Folha de São Paulo elogia Ilhéus

Convento e igreja de Nossa Senhora da Piedade Por: Roberto Oliveira/Folhapress

Ao andar por Ilhéus, no sul da Bahia, a sensação é que o cacau está sempre por perto, embora de forma discreta. Ele está ali, decorando o topo da fachada da sede da prefeitura, à venda em lojinhas de lembranças ou pendurado nas árvores espalhadas à beira das estradas de terra nos arredores da cidade.

Ilhéus guarda muitas lembranças de seu auge, vivido há cerca um século, quando o porto situado na foz do rio Cachoeira era o ponto de partida para as exportações de cacau. Por ali, o fruto partia e o dinheiro chegava. E parte dele ficou por ali mesmo: os coronéis, donos das fazendas, ergueram palacetes, financiaram a construção de igrejas e gastavam em locais de diversão, como o Bataclan, “casa de tolerância” retratada nas páginas de Jorge Amado.

Do bordel que foi cenário de romances em livros como “Gabriela – Cravo e Canela” sobrou um quarto, cenográfico. Ali estão uma cama com lençol vermelho, uma vitrola e outros elementos que dão uma ideia do local onde as moças recebiam seus clientes. O restante do espaço virou um restaurante, com comida a quilo para ser consumida em meio a paredes escuras e a uma escadaria, que lembra as cenas de cabarés mostradas em novelas.

Em uma rua vizinha ao Bataclan, fica a catedral de São Sebastião, uma das maiores da cidade. Outro prédio religioso importante é o convento de Nossa Senhora da Piedade.

Enquanto a catedral está bem próxima do mar, o centenário convento está no topo de uma colina, perto de um mirante. Dentro dele, repare nos detalhes da pintura do altar e no piso.

De volta ao nível do mar, é importante olhar para o chão. Na rua Antônio Lavigne de Lemos, onde fica o palacete que pertenceu ao coronel Misael Tavares, a via é calçada com pedras retangulares azuis, importadas da Europa. Há várias histórias sobre a origem delas. Segundo uma das versões, um coronel mandou colocá-las no pavimento para embelezar seu caminho até a igreja.

Também por ali fica a casa onde Jorge Amado (1912-2001) morou em sua juventude. O sobrado amarelo, de pé-direito alto, virou um museu com objetos e obras do escritor. Vale subir até o quarto que foi dele, olhar pela janela e tentar imaginar como o movimento daquela cidade foi capaz de gerar tantas histórias que rodaram o mundo.

Agora, se a sua parte preferida da Bahia é a praia, Ilhéus tem mais de 70 quilômetros de orla a oferecer, com perfis variados. Embora a temporada de chuvas vá até agosto, há vários dias de sol e calor, com temperatura entre 25°C e 29°C.

A mais agitada das praias é a dos Milionários, cujo nome faz referência às mansões dos coronéis que ficavam ali. Perto do centro da cidade, há também praias com ondas mais fortes, como a do Malhado, procuradas por esportistas.

Ao norte, há praias com menos gente. Ao sul, as extensas faixas de areia ficam perto de hotéis e de muito verde. A de Canabrava tem várias pedras grandes perto do mar, que rendem boas fotos e são um convite para uma pequena escalada, de preferência sem o celular na mão.

Informações do Folha de São Paulo

 

Franklin Deluzio
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Autor em ilheus.net
Franklin Deluzio é graduado em Filosofia pela Universidade Estadual de Santa Cruz, Especializando em Educação, Especializando em Gestão Pública Municipal (UESC) e Servidor Municipal de Ilhéus/BA.
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