustes sazonais.

Entenda o cálculo

O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Ele é chamado de indicador antecedente porque é obtido por meio de estimativas que a própria autoridade monetária faz para o comportamento desses setores. Contudo, o índice oficial sobre o desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Investimentos em xeque

Principal foco do governo brasileiro para atrair investimentos da China, as ferrovias foram criticadas por potenciais investidores pelo fato de não comporem um sistema estruturado, durante o encontro empresarial Brasil-China, encerrado há pouco em Brasília. Os empresários chineses disseram que, pelo fato de não estarem interligadas, elas podem ter baixa rentabilidade. Um deles questionou se não seria possível separar a construção das linhas de sua operação.

O secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério do Planejamento, Hailton Madureira, ponderou que há no Brasil opções nos três modelos. Ele informou que o governo contratou a construção de linhas, como foi o caso da Norte-sul, cuja conclusão está prevista para o início do próximo ano. No entanto, dadas as restrições fiscais, não há previsão de grandes contratações por agora, explicou.

Madureira afirmou que o governo dialoga com o setor privado para ver se há interesse das empresas em construir um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e operar a parte que já foi construída com recursos públicos. O trecho que está em construção liga o porto de Ilhéus (a ser construído) com minas de ferro no interior da Bahia. A parte a ser construída seguiria desse ponto até interligar-se com a Ferrovia Norte-sul. A Fiol, disse o secretário, é o início da Ferrovia Bioceânica, considerada uma prioridade pelos chineses.

Para facilitar as condições para os investidores, o Fundo Brasil-China, que começou a operar este mês, poderá ter a participação de bancos privados, de acordo com o ministro-interino do Planejamento, Esteves Colnago. Esse fundo vai, na prática, coordenar a análise de projetos por parte dos bancos oficiais brasileiros e, do lado chinês, do Claifund.

Colnago acredita que uma aprovação pelo conselho do fundo, formado pelos dois países, dará um selo de qualidade para os projetos que, assim, teriam acesso a uma gama mais ampla de financiadores, como os bancos privados. Boa parte dos projetos a serem inscritos no fundo como candidatos a empréstimo já está em análise em instituições oficiais, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil, o que indica que chegarão ao fundo com uma análise aprofundada.

Informações do Estado de Minas

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Franklin Deluzio

Autor em ilheus.net
Franklin Deluzio é graduado em Filosofia pela Universidade Estadual de Santa Cruz, Especializando em Educação, Especializando em Gestão Pública Municipal (UESC) e Servidor Municipal de Ilhéus/BA.
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