Aécio e Temer morrem e levam com eles PSDB e PMDB

Ressalto: o PT já havia morrido desde o ano passado, apesar de Lula continuar sendo uma liderança política de grande popularidade.

O PSDB, para que não nos esqueçamos, polarizava a disputa com o PT desde o governo FHC e, na sequência, depois que Lula foi eleito e reeleito.

O principal nome em atividade entre os tucanos, Aécio Neves, tem agora uma desonrosa morte política, arrastando o seu partido para a mesma cova.

Quanto ao PMDB, este serviu e se serviu de PSDB e PMDB, até que chegou pela via “indireta” – única possível para o partido – à presidência da República.

A desmoralização foi mais rápida do que se podia esperar, e aconteceu após aquela conversa de corredor de penitenciária entre Temer e Joesley da Friboi.

Das outras legendas ainda encorpadas – pelo número de parlamentares -, não há muito a se dizer. O DEM, ex-PFL, que era um satélite do tucanato, vem se desmilinguindo a cada eleição, marcando presença um tanto significativa, ainda, no interior e em algumas regiões do Brasil.

O PP, outra legenda com forte relação com a Polícia Federal, é tão somente um ajuntamento de personagens pragmáticos operosos – para dizer o mínimo.

Restaram PDT e PSB – dos “grandes” –, que são partidos que nunca definiram uma identidade, ficando ali num meio termo sem nenhuma clareza, cor, cheiro ou sabor.

Os nanicos de esquerdas continuaram nanicos, alguns misturados à bagaceira da propinagem, outros sem perspectiva de chegada ao poder.

Há também os nanicos de aluguel ou puramente oportunistas – e que são a grande maioria , que negociam votos, tempo de televisão e que nada têm a oferecer de qualidade ou conteúdo: são bugigangas de final de feira.

No final das contas, mais do que nunca, o eleitor brasileiro vai votar em candidatos e não nos partidos. Estes tendem a ser “esquecidos” pelos próprios candidatos que vão às urnas no próximo ano. Todos “esperando” uma reforma política que vá alem da meia-sola em sapato de papelão em curso no Congresso Nacional.

Difícil vai ser enterrar os mortos, que já se encontram em estado de putrefação. Que podem até, com os bons que restam nas suas fileiras, ser adubo para brotação nova.

No final das contas, Temer e Aécio, por iguais, podem ter prestado um serviço à atividade pública no Brasil.

Que isso conste nos respectivos epitáfios políticos.

Ricardo Mota do TNH

Franklin Deluzio
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Franklin Deluzio é graduado em Filosofia pela Universidade Estadual de Santa Cruz, Especializando em Educação, Especializando em Gestão Pública Municipal (UESC) e Servidor Municipal de Ilhéus/BA.
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